Capítulo 155: A oportunidade veio apenas uma vez
A oportunidade tava ali, na cara deles, e se perdessem, talvez nunca mais rolasse de novo.
...
O **Benjamin** não conseguiu o que queria exatamente, mas a **Martina** ganhou algo, tipo, inesperado.
Segundo o **jovem monge**, a explicação sobre o desenho da **Martina** também foi mó boa.
"Você vai ser rica pra caramba no futuro, mas parece que vai ter uns probleminhas nos relacionamentos", explicou ele. "Meu conselho é: abre bem os olhos e não escolhe a pessoa errada."
A **Martina** não tinha comentários sobre a explicação. Ficou mó confusa até a hora de ir embora. Que parada foi essa? Ela perguntou sobre grana, mas por que o **jovem monge** soltou uma resposta nada a ver?
O que ela não sabia é que o lance do relacionamento e da grana dela tavam ligados. Às vezes, um passo em falso pode levar a uma série de cagadas!
A explicação do **jovem monge** não era bem um problema, só dependia de como a **Martina** ia entender.
Na volta, eles resolveram pegar um transporte pra descer a montanha, por causa da estrada esburacada e tal. Só que, pra pegar o transporte, tinha que ir pra saída do lado leste, antes.
Agora, a **Martina** e o pessoal tavam no lado oeste, e ainda precisavam andar quase um quilômetro e meio pra chegar na saída. Sorte que dava pra ir de boa. Eles também deram uma olhada na paisagem.
Estava tudo normal até que passaram perto de um banheiro público, e, de repente, ouviram uns berros lá de dentro.
"O que vocês tão fazendo? Me solta! Eu vou ligar pra polícia se vocês não me soltarem! Tão me ouvindo?"
"Ah, quer ligar pra polícia? Sabe nem onde tá, né? Mesmo que ligue pro 190, quanto tempo vai demorar pra polícia chegar?" Junto com os gritos desesperados da garota, tinha a voz de um cara escroto que parecia nem ligar. "Até a polícia chegar na montanha, já vai estar tudo resolvido, legal ou não, e a gente já vai ter sumido. Acha mesmo que ligar pro 190 vai adiantar?"
É, a dificuldade de acesso ali fazia com que, mesmo se rolasse alguma coisa ilegal, a polícia não ia conseguir chegar rápido. Tinha gente que se aproveitava disso pra fazer umas coisas erradas.
A garota no banheiro tava desesperada e começou a chorar: "Por favor, me deixa ir! A gente não tem nada um contra o outro. Por que tão me perseguindo?"
"Meu namorado já já chega. Se ele ver vocês me bulinando, preparem-se! Ele faz taekwondo, e vai fazer vocês se arrependerem."
A **Martina** não aguentou mais. Era óbvio que tinha gente com más intenções naquele lugar.
Mesmo não tendo tanta gente na montanha, ainda tinha um monte por perto. Os caras tavam loucos? Mas os outros que ouviram a confusão fingiram que não era com eles e não quiseram se meter.
A **Martina** respirou fundo, com mó nojo nos olhos. Sem falar nada, deu uns passos rápidos, querendo ir pra cima e dar uma lição naqueles caras.
Só que o **Benjamin** foi ligeiro e impediu a **Martina**. De jeito nenhum que ele ia deixar a mulher dele se meter nessa parada.
"**Simon**", o **Benjamin** chamou em voz baixa, e o **Simon** sacou na hora a intenção do chefe. Ele entrou correndo no banheiro feminino, sem pensar duas vezes. Numa situação dessas, não tinha como se preocupar com mais nada, tinha que salvar a garota em perigo.
Depois de uns dois minutos, o banheiro ecoou com o barulho de uma briga feia e os pedidos daqueles caras escrotos. Pra ser preciso, eles começaram ameaçando, mas aos poucos a coisa mudou.
"Quem é você de novo? Cuida da sua vida! Deixa eu te falar, a gente se resolve sozinho. Não acha que pode vir aqui e nos enganar com qualquer um!", os caras exclamaram.
Daí, eles se viraram pra garota. "Acha que seu namorado já vazou da montanha depois de brigar com você? Achou mesmo que a gente não tava vendo?"
A fala deles foi recebida com um grito ensurdecedor que parecia ir aos céus. "Tá, tá, para de bater! A gente sabe que tava errado. Como você consegue lutar tão bem? Poupe a gente, por favor. Por favor, nos deixe ir, não vamos ousar fazer isso de novo..."
O **Simon** ficou calado o tempo todo.
Mais uns minutos, ele saiu do banheiro com a garota que tinha sido intimidada.
Vendo a garota toda descabelada, a **Martina** ficou aliviada por ter emprestado o casaco pra ela se cobrir. Se não, a garota ia ficar mó sem graça de mostrar a cara.
A **Martina** se aproximou da garota e perguntou: "Tudo bem? Eles te machucaram?"
A garota balançou a cabeça, com medo, e não conseguiu segurar as lágrimas quando viu a **Martina**. Ela abraçou a **Martina** com força. "Eu tava com tanto medo, mó medo. Por que existem pessoas ruins até num lugar como esse? Não sobrou nenhum homem bom nesse mundo?"
Naquele momento, o **Benjamin** ficou meio puto. Ele tinha mandado alguém ajudar a garota, mas como ela ia acabar disputando o afeto da **Martina**? Podia abraçar o **Simon**, sei lá.
A expressão do **Benjamin** piorou, e até o **Simon** não conseguiu evitar de tremer.
O chefe tava bravo, parecia. Por quê? Será que foi porque a garota abraçou a **Martina**? O **Simon** não conseguia pensar em outra coisa. A boca dele tremeu enquanto pensava: "Nunca imaginei que o chefe fosse tão mesquinho agora."
Ia ter que continuar do lado da **Martina**. Se ela tava feliz, todo mundo tava feliz! E se ela ficasse chateada, ia ser o fim do mundo pra todos!
A **Martina** conseguia mexer com o humor do **Benjamin** sem fazer nada. Isso não provava tudo?
O **Simon** entendia o **Benjamin** melhor que ninguém, mas os outros pareciam não estar ligados no que tava rolando.
A **Martina** consolou a garota, que tava abalada, com paciência: "Já passou. Não se preocupa, já liguei pra polícia, e aqueles caras maus não vão escapar!"
Com o **Simon** ali e o **Benjamin** protegendo, não tinha como eles fugirem.
A consciência de quem tava passando pareceu acordar também, e eles cercaram o banheiro, sem deixar saída.
"Não se preocupe, moça. A gente não sai daqui até a polícia chegar e entregar esses vagabundos pra ela", garantiu o **Simon**. "É um absurdo alguém ousar fazer uma coisa dessas em plena luz do dia. Não têm vergonha na cara!"
Nessa hora, o coração da garota se sentiu aliviado ao olhar pra **Martina**, que tava linda, e se sentiu profundamente tocada. Ela olhou pro **Simon**, e uma pontada de timidez passou rápido pelo rosto dela. "Obrigada por me salvar."
Enquanto isso, o **Benjamin** tava completamente ignorado.