47. Alegria e Dor
Enquanto a Luna Viviana estava fora, fazendo compras, o Alfa Callum foi pro quarto do casal e botou o envelope marrom na cômoda, com os papéis do divórcio. Ele pegou três malas do fundo do armário e botou todas as roupas dele na cama, começando a organizar nas malas.
Enquanto ele tava botando roupa nas malas, ele suspirou fundo. Apesar da esposa dele já estar grávida do filho deles, ele não podia mais ficar com ela e fingir que o casamento deles ainda tava de boa, numa boa.
Isso é muita mentira!
Ele ama a Clarice e o "Filho" Caden. Ele é muito mais feliz quando tá com eles. A presença gloriosa deles completa ele.
Depois de uma hora, ele terminou de fazer as malas. Ele avisou pro Beta dele, por ligação mental, pra tomar conta da casa e dos bagulhos, enquanto ele estivesse fora.
Ele fechou a porta do armário, desligou a luz, pegou as malas e se teleportou pra casa alugada.
Uns minutinhos depois, ele aterrissou no quarto da Clarice.
Ela tava escovando o cabelo na frente do espelho da cômoda e olhou pra ele, sorrindo docemente. Foi aí que ela notou as malas no chão. "Ah, o que tem nas malas?" ela perguntou, se levantando.
"Minhas roupas e coisas pessoais," ele respondeu. "A partir de hoje, eu vou estar aqui toda noite. Nós vamos ser uma família feliz," ele falou e plantou um beijo na cabeça dela.
Os olhos dela brilharam de alegria. "Eu tô feliz!" ela falou, toda animada. "Mas e a Viviana? Ela já concordou com o acordo? Que você não vai mais ficar na mansão com ela? Ela já aceitou o divórcio?"
O Alfa Callum ficou em silêncio. "Hum, quando eu tava fazendo as malas, ela não tava em casa. Ela foi comprar roupinhas de "Bebê" no shopping com a melhor amiga dela. Eu botei os papéis do divórcio na cômoda dela e quando ela chegar em casa mais tarde, ela com certeza vai ver," ele respondeu, numa boa.
"Ok," Clarice murmurou, se sentando na beira da cama.
O Alfa Callum se ajeitou numa cadeira, de frente pra ela. A cara dele tava séria. "Sobre o divórcio... ela vai aceitar. Ela pode se recusar a assinar os papéis do divórcio, mas depois, quando ela perceber que a gente não vai mais ficar junto, ela vai acabar desistindo. A razão de eu ter feito as malas é porque eu quero que ela aceite a verdade de que nosso casamento não tem mais jeito. Quanto antes ela aceitar a verdade, melhor pra gente," ele explicou.
A Clarice balançou a cabeça. "Você tem razão. Eu tava quase sugerindo pra você entregar os papéis do divórcio só depois que ela parir. Mas já que você já deixou os papéis no quarto dela, vamo torcer pra ela assinar logo."
O Alfa Callum respirou fundo. ""Querida", você tá disposta a cuidar do meu "Bebê" com a Viviana?" ele perguntou. "Eu tô planejando ficar com a guarda do "Bebê"."
"Sem problemas," Clarice respondeu. "Eu tô disposta a cuidar do seu filho com a Viviana, mas não force ela a desistir do "Bebê". Você tem que entender que mães nunca abandonam seus "Bebês", a não ser que seja uma questão de vida ou morte. Se a Viviana quiser ficar com o "Bebê", você tem que concordar com a guarda compartilhada com ela. Você tem que respeitar os desejos dela, porque é muito doloroso pra uma mãe ser separada dos filhos. Eu senti isso na pele," Clarice falou, com os olhos cheios de lágrimas, lembrando da dor que sentiu quando entregou o "Bebê" dela pro primo. Era como sentir mil mortes, uma atrás da outra.
"Mas também é meu filho. Eu quero que todos os meus filhos cresçam juntos, na mesma casa," ele insistiu.
A Clarice olhou bem nos olhos dele. "Não, o "Bebê" dela é a única felicidade que ela tem nessa vida. Você não pode tirar o "Bebê" dela se ela não quiser abrir mão dele por vontade própria. Ponto final!" ela falou firmemente, esperando que ele entendesse o que ela tava querendo dizer.
O Alfa Callum balançou a cabeça. "Tudo bem, vamo parar de discutir sobre esse assunto. Eu entendi o que você tá tentando me dizer. Eu não vou tirar o "Bebê" da Viviana, a não ser que ela me entregue a responsabilidade por vontade própria. Você tem a minha palavra."
A Clarice finalmente sorriu, feliz que ele não tava insistindo em usar a força pra pegar o "Bebê" depois que ele nascesse. Ela olhou pras malas e se levantou. "Eu vou desfazer as malas e botar suas coisas no armário."
