Capítulo 10: A chamada recebida de um número desconhecido
Até o cabelo dela tava com aquelas ondas enormes, tipo, ela tava parecendo uma beleza delicada e chiquérrima. A aparência da Martina dava vontade de engolir a saliva na hora.
"Nossa, não é à toa que você é minha best, você tá muito gata e com tudo em cima!" A Elena falou, tipo, chocada. "O que você acha que o **Benjamin Walker** ia falar se te visse assim?"
As palavras da Elena cortaram os pensamentos da Martina, e ela ficou ali, pensando. O que mais ele ia falar? Ia fazer beicinho e reclamar, com certeza, não ia deixar ela se vestir assim.
Pensando nisso, a Martina achou mó chato e ficou se perguntando por que tinha sido tão burra antes. Ela apertou o cinto e colocou o último brinco, e falou: "Que que tem a ver ele? Bora nessa."
A Elena, que de repente tava felizona por nada, sentiu um pouco de satisfação nas palavras da Martina, e falou: "Aee, finalmente caiu a ficha!"
Quando elas chegaram na Blue Castle Bay, a Martina tinha acabado de sair do carro quando o celular dela tocou. Era um número desconhecido, e ela achou que era golpe, e desligou.
Pra esse número novo dela, quase ninguém sabia. Os únicos que podiam ligar eram os golpistas ou o **Benjamin Walker**.
"A gente deixa no carro?" A Elena perguntou.
A Martina concordou na hora e jogou o celular no carro.
A Blue Castle Bay era uma boate super famosa em LA, e a galera que ia lá, tipo, era rica e luxuosa demais.
Todo dia tinha um monte de mulher e homem gato circulando, e todo mundo podia se jogar à vontade lá.
A Martina colocou o chapéu que tinha preparado antes e se separou da galera. Ela fez um trato com a Elena: "Pode ir lá, mas sem beber. A gente vai embora depois que acabar a exposição."
A Elena só podia concordar, porque tudo ali era novidade pra ela. Afinal, os irmãos mais velhos dela viviam de olho nela, então ela tava com a chance de se soltar. O coração dela tava agitado: "Tô ligada, vou com você depois. Fica sussa!"
As duas foram andando pela rua, e logo ouviram a música que tava explodindo os ouvidos.
Essas músicas eram tipo, especialmente escolhidas pra fazer a galera se mexer junto com as pessoas na pista.
Até a frequência cardíaca aumentava, tipo, tinha que dizer que ali era um lugar bom pra liberar as emoções.
Quando a Martina pisou naquele chão que não parecia nada demais, ela sentiu que até o chão tava tremendo.
Sem que a Martina percebesse, a Elena pediu uma bebida.
A Martina fez uma cara de brava: "A gente tá de carro, pra quê beber?"
A Elena explicou com um sorriso no ouvido da Martina: "Aah, tô pedindo só uns drinks pra dar um tapa no visual. Se não, a gente parece umas caipiras sem graça, sem nada na frente."
A Martina não tava a fim de discutir com a lógica maluca da Elena, e só provou o coquetel na frente dela. Ela perguntou: "Que horas começa a pintura corporal que você falou?"
A Elena tava com os olhos fixos nos gatos sarados na pista, e respondeu: "É meia-noite, tá quase na hora."
A Martina não tava a fim daquele rolê. Vendo aqueles jovens animados, ela só conseguia bocejar de tédio.
"Dá pra mostrar um pouco de respeito pela boate, pelo menos?" A Elena tava brava, e falou: "Que tal a gente ir dançar também?"
A Martina apoiou o queixo com uma mão e negou na lata: "Não vou."
A Elena insistiu e perguntou: "Ah, qual é, a gente não pode vir aqui à toa. Vamos dançar um pouquinho. Você tá muito gata hoje, ia ser uma pena não ir."
A atitude da Martina continuou a mesma: "Não vou."
A Elena não teve jeito e foi dançar sozinha.
A Martina sentou sozinha no canto do bar vazio, tomando uns drinks e álcool.
Só pela sua figura alta e aparência delicada, ela tava irresistível mesmo com chapéu!
As pernas compridas que apareciam por baixo da saia curta eram tão sensuais e chamativas.
Assim que ela entrou, um monte de gente reparou nela. Só mostrando os lábios vermelhos e o queixo, ela tava incrivelmente sedutora e fazendo o pessoal sentir o coração bater forte.
Foi mais ou menos por acaso que o **Adam** e a galera dele também estavam lá, e eles notaram a presença da Martina na hora.
O **Adam** nunca foi flor que se cheire. Ele pediu uma bebida e ficou encarando ela, tipo, um caçador.
Depois de um tempo, ele pediu dois drinks novos sem esconder nada e foi chegando na Martina, perguntando: "E aí, gata. Quer um drink comigo?"
A Martina achou que qualquer um podia puxar assunto com ela, mas ela se surpreendeu que fosse ele.
Quando eles levantaram a cabeça, os dois viram a cara um do outro direitinho.
A Martina ficou com nojo total do jeito dele.
Quanto ao **Adam**, ele também tava como se tivessem pisado numa ferida, tipo. Ele fixou o olhar no rosto bonito da Martina, parando a cada segundo, e depois virou os dois drinks que ele pediu, jogando os copos sem cerimônia no chão.
"Não acredito que você ainda tá por aqui. O que você tá fazendo aqui?" O **Adam** rosnou.
Ele já tinha bebido bastante antes de ir para o bar, e agora o corpo dele fedia a vários tipos de álcool e outros cheiros ruins, dava ânsia de ficar perto.
A Martina não se intimidou nem um pouco. Em vez disso, ela tapou o nariz com nojo. Essa atitude só deixou o **Adam** com mais raiva, e ele tava quase empurrando a Martina quando exclamou: "De quem você tá com nojo, caramba?"
A Martina foi mais rápida dessa vez e conseguiu desviar dele fácil. O cheiro fedido de álcool misturado com o cheiro do corpo dele, e o fato do **Adam** não ser uma boa pessoa, fizeram a Martina querer ignorá-lo e ir embora sem falar nada.
Ao contrário, ainda era o **Adam** que tava gritando: "Droga, **Martinez**! Como ousa me menosprezar?"
Nessa hora, a Martina já tinha usado o corpo dela ágil pra entrar na galera e sumir.
Foi mó azar trombar com o **Adam** ali.
Se era ilusão ou não, o olho direito da Martina piscou duas vezes, e isso não era bom sinal!
Finalmente, deu meia-noite e a Martina tava quase sem ânimo.
Os indivíduos que estavam dançando no palco antes foram todos mandados descer, e no lugar deles entrou um homem alto e atraente vestido com roupas de cowboy. Com o cabelo comprido e o físico esculpido, ele começou sua apresentação com uma dança estilosa assim que subiu no palco.
Depois, ele deu um olhar misterioso para os vários membros da plateia e disse: "Tô muito feliz de encontrar todo mundo aqui hoje. Então vamos esperar o final do programa de hoje --
"Show de stripper!!""
A expressão da Martina mostrou descrença, que logo virou decepção.
Cadê a pintura corporal prometida?
Cadê a Elena? A Martina queria dar um tapa nela!
Depois que elas se encontraram, a Elena também percebeu que tinha algo errado e ficou pedindo desculpas pra Martina.
"Eu achei que ia ter pintura corporal de verdade! De qualquer forma, um show de strip não é tão ruim --"
Enquanto falava, os olhos da Elena ficavam curiosos e felizes, olhando pro palco.
A Martina tava se perguntando o que era que ela tava achando tão legal.