Capítulo 80 A Proteção que Ele Dá
"Naturalmente, Chefe Carl fez uma coletiva de imprensa pra você, pessoalmente. Quanto ao conteúdo específico, você vai saber quando for." Warren Fule sorriu e não disse mais nada.
No caminho, o humor da Grace tava super tenso.
Oito horas da noite, ela foi levada pro local da coletiva pelo Warren Fule.
A coletiva tava prestes a começar. Um monte de repórteres se juntaram lá. Quando viram a Grace chegando, todo mundo levantou as câmeras e começou a tirar fotos dela sem parar.
Olhando pras inúmeras luzes e pros olhos afiados dos repórteres, a Grace ficou meio assustada e parou, sem querer.
"Por que não foi embora?" Uma voz grave e agradável veio de trás dela.
Assim que ela se virou, viu o Carl parado ali, num terno azul escuro e com o cabelo todo arrumadinho, sorrindo.
Ela mordeu o lábio inferior e sussurrou: "Carl, o que você quer?"
"Você vai saber em um instante." Ele chegou perto, passou os braços pela cintura fina dela e a empurrou suavemente pra frente. "Grace, você é o alvo da galera agora. A única pessoa em quem você pode acreditar sou eu."
Se fosse o Carl de dez anos atrás, ela teria confiado nele de olhos fechados e ouvidos tapados, mas agora, com o Carl, ela tava com medo e não conseguia acreditar.
Ela sentou do lado dele, com a cara toda desconfiada, e ficou grudada nele.
Ele sentou no centro, com as pernas cruzadas, sorriu pros repórteres e disse numa boa: "Eu sei que todo mundo tem prestado muita atenção na família da Grace ultimamente. Isso não é verdade. Eu convidei a cliente. Se tiverem alguma pergunta, podem fazer."
Ouvindo o que ele disse, os repórteres enfiaram os microfones na frente da Grace e se atropelaram pra falar:
"Grace, o Grayson ainda tá no hospital e pode acordar a qualquer momento. Sua posição no Grupo Grace ainda tá instável. Você ainda tá planejando assassiná-lo pela terceira vez?"
"Grace, onde você se escondeu esses dias?"
"Grace, conta pra gente como foi sua jornada psicológica pra matar o Grayson. Na sua opinião, poder e riqueza são realmente mais importantes que laços familiares?"
"Grace... Grace..."
A Grace colocou a mão na cabeça e sentiu que ia explodir.
"Vocês tão dizendo que a Grace matou o Grayson?" O Carl de repente zombou e disse: "Tem alguma prova? Não tem nenhum relatório com provas, mas tão armando pra cima dela."
Por um instante, o estádio inteiro ficou quieto por alguns segundos.
A Grace ficou chocada e olhou pro Carl, sem acreditar. Ele tá ajudando ela?
"O acidente de carro do Grayson não foi planejado pela Grace pra manter a posição dela como presidente do Grupo Grace? Como podemos dizer que tão armando pra cima dela, sendo que todo mundo sabe?" Uma repórter ousada disse.
"É mesmo?" O Carl zombou e de repente tirou um envelope e disse claramente: "E as provas que eu tenho na mão?"
Quando ele terminou de falar, tirou todos os documentos de dentro e mostrou pra câmera.
Era a conta do Wolfgang pra contratar um motorista de táxi pra matar o Grayson. O nome da conta era Tang, o que obviamente não era da Grace.
"Vejam bem, o motorista é o Wolfgang, o chefe da Cidade Imperial, não a Grace." O Carl sorriu e continuou: "Quanto às fotos no hospital, vamos ver o vídeo da vigilância antes de falar."
Nesse momento, ele piscou pro Warren Fule, e o Warren Fule transmitiu a vigilância daquele dia.
Na vigilância, dava pra ver claramente que o Wolfgang queria matar o Grayson, enquanto a Grace pegou a seringa pra salvar o Grayson.
Por um instante, a cena da coletiva explodiu. Ninguém esperava que as coisas fossem mudar tanto, e a Grace era quem tava sendo incriminada.
A Grace olhou pro Carl em choque, com a cara toda de descrença.
O vídeo da vigilância daquele dia foi apagado pela Daisy, que tava vestida de enfermeira. Como ele conseguiu encontrar?
No entanto, ele olhou pros repórteres com desprezo e disse com um lábio fino: "Pelo que eu sei, todos vocês, repórteres, escreveram reportagens sobre a Grace. Vou dar um dia pra vocês. Se vocês armaram pra cima dela, vão ter que se retratar. Caso contrário, vou processá-los por difamação."
Ele sentou ali quieto, a voz dele não era alta, mas as palavras eram claras e assustadoras.
Os repórteres ficaram tão assustados que começaram a suar frio, se curvaram e pediram desculpas pra Grace.
A coletiva também terminou oficialmente com as palavras dele.
Os repórteres evacuaram rapidamente o local. A Grace olhou pras provas que o Carl tinha encontrado e pro vídeo que ainda tava passando, e o coração dela tava misturado.
Ela se virou pra olhar pro Carl e sorriu amargamente: "Carl, por que você tá me ajudando?"
"Como eu disse, não tô te ajudando, tô ajudando o Grupo Grace." Ele pegou um cigarro e colocou na boca. Ele soltou lentamente um anel de fumaça e disse com a voz rouca: "Além disso, dessa forma, o Wolfgang vai ter problemas, o que é exatamente o que eu gosto."
"É mesmo?" Ela sorriu, ausente, e baixou a voz. "Obrigada de qualquer jeito. Sem você, não sei quando iam me incriminar."
"Não se emocione." Ele bufou friamente.
Olhando pra essa pose de orgulhoso, a Grace fez um biquinho e sorriu, e sussurrou: "Carl, me desculpa."
Ele ficou chocado e olhou pra ela, sem acreditar.
Ela disse com um sorriso irônico: "Eu te entendi errado sobre a Alice e a Luoluo. Eu não devia ter te magoado sem te perguntar. Eu insisti em me divorciar de você. Você tá certo. Eu devia tentar acreditar em você."
Ouvindo o que ela disse, ele ficou em silêncio por um longo tempo, sacudiu suavemente a cinza na ponta do dedo e estreitou os olhos. "Eu também não fiz direito. Devia ter te contado sobre a Alice e eu antes. Nesse caso, você não estaria paranoica."
"Então, você não me culpa?" A Grace se inclinou na frente dele e disse apressadamente.
"Pra ser sincero, quando você teve que me forçar a assinar o acordo de divórcio, eu fiquei muito bravo. Eu cresci no Carl e nunca fui forçado por ninguém." Ele olhou pra cima dela e disse, sem jeito: "Mas te vendo na lama e sendo incriminada assim, não consigo te ignorar, Grace. O que eu faço com você?"
"Então me perdoa, a gente não vai brigar." Ela estendeu a mãozinha branca e agarrou a saia dele. Ela sussurrou: "Tô com tanta fome. Quero pizza e pastel de nata."
"O Warren Fule não te deu comida?" Ele olhou pro Warren Fule e o rosto bonito dele de repente esfriou.
"Chefe Carl, eu dei, mas a Grace não comeu." O Warren Fule explicou, sem jeito.
"Naquela hora, eu tava morrendo de preocupação. Como ia ter clima pra comer?" A Grace tocou na barriga dele e disse sorrindo: "Mas agora ele tá de bom humor e o apetite voltou."
"Então vamos jantar." Ele balançou a cabeça, sem jeito, a levou pra se levantar, baixou a voz e disse: "A propósito, vou te contar a história da Alice e eu."