"Eu te ajudo." O Alfa Callum pegou as malas e botou na frente do armário.
Juntos, o casal dobrou as roupas na cama, arrumando no armário.
Depois que eles terminaram de desfazer as malas, a Clarice olhou pra ele e perguntou, "E a mudança de identidade que eu mencionei antes? É possível?"
"Sim. Você pode dar entrada num registro tardio. Eu esqueci de trazer o formulário. Eu trago mais tarde," o Alfa Callum respondeu. "Onde tá o Caden?" ele perguntou.
"Ele tá nadando na piscina agora. A Lorey tava cuidando dele," ela respondeu.
"Massa. Eu vou lá. Por que você não vai com a gente?" Ele pegou as sungas do armário e trocou de roupa rapidinho.
"Ok. Eu vou logo," ela respondeu, abrindo o armário, pegando a roupa de proteção do sol.
O Alfa Callum saiu do quarto pra ir encontrar o filho na piscina.
A Clarice tirou a roupa e botou o traje de banho, e então saiu do quarto com um sorriso no rosto. Momentos em família sempre botam um sorriso feliz no rosto dela.
Ela chegou na piscina e viu o pai e o filho brincando na água, soltando umas gargalhadas altas.
A Clarice sorriu ao testemunhar uma cena tão maravilhosa. Momentos bonitos como esse criam memórias memoráveis que podem durar a vida toda. Ela entrou na água e se juntou às duas pessoas mais importantes da vida dela.
A vida é boa, e ela deseja que isso seja o começo de uma felicidade duradoura pra ela e pros seus amados.
Duas horas depois, a Lorey trouxe um lanche delicioso de pizza caseira e uma jarra de suco de cranberry gelado e refrescante pra piscina.
Enquanto isso...
De volta à mansão, a Luna Viviana e a Mia chegam na mansão com as sacolas de compras.
Quando elas entraram no quarto do casal, a primeira coisa que elas notaram foi o envelope marrom na cômoda.
As sobrancelhas da Luna Viviana se franziram. Ela pegou o envelope marrom e olhou o que tinha dentro. Quando ela leu a primeira página, a cara dela mudou na hora. Furiosa, ela jogou o envelope marrom no chão.
A Mia olhou pra amiga dela. Os olhos da Viviana brilhavam de raiva. Ela pegou o envelope marrom e deu uma olhada no conteúdo do papel. "Ah, são os papéis do divórcio," ela murmurou tristemente, e botou os papéis de volta no envelope.
"Joga na lixeira. Eu não quero ver isso. Eu não quero assinar!" a Luna Viviana ordenou veementemente. A voz dela tremia, os olhos cheios de lágrimas, ela sentou na cama tentando se acalmar.
A Mia suspirou fundo e jogou o envelope marrom na lixeira.
Mesmo querendo ficar calma, a Luna Viviana caiu em lágrimas, cansada de segurar a dor e a raiva que sentia por dentro. "Eu odeio ele! Eu odeio aquela mulher!"
A Mia foi pra cama e gentilmente fez carinho nas costas da amiga dela. "Não precisa pensar nos papéis do divórcio agora, se você ainda não está pronta," ela falou. A voz dela era suave e reconfortante. "Eu vou pegar um lenço pra você," ela falou.
A Mia foi pro armário e abriu. Ela procurou nas roupas da amiga dela. "Onde estão seus lenços?" ela perguntou.
A Luan Viviana olhou pro armário e notou na hora que as roupas do marido dela não estavam mais onde costumavam estar. Droga! Ele já tinha tirado as coisas dele e levado pra amante dele!
O marido dela tá decidido a deixar ela e não tem nada que ela possa fazer sobre isso. O mundo dela desaba, mergulhando ela em profunda tristeza, enquanto a depressão começa a afundar forte no sistema dela. Ela só consegue chorar rios pra botar pra fora a frustração e a raiva.
O corpo dela tremia enquanto ela chorava muito. O quarto tava cheio dos gritos dela, enquanto a dor da separação era demais pra ela aguentar. "Vamo sair pra tomar uns drinks hoje à noite. Eu quero beber litros de bebida pra afogar minhas mágoas," ela falou pra amiga dela, entre lágrimas.
A Mia balançou a cabeça. "Não! Você não pode ir pro bar e envenenar seu corpo com bebida forte. Você só vai trazer problemas pro seu "Bebê" que ainda vai nascer. Vamo ficar aqui no seu quarto, pedir pizza, comer sorvete, chocolates e assistir filmes juntas o dia todo e a noite toda. É uma alternativa melhor do que ir pra balada. Além disso, os guardas do lado de fora do quarto não vão deixar a gente ir pro clube," ela lembrou a amiga dela, que tava transtornada.
Frustrada, a Luna Viviana chorou ainda mais.