Capítulo 36: Martina costumava amá-lo
O **Benjamin Walker** foi direto, passo a passo, baixando a cabeça pra ver direito o que tinha na caixa. Era uma coleção de pedaços de papel rasgados. Eram coloridos, pra completar.
O **Benjamin Walker** não pensou muito, mas o olhar afiado dele não dava pra dizer que era de boa.
Ele passou a mão na têmpora, que tava inchada, e sacou que quem fez isso foi a **Martina Martinez**, o que fez um monte de ideia vir na cabeça dele.
Daí, um por um, ele tirou os pedaços de papel da caixa e deu uma olhada.
Pra surpresa dele, quando ele olhou, até as emoções que ele mal tinha guardado no fundo do coração voltaram com tudo!
Que porra era essa?
Por que tinha um monte de pedaço de desenho de retrato ali?
Se juntasse os pedaços, a pessoa no retrato era o **Benjamin Walker**, mó cara, era um retrato que a **Martina Martinez** fez pra ele pessoalmente, antes.
Uma vez, a **Martina Martinez** guardava esses retratos como tesouros, e ele ainda lembrava do que ela falava.
"**Benjamin Walker**, quando você não estiver em casa, todos esses seus retratos podem me fazer companhia. Eu prometo esperar pacientemente pelo seu retorno."
"Mas... **Benjamin Walker**, você pode arranjar mais tempo pra ficar comigo? Não precisa ser muito, só uns minutinhos por dia já serve."
"**Benjamin Walker**, o que eu faço se um dia você não me encontrar?"
"Se você não gostar mesmo de mim --"
As palavras do passado tavam vivas na cabeça do **Benjamin Walker**. Naquela época, ele nem ligou pra essas palavras.
Porque ele nunca achou que a **Martina Martinez** ia largar ele. Mesmo que ela saísse de casa às vezes, ela sempre voltava em no máximo três dias.
Até quando a **Martina Martinez** tava furiosa, se ele fosse atrás dela pessoalmente, ela sempre voltava.
Toda vez que ela via ele, ela era que nem uma gatinha pedindo carinho pro dono, mostrando toda a delicadeza e obediência dela.
Agora, tudo que o **Benjamin Walker** tinha sumiu, mostrando como era uma palhaçada o que ele tava fazendo, parecendo até piada!
As emoções dele explodiram, e ele pegou o celular com pressa e discou o número do **Simon Lee**.
"Faz uma investigação completa pra mim, o mais rápido possível!"
O tempo parecia não ter fim, o **Benjamin Walker** ficou parado, sem reação.
Foi o canto dos passarinhos lá fora da janela que começou a fazer o cara se mexer.
Ele olhou pra xícara do casal na mesa, sim, era uma criação da **Martina Martinez**.
Ele pegou uma das xícaras, com uma cara cada vez mais sombria e sinistra.
Se foi por estar com a cabeça nas nuvens demais ou por outra razão, no segundo seguinte, a xícara escorregou da mão dele sem querer.
Com um estrondo, a xícara foi pro chão.
Os pensamentos do **Benjamin Walker** voltaram com tudo quando ele olhou pra xícara em pedaços, quebrada em vários pedaços no chão. De repente, o coração dele deu uma tremida.
**Martina Martinez**...
Quando o **Simon Lee** voltou, ele viu o chefe dele pegando os cacos da xícara do chão.
Os cacos eram afiados, e sem querer, cortaram a mão do **Benjamin Walker**, mas ele nem ligou. Em vez disso, ele continuou pegando os dois últimos pedaços.
Só que ele não jogou os cacos no lixo. Em vez disso, ele botou um por um na mesa.
Daí, pegando um lenço de papel que tava na mesa, ele limpou o sangue da mão e perguntou pro **Simon Lee**, "E aí, qual foi o resultado?"
O **Simon Lee**, prestativo como sempre, trouxe um kit de primeiros socorros do lado, querendo fazer um curativo na mão do **Benjamin Walker**, mas ele não deixou.
O **Simon Lee** criou coragem e respondeu, "Com base na investigação atual dos registros das câmeras de segurança, a **Miss Martinez** saiu da área residencial há dois dias."
"Naquela hora, ela saiu com pouca coisa, só com uma bolsinha."
"Agora mesmo, eu mandei a nossa equipe interna dedicada investigar o paradeiro da **Miss Martinez**. Descobriram que, há dois dias, ela usou o cartão de crédito dela pra comprar duas passagens aéreas."
"Uma passagem foi pra **Miss Martinez** e a outra pra **Miss Rodríguez**."
O **Benjamin Walker** ouviu os resultados que ele queria, mas a cara dele continuou fria.
O **Benjamin Walker** bateu na mesa sem prestar atenção, "Qual é o destino?"
O **Simon Lee** respondeu, "É em Carlsbad. A **Miss Martinez** parece ter ido viajar com a **Miss Rodríguez**."
Com o resultado final, o **Benjamin Walker** parou de pensar nisso. Ele levantou de uma vez e deu outra ordem pro **Simon Lee**, "Compra as passagens de avião mais cedo pra Carlsbad. Você vai comigo."
Tava chocado mesmo dessa vez, o **Simon Lee** obedeceu a ordem dele com certeza.
No fim das contas, a **Miss Martinez**, que normalmente era cuidadosa e tinha medo do chefe, nunca pedia nada pessoalmente, não importa o que o chefe falasse.
Mas agora, ela ousou desafiar os desejos do chefe e ainda saiu pra se divertir sabendo que o chefe ia buscar ela hoje?
Não tava claro se ela não voltou de propósito ou se ela só não tinha terminado de se divertir, esperando que tudo ainda pudesse ser resolvido.
Mas se alguém realmente levasse o chefe aos limites, a raiva do chefe era algo que o **Simon Lee**, na posição dele, não aguentava!
Provavelmente ia ser um desastre pro **Simon Lee**.
O **Simon Lee** ainda lembrava de uns anos atrás, quando o chefe tava bravo. Quem ficasse perto do chefe ia ter sorte de escapar dele.
Ou talvez o chefe usasse medidas ainda mais brutais, obrigando todo mundo, incluindo ele, a trabalhar horas extras sem parar, sem ligar pro bem-estar físico deles.
Que nem uma máquina de fazer dinheiro, não tinha nada além de trabalho que pudesse acender os desejos dele.
Ninguém queria que essa situação acontecesse, porque se acontecesse, os assistentes também iam ter que fazer hora extra com o chefe! Essa ia ser uma situação de vida ou morte mesmo.
Ao mesmo tempo, a **Martina Martinez** saiu da cama com cuidado, descalça, encostando a orelha na porta, ouvindo com atenção, mas não tinha nenhum barulho.
Ela abriu a fechadura com cuidado por dentro, tentando ver direito a pessoa do lado de fora, só viu um cara.
Mas a altura dele era grande demais pra ela ver direito, e ela não conseguia identificar quem era, nem a aparência.
Mas pela forma do corpo e o jeito da roupa, não parecia ser o **Benjamin Walker**.
Já que não era o **Benjamin Walker**, a **Martina Martinez** se sentiu mais tranquila. Ela abaixou a voz e perguntou, "Quem é?"
Era o filho do dono da hospedaria, e a voz dele era simpática. "Moça, você tá aqui faz dois dias, e a gente não viu você sair do quarto. A gente tava preocupado se aconteceu alguma coisa, então quisemos vir ver. Você tá bem?"
Vendo a preocupação de verdade nos olhos da pessoa, a **Martina Martinez** relaxou a guarda um pouco.
Ela respondeu suavemente de trás da porta, "Eu tô bem. Só tô cansada nesses últimos dois dias, então fiquei dormindo. Desculpa por ter preocupado você."
O cara lá fora deu uma risada, mostrando os dentes brancos dele. Ele tinha uma aparência legal, um pouco charmoso.
Ele falou, "Que bom. Aliás, a nossa hospedaria fez um monte de comida hoje. Você quer sair e dar uma olhada?"
Do escritor:
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