Você está pronto, chefe?
“Tá pronto, Chefe?” Edward perguntou para Calvin.
“Sim”, Calvin respondeu. Eles estavam na sala esperando por Dorothy. Nisso, ouviu-se um clique e Dorothy entrou na sala, tipo, MUITO gata.
Edward assobiou e Calvin lançou um olhar mortal para ele, aí ele ficou quietinho.
“Você tá linda”, Calvin falou pra Dorothy quando ela chegou mais perto.
“Valeu”, ela respondeu, ficando corada.
“Bora”, ele disse pra ela, pegou na mão dela e eles saíram de casa.
Tinha um Audi esperando por eles lá fora. Calvin virou para Edward e Jack e falou: “Vocês podem ir e fazer o que quiserem, dei folga pra todo mundo, incluindo as empregadas e os motoristas”.
“Obrigado, Chefe”, os dois responderam, e Calvin entrou no carro com a esposa dele, e o carro foi embora.
“Glória a Deus!”, Jack exclamou quando o carro saiu. “Hoje eu tô livre!”, ele disse e correu pra dentro de casa pra avisar a esposa.
Edward olhou pra ele e sorriu. “Ele tá tão feliz por ter folga, será que o Calvin já deu folga pra ele desde que ele começou a trabalhar pra ele?”, Edward pensou.
Pra ele, Edward, o dia de folga seria na cama, dormindo. Ele entrou em casa, foi pro quarto dele e deitou na cama, e foi aos poucos sendo levado pro país dos sonhos.
“Dorothy, atende! Atende! Merda!”, Mia xingou. Ela tava ligando pra ela fazia uns trinta minutos e ela não atendia de jeito nenhum.
“Moça, por favor, precisa sair da fila, tem outras pessoas esperando”, o cara do balcão falou pra Mia.
“Por favor, deixa eu ligar pra minha amiga e eu já volto”, ela implorou.
“De jeito nenhum!”, a pessoa atrás dela falou, empurrando ela pra fora da fila.
Mia queria empurrar ela de volta, mas tocou o telefone dela, e ela atendeu sem olhar, achando que era Dorothy.
“Oi, Miame”, a voz disse.
O rosto de Mia fechou na hora que ela reconheceu a voz. Ela desligou a ligação na mesma hora. Ela olhou pro pacote, olhou pra fila e pra hora, e xingou. Ela tava num centro de entrega, tentando entregar um vestido que ela comprou pra Dorothy, mas o problema era que ela não sabia o endereço da casa.
E ela tava ligando pra Dorothy pra perguntar, mas ela não atendia as ligações.
“O que eu vou fazer agora?”, ela murmurou, e lembrou de um jeito de conseguir o endereço, a Internet. Ela pesquisou na hora o endereço de Calvin, filho de Charles Dennis. Um monte de endereços apareceram pra ela, e ela foi na página que mostrava o endereço com fotos da casa e viu a casa que ela tava procurando.
Ela foi pro balcão na hora, mas o cara falou pra ela ir pro final da fila.
“Por favor, minha amiga precisa muito desse pacote”, ela implorou.
“Atende ela”, o cara que era a vez dele falou pro cara do balcão.
“Valeu”, Mia falou pra ele.
“Eu quero entregar o pacote no número 4 da Dennis Estate”, Mia falou pro cara do balcão.
O cara olhou pra ela como se ela tivesse perdido a cabeça. “Com licença, mas você acabou de falar Dennis Estate?”, ele perguntou.
“Sim, qual o problema?”, Mia perguntou.
“Não, só que a gente não entrega lá, e pra quem você quer entregar, pras empregadas que trabalham lá ou pros guarda-costas?”, o cara do balcão perguntou, zombando.
“Vai se ferrar!”, Mia xingou ele e saiu do lugar, ela decidiu ir lá por conta própria.
Ela pegou um táxi e o táxi levou ela até a entrada da mansão. Ela saiu e foi andando até o portão. “Espere um pouco, moça, qual é a sua identificação de residente?”, o Guarda de segurança perguntou pra Mia.
“Como é?”, ela perguntou.
“Sua identificação de residente”, o guarda repetiu.
“Ah, eu não moro aqui, só queria dar um negócio pra minha amiga que mora aqui”, Mia respondeu.
“Desculpe, mas eu não posso deixar você entrar na mansão”, o Guarda de segurança disse.
“Por quê?”, Mia perguntou.
“Por questões de segurança”, o Guarda de segurança respondeu e começou a ir embora.
“Ei! Cara da segurança!”, Mia chamou o homem.
“O quê?”, o homem perguntou.
“Aquilo não é uma arma que a pessoa no telhado tá segurando?”, Mia perguntou, apontando pra um dos telhados da casa dentro da mansão.
O Guarda de segurança correu pra onde ela tava e começou a olhar pro telhado pra ver a pessoa segurando a arma, e Mia saiu de fininho de onde ela tava e correu pra dentro da mansão.
“Moça, aquilo não é uma arma, é um plano…”, ele virou, mas não viu ninguém. Aí ele viu um táxi lá na frente e achou que ela já tinha ido.
Enquanto isso, Mia tava tentando achar a casa do Calvin, e assim que ela chegou na casa com o número quatro, ela correu pra dentro.
Estava tudo quieto, e ela tava se perguntando se eles não estavam em casa. Ela foi até a porta e bateu forte. Ninguém respondeu, e ela continuou batendo.
Enquanto isso, no quarto de hóspedes, Edward acordou com a batida. “Quem diabos tá batendo na porta desse jeito?”, ele xingou. Ele levantou da cama e saiu do quarto dele, foi até a vigilância eletrônica da sala e clicou no botão da porta da frente.
“Quem tá batendo na porta?”, Levi perguntou, entrando na sala. Ele era um dos homens do Calvin e veio ver ele, e falaram que ele não tava. Ele decidiu esperar por ele. “Tô tentando ver”, Edward respondeu.
“Vamo olhar junto, vai que é alguém que precisa entrar”, Levi falou e foi pra onde Edward tava.
Quando a vigilância da porta da frente mostrou, Edward resmungou e levantou e foi pro sofá.
“Uau, ela é MUITO gata”, Levi falou, olhando pra tela.
“Já vi garotas bem mais gatas que ela”, Edward zombou.
“Cara, acho que não, essa mina é mais quente que fogo”, Levi falou e correu pra abrir a porta.
“Será que eles já foram pro jantar?”, Mia pensou, quando ninguém respondeu, mas ela decidiu dar a última batida na porta.
“Já tô indo”, Levi falou e abriu a porta, e a boca de Mia caiu.