CAPÍTULO 2 Sua Moralidade
Ela cobriu os olhos e os ouvidos. A testa dela bateu no chão. Ranho e lágrimas escorriam sem parar.
Parecia que algo estava a perseguindo. Ela não aguentava mais e começou a bater na porta. 'Me deixa sair. Eu não quero estar aqui. Me deixa sair!' Ela berrou.
'Divirta-se aí dentro. É uma chance rara para você.' Ele destruiu as esperanças dela sem hesitar.
Ao ouvir Stephanie batendo na porta sem parar, a expressão de Jack só ficou mais fria. O sofrimento dela, no entanto, não aliviou, mas até piorou sua agitação.
O celular na mesa tocou. Jack atendeu. Era Liz Jose, então ele atendeu na hora.
A voz dela era sedutora, mas Jack interrompeu o resmungo dela: 'O que você quer?'
'Eu não estou bem. Você pode vir agora?' A voz era fraca, como se a dona estivesse realmente doente. Jack levantou os cantos dos lábios e olhou para a porta que ainda estava fazendo barulho, o que o agitou mais uma vez. Liz ligou na hora certa, ele pensou.
Jack só deu uma olhada rápida no quarto de Stephanie antes de concordar. 'Estarei esperando por você!' Havia alegria reprimida na resposta de Liz.
Mesmo Stephanie não sabia há quanto tempo estava batendo na porta. Quando ela não conseguia ouvir nada de fora, ela ficou insensível.
Ela se encostou na porta com os braços pendurados fracamente. Ela olhou para o lado, atordoada, como se tivesse desistido.
O quarto voltou ao silêncio novamente. Apenas as sombras dos galhos lá fora se moviam de vez em quando.
Alguém sempre seria suscetível à solidão nessas condições. Ela fechou os olhos e teve um longo sonho. No sonho, Steve estava carregando uma criança. Uma criança coberta de sangue.
Assim como Jack disse. Ela devia uma vida a ele. É por isso que ele veio se vingar. Ela não queria mais discutir. Sem dizer nada, ela os encarou andando em direção a ela.
Ela começou a sorrir também.
Jack olhou para a mulher de vestido de seda à sua frente e perguntou em voz fria: 'Você está doente, assim?'
Liz não ficou nem um pouco envergonhada. Ela se aproximou e respondeu timidamente: 'Eu senti sua falta e precisava de um motivo. Foi o que eu fiz.'
Antes que ele pudesse se acalmar, Liz continuou com uma risada seca: 'Sinto muito. Eu realmente sinto sua falta. Eu prometo que isso não vai acontecer de novo.'
Jack deu uma olhada para ela e entrou no quarto. Vendo isso, Liz o seguiu alegremente.
Eles fizeram sexo. Ele olhou para a pessoa embaixo dele, mas não conseguiu evitar comparar o rosto dela com o daquela mulher. Por várias vezes o rosto dela passou em sua mente. Jack saiu da cama, fumando emburrado.
Liz sabia que algo estava errado com ele. Ela puxou o edredom e o envolveu em volta do corpo. Ela olhou para as costas dele, não conseguiu conter sua curiosidade e perguntou: 'O que foi?'
Ele não respondeu.
'Você está com saudades dela?' Liz se sentiu injustiçada.
Jack agiu como se ela o tivesse pegado em flagrante. Ele se virou e lançou um olhar glacial para ela, o que assustou Liz.
'Na verdade, eu não sabia se deveria te contar.' Ela hesitou, mordeu os lábios e olhou para ele. Tendo notado que ele estava chateado, ela suavizou o tom e continuou. 'No passado, quando eles estavam namorando, eu a vi no carro de outro homem.'
A expressão de Jack mudou de repente. A temperatura na sala caiu imediatamente para um ponto de congelamento. Liz se corrigiu: 'Talvez eles fossem apenas amigos. Talvez eu estivesse pensando demais. Ela não era bem-vinda em sua escola. Poucas pessoas…'
'Sério?' Ele rangeu os dentes, imaginando as cenas que ela descreveu em sua mente. Ele se importava tanto com Stephanie, mas não percebeu. No entanto, Liz estava bem clara sobre isso.
Ela só tentou testar Jack, mas ele levou a sério. Ela não sabia se deveria se sentir feliz ou não.
Ele pegou as roupas no chão e foi direto para a porta. 'Vou dormir no quarto de hóspedes.' Ele falou em voz profunda.
A porta foi fechada. Liz olhou para ela, perdida.
Ele não dormiu uma noite inteira. Ele esperou pelo crepúsculo para poder voltar.
A temperatura dentro do quarto não estava muito mais alta do que a de fora. A comida na mesa estragou e ficou cinza feia.
Ele não podia esperar para ver como ela estava agora. Quando ele abriu a porta, uma sensação de frieza o atingiu em cheio no rosto.
Stephanie estava encolhida em um canto, dormindo. Seu corpo estava frio, como um cadáver que estava morto há muito tempo.
Jack se agachou e cutucou ela um pouco. Ela caiu no chão sem nenhuma guarda, seu rosto estava anormalmente vermelho.
O calor o fez franzir a testa. Ele a pegou e correu de volta para seu quarto.
Carregá-la era como carregar uma pilha de peças de máquina sem peso. Nenhum calor, mas apenas um esqueleto frio e duro.
Ela era tão leve em seus braços, como se fosse quebrar em pedaços se ele a deixasse cair no chão.
o médico da família veio. Depois de saber o que havia acontecido, ele foi verificar a paciente imediatamente e logo concluiu que era apenas uma febre normal.
'Como ela está?' Jack de alguma forma tinha vindo por trás e perguntado com indiferença. o médico estremeceu antes de se virar para contar a ele sua condição.
'Se apresse e cure ela.' Ele se sentiu um pouco agitado. Olhando para a pessoa na cama, ele não sabia dizer se era culpa ou desgosto.