54. Para a Escuridão
No dia seguinte, o jornal chegou nas mãos de todo mundo, anunciando pro público o divórcio entre o Alfa Callum e a Luna Viviana do Bando Uivo Selvagem. A notícia pegou todo mundo de surpresa, espalhando pra todo canto.
Depois de ler o comunicado conjunto entre o ex-casal, as pessoas de todo tipo começaram a fofocar sobre o motivo de verdade pra separação legal do casal poderoso.
Enquanto isso, na casa de praia, a Viviana tava chorando horrores enquanto lia as notícias. Hoje ela era oficialmente uma ninguém na vida do ex-marido dela.
A Mia fez carinho nas costas da amiga, confortando ela. "Shiu, não leva tão a sério. Só fica feliz que já acabou. Você finalmente pode começar uma vida nova com o seu bebê na barriga. Os dias vão passar, e as pessoas vão esquecer o que aconteceu. Elas vão passar de boa de uma notícia pra outra."
Com raiva, a Viviana jogou o jornal no chão.
A Mia suspirou. Ela pegou o jornal e jogou na lixeira, onde ele deveria estar, pra não machucar mais a amiga. "O que você quer fazer hoje? Nadar na praia?" ela perguntou, olhando pela janela, enquanto o sol tava quase se pondo no horizonte.
"Vamos pro bar hoje à noite!" a Viviana sugeriu, no meio das lágrimas.
A Mia balançou a cabeça. "Não. Você tá grávida, não pode beber bebida forte. Faz mal pro bebê," ela lembrou, firme. "Não posso ficar mais tempo com você. Preciso voltar pro hospital," ela adicionou.
A Viviana suspirou. "Ok, eu entendo. Vou pro bar sozinha, sem você," ela falou, teimosa.
A Mia respirou fundo, irritada porque a amiga tava sendo teimosa de novo. "Fica aqui e não vai pra lugares suspeitos. Além disso, você não escapa dos seus guarda-costas. Eles vão te seguir pra todo lugar. Eles nunca vão te deixar entrar na balada e o Alfa Callum vai proibir."
"Então o que eu faço? Como eu anestesio a dor que eu sinto por dentro?" a Viviana perguntou, com os olhos inchados de lágrimas.
Aí vamos nós de novo.
A Mia revirou os olhos. "Você tem a TV e a internet aqui. Tem entretenimento infinito na ponta dos dedos. Você pode assistir milhões de filmes e documentários grátis pra passar o tempo. Descobre alguma coisa interessante pra assistir online. Desenvolve uns hobbies, tipo ler livros, jardinagem, tricô e muito mais. Você também pode nadar e passear na praia. Você tem grana. Pode fazer qualquer coisa, só evita fazer coisas ruins que podem prejudicar seu corpo e seu filho que vai nascer. Não seja teimosa, ok?"
"Sim, Mãe." A Viviana finalmente sorriu, enxugando as lágrimas com um lenço de papel. "Já parei de chorar. Tô bem agora. Obrigada por sempre cuidar de mim. Como eu queria que você fosse minha mãe," ela brincou.
A Mia riu. "Fico feliz que você tá sorrindo agora."
"É. Tô bem agora. Precisava chorar antes, porque a dor é grande demais pra aguentar, então chorar é a única opção pra eu liberar a dor. Se eu não chorar e continuar escondendo a tristeza dentro de mim, meu coração vai explodir." A Viviana defendeu o ataque de choro. "Você tá certa, eu sou uma mulher sortuda. Tenho tudo o que preciso, e não preciso trabalhar todo dia pra pagar as contas. Em vez de ficar de mau humor e lamber minhas feridas, eu deveria aproveitar a vida. Já passou da hora de eu aproveitar meus milhões," ela falou, com os olhos brilhando.
A Mia olhou bem pra cara da Viviana. "Como você vai aproveitar seus milhões?" ela perguntou, desconfiada.
"Fazendo compras em lojas chiques com você! Vamos fazer compras hoje!" a Viviana exclamou.
"Semana que vem, não agora. Ainda preciso voltar pro hospital todo dia pra cuidar da minha mãe," a Mia falou.
"Ok. Semana que vem então," a Viviana sorriu animada.
"Então o que você vai fazer agora pra se divertir?" a Mia perguntou.
"Vou assistir filmes, shows e documentários online. Aí vou passear na praia toda manhã e meditar no meu quarto. Talvez eu comece um hobby de tricô, me manter produtiva e ocupada, pra eu conseguir me recuperar rápido da minha miséria," a Viviana falou, alegre.
A Mia sorriu, satisfeita com a resposta da amiga. "Fico feliz que você voltou aos trilhos. Não deixe a dor do seu divórcio te jogar na sarjeta. Mantenha a cabeça erguida e mostre pro mundo que você é uma mulher forte. Você não precisa de um homem pra sobreviver e te fazer feliz. Você consegue sozinha. Ok?"
A Viviana sorriu e abraçou a amiga. "Você é simplesmente a melhor! Obrigada por sempre estar aqui por mim nos meus altos e baixos. Sou tão sortuda de ter você como minha melhor amiga," ela falou, grata.
A Mia sorriu e deu um tapinha nas costas da amiga. "Só quero o que é melhor pra você."
Elas se olharam e sorriram.
"Vem, vamos passear na praia e assistir o pôr do sol antes de você ir," a Viviana falou, alegre.
"Okidoki," a Mia respondeu com um sorriso.
As duas mulheres saíram de casa, foram pra praia e sentaram na espreguiçadeira, admirando a vista linda da praia e o pôr do sol maravilhoso no horizonte.
Depois de assistir o pôr do sol juntas, a Mia saiu da praia e voltou pro hospital pra ficar com a mãe dela.
Aquela noite, depois do jantar, a Viviana se recolheu pro quarto cedo.
Ela deitou na cama e assistiu dois filmes de terror que ela adorou assistir por causa das histórias de sobrevivência cheias de suspense e que prendem a atenção.
Depois que ela terminou de assistir os filmes, ela navegou pelas lojas online, procurando alguma coisa pra comprar pra ela e pro bebê dela.
Depois de uma hora navegando nas lojas online, nada chamou a atenção dela.
Se sentindo entediada, ela saiu da loja online e se aventurou na dark web.
Aquela noite, ela foi dormir à 1h da manhã, curtindo muito a experiência na dark web. Ela encontrou uma sala de bate-papo interessante lá que chamou a atenção dela e ela interagiu com os usuários anônimos de lá.
Ela sentiu a onda de prazer que ela queria naquela sala de bate-papo, depois de conhecer várias pessoas interessantes.
Ela dormiu em paz naquela noite, com um sorriso radiante no rosto.
...
Enquanto isso, na casa alugada, 8 horas antes.
O Alfa Callum e a Clarice podem ser vistos se abraçando, conversando um com o outro na cama. Eles tinham acabado de jantar e estavam tendo um momento a sós no quarto, enquanto o filho deles, Caden, estava brincando com seus brinquedos no andar de baixo, na sala, com a Lorey.
""Querida", mês que vem, você e o Caden finalmente vão morar comigo na mansão. Vamos estar juntos todos os dias como uma família feliz. Aí, depois de seis meses, vamos ter nosso casamento chique, com a presença dos líderes dos outros bandos. Mas se você não se sentir confortável em ver o Alfa Bruce e a Luna Aurélia de novo, não vamos convidar eles," o Alfa Callum falou.
A Clarice ficou em silêncio por um momento, pensando nas opções.
O Alfa Callum notou o silêncio dela. "Você tá bem, "Querida"?"
A Clarice balançou a cabeça. "É, tô bem."
"Mas se você não se sentir confortável em encontrar seus inimigos, vamos só manter nosso casamento simples e privado. Vamos convidar só algumas pessoas pra que nosso casamento seja solene, e você aproveite o evento especial sem se preocupar que os convidados vão descobrir sua verdadeira identidade," o Alfa Callum sugeriu.
A Clarice balançou a cabeça. "Ah, de boa se você convidar todos os líderes do bando pro nosso casamento. Não posso me esconder pra sempre. Tenho que encarar eles com minha nova identidade. A antiga eu já morreu nos olhos deles. Já passou da hora de eles conhecerem a nova eu," ela falou, ousada e confiante.
"Tem certeza?" ele perguntou.
"Sim. Tenho 100% de certeza!" a Clarice sorriu maliciosamente.
O Alfa Callum notou um brilho maldoso nos olhos dela. "Você tá planejando fazer alguma coisa terrível com sua ex-melhor amiga no dia do nosso casamento?" ele perguntou.