Capítulo 180: Outro Homem Veio
Sob o esquema do Adam, aqueles guarda-costas cercaram a Martina e a Elena na hora.
Estranho, a Martina ainda não tinha se mexido, tipo, como se já soubesse.
O Adam não conseguiu não pensar, o que tava rolando? Que tipo de tramoia a Martina tinha pra estar tão confiante?
Quando os guarda-costas já iam partir pra cima, a Elena gritou, "Leslie, agora!"
No segundo seguinte, o Leslie apareceu. Ele saiu do banheiro masculino ali perto e limpou umas gotinhas de água na mão de boas. Surpreendentemente, ele tava bonitão desse jeito. Talvez não chegue àquele charme todo do Benjamin, mas tinha um lance raro e diferente nele.
O Leslie desabotoou a gola, talvez sentindo falta de ar, e arregaçou as mangas. Mesmo com um monte de gente na frente dele, não mostrou medo nenhum. A única coisa que chamou a atenção foram as marcas vermelhas no pescoço dele, na hora a Elena sacou.
A Elena lembrou daquela noite, como ela tava fora de si. Ela até deixou essas marcas no Leslie – foi muito vergonhoso mesmo! Sorte que o Leslie não tinha tocado no assunto, nem lembrado, se não a Elena ia sofrer pra conversar com ele.
Naquele instante, vendo o Leslie, o Adam finalmente entendeu a situação.
"Por que a Martina tava tão ousada? Ah, então é por isso", ele soltou uma risada debochada. "Leslie? Você deve ser um dos caras do Sr. Walker, né? O guarda-costas gente boa?"
O Leslie não negou, "É, dá pra dizer que sim. Então, o Sr. Paloma pode começar a briga?"
O Adam ficou quieto, pensativo. Foi a primeira vez que ele ouviu alguém ser tão cara de pau e arrogante.
Ele não trouxe uma galera? Pelo menos uns dez caras! A parada é que essa galera era toda ninja, e mesmo o Adam ia se machucar se fosse pra cima.
Mas por que o Leslie não tava nem aí? Mesmo com as habilidades dele, pegar geral assim parecia impossível.
Quanto mais o Adam pensava, mais puto ele ficava. Ele sentia que o Leslie tava querendo se mostrar.
Pra salvar a irmã logo, o Adam não podia se preocupar com mais nada agora.
"Pra cima deles e derrubem geral! Agora!" Com o comando do Adam, aqueles guarda-costas começaram a agir de verdade, e claro, o alvo era o Leslie.
A Elena, vendo o Leslie se mexer no meio de tanta gente, sentiu o coração acelerar.
Ela perguntou do lado da Martina, "Martina, o Leslie aguenta isso mesmo? O Leslie é bom de briga, mas tem muita gente. Se ele piscar, pode ser --"
A Martina, como não ia entender? Mas ela tinha uma carta na manga!
Ela abriu a bolsa e tirou um monte de coisas. Uma delas era um spray de pimenta!
Ela sabia que não ia dar pra ganhar na mão. Não ia ganhar a briga, só ia apanhar. Mas se ela usasse outro jeito, a situação podia mudar, né?
Os olhos da Elena brilharam, e ela pegou outro spray de pimenta.
Enquanto essa galera tava ocupada com o Leslie, as duas foram entrando no meio da galera, usando o spray de pimenta com precisão.
Logo, várias pessoas foram atingidas, agarrando os olhos e ficando vulneráveis.
Mesmo o Leslie querendo ajudar, a situação não dava pra ficar de conversa. Era melhor derrubar todo mundo primeiro. Então, ele não teve tempo pra mais nada, lembrando que ainda tinha um truque na manga.
Respirando fundo, o Leslie avisou, "Srta. Martinez, Srta. Rodríguez, cuidado! Se ficar feio, não se preocupem comigo, cuidem de vocês!"
Apanhar não era o fim do mundo, afinal, não ia matar ninguém.
O Leslie sabia que, se ele resolvesse bem a parada de hoje, um aumento e outros benefícios estavam no papo. Mesmo que ele apanhasse, ia valer a pena! A principal coisa era o aumento, que era o que o Leslie mais queria!
O Adam tava vendo tudo, ansioso, xingando sem parar, "Idiotas! São só duas vagabundas! Vocês ainda querem continuar trabalhando?!"
Os guarda-costas não ousavam falar, com raiva, fingindo que tavam curtindo. Mas quem era o culpado da situação deles? Era algo que eles queriam?
Tomar spray de pimenta no olho é muito ruim. Eles pensaram nisso? Era algo que eles aguentