Capítulo 149: De propósito?
Só que, de um ângulo que A garota não notou, depois que O rapaz tinha ido um bocado, ele também desabou em lágrimas, enterrando a cara nas mãos.
Era óbvio que eles eram um casal que se amava muito, mas que perrengues tinham levado eles a isso?
Muitos outros transeuntes suspiraram e ficaram emocionados. Provavelmente, eles não esperavam ver uma cena dessas hoje nesse lugar.
Na real, um par de cadeados combinando não podia representar muita coisa. Podia ter sido só uma nóia nos corações dessas duas pessoas, e agora que a nóia tinha ido, não tinha porque continuar agarrado nela.
A Martina também tava meio balançada. Ela hesitou e puxou a manga do Benjamin, "A gente precisa mesmo pendurar os cadeados?"
Mesmo que ela não tenha falado muito claro, O Benjamin viu na cara dela que ela tava meio na dúvida.
Talvez ele tenha sacado o que a Martina tava pensando. Será que ela tava preocupada que o mesmo ia acontecer com eles no futuro?
O coração do Benjamin tava doendo naquela hora. Ele podia garantir pra ela que isso nunca ia acontecer, mas ele tinha medo que a Martina não ia acreditar nele fácil.
Com um baita suspiro, O Benjamin abraçou a Martina com carinho e falou, "A gente não vai ser assim. Não importa o que aconteça, não importa os perrengues, esse não vai ser o nosso final."
A Martina fez bico. Talvez naquela hora, ela sentiu de verdade a sinceridade do que O Benjamin sentia por ela. Só que ela ainda não conseguiu esquecer as preocupações.
O amor era um bagulho complicado. Tipo, antes, ela tava apaixonada pra caramba, mas agora ela só queria ir embora.
"Tá, se você quiser, vamo tentar," a Martina fungou e falou. Afinal, era só um par de cadeados, e ela tentou se convencer com isso.
Estranho, desde a hora que eles compraram os cadeados até a hora que eles trancaram, O Benjamin virou o lado que tava escrito pra longe da Martina, então ela não conseguia ver nada do que tava escrito neles.
Os cadeados foram pendurados com sucesso na beira do penhasco, e parecia que uma porta tinha sido selada no coração da Martina.
O Benjamin fechou os olhos, ele nunca tinha acreditado em Deus antes. Só que, agora, ele tava ali, rezando pros deuses toda hora.
As pessoas mudam de verdade; tudo depende se elas querem ou não.
A Martina também fechou os olhos devagar e fez um pedido no coração, um pedido que ela achava que era impossível de acontecer.
O pedido foi "Eu espero que um dia no futuro, eu possa ter a liberdade que eu quero."
Até naquela hora, a Martina ainda tava se preparando pra ir embora. Mesmo sabendo que O Benjamin tinha se ligado nela de verdade, ela ainda não queria viver aquele tipo de vida.
Ninguém perto do Benjamin aprovava a Martina, até tratavam ela como uma forasteira que tava tentando se encaixar no grupo deles.
Porque ela não era daquele grupo, aquela forma de interagir deixava todo mundo exausto. Até o Benjamin não era exceção. Apesar de ele não falar, tava rolando umas mudanças dentro dele.
Como a Martina tinha falado antes, o amor era um bagulho complicado. Só confiar no que eles sentiam não ia garantir que ia durar pra sempre. Eles entendiam que no futuro, eles podiam ter uns desafios ou resistência que podia fazer eles desistirem um do outro.
Em vez disso, era melhor procurar a liberdade, pelo menos eles não iam ficar sem nada.
Depois de fazer o pedido, a Martina abriu os olhos devagar e viu a cara do Benjamin bem na frente dela, chegando muito perto sem querer. A respiração dele bateu na cara da Martina, fazendo ela se sentir super desconfortável.
A Martina se forçou a ficar de boa e perguntou, "O que você tá fazendo?"
O Benjamin sorriu pra Martina e perguntou, "Você tá fazendo um pedido?"
A Martina negou, "Não, não tô."
Agora há pouco, esse cara também fechou os olhos? Como ele conseguiu abrir mais rápido do que ela?
O Benjamin não ia acreditar, "O que você pediu?"
A Martina de repente se sentiu meio com a consciência pesada, mas ela também sabia que não podia esconder.
Sorte que fazer um pedido era falar no coração, então não era como se ninguém pudesse ouvir.
"Você não tem nada a ver com o que eu pedi! Eu posso pedir o que eu quiser, tem algum problema com isso?" a Martina retrucou, se sentindo meio envergonhada e brava.
Vendo que a Martina tava irritada, O Benjamin parou de perguntar.
Ele pegou na mão dela de novo e botou mais um pedido no coração, "Eu espero que o nosso amor dure pra sempre, tipo a beleza eterna da lua, mesmo quando a gente estiver separado."
...
A estrada pra montanha tava longe mesmo, e tava ficando tarde, então podia não dar tempo.
No começo, O Benjamin ia levar a Martina pra cima da montanha, mas ela foi contra forte.
A Martina sabia que uma vez que O Benjamin decidia alguma coisa, era difícil mudar a ideia dele. Então, ela tava só tentando negociar.
"Não é que eu não quero que você vá, é só que eu não quero que você vá agora," a Martina falou, tentando conversar com ele. "Olha, já tá escurecendo. Não vai ser seguro subir agora. Que tal a gente esperar até amanhã de manhã?"
"Não esquece do seu machucado. Você ainda tá se recuperando, e não é esperto ignorar isso. Eu preciso te lembrar toda hora?" ela continuou.
Sem dar chance do Benjamin responder, a Martina fingiu que tava forte e falou, "Se não fosse por você ter se machucado por minha causa, eu não ia ter que te aguentar!"
Observando o jeito teimoso da Martina, O Simon não conseguiu evitar de ficar meio frustrado. Por que a Miss Martinez ainda tava tão teimosa naquela hora? Era um traço comum das mulheres? Elas pareciam ter um jeito por dentro e por fora, tipo, tava gravado na natureza delas.
O Benjamin ficou meio magoado, "Eu só quero subir a montanha com você o mais rápido possível. Tem um Templo do Amor lá em cima..."
Toda vez que a Martina via os olhos pidões do Benjamin, o coração dela virava uma bagunça. Ela não sabia se O Benjamin tava fazendo de propósito, então ela teve que tentar negociar de novo.
"Amanhã vai ser a mesma coisa. Você não tá ocupado com o trabalho agora, né? A gente vai ter um tempão pra se divertir no futuro," ela sugeriu. "Se subir a montanha for te prejudicar, eu ia me sentir culpada. Vamo amanhã, em vez de ir hoje!"
Talvez entendendo de verdade as preocupações e sentimentos da Martina, O Benjamin finalmente concordou, a contragosto. "Tá, amanhã então."
A Martina olhou pro céu e propôs, "Por que a gente não volta pra casa agora e volta cedo amanhã de manhã?"
O Benjamin balançou a cabeça e falou, "Não precisa. Tem um hotel perto. A gente pode ficar aqui a noite. Eu já combinei com o Simon."
Ouvindo isso, a Martina sentiu uma vontade de concordar na hora, mas tava faltando alguma coisa. Só que ela não conseguia sacar o que tava errado. Qual era o problema? Por que essa situação tava estranha?!
Ela tentou de tudo pra entender, mas não conseguiu explicar. Talvez ela tava só pensando demais! Mas se ela pensasse direitinho, ela ia entender. Se O Benjamin não tivesse planejado, como ele ia ter reservado o hotel antes? Parecia de propósito, né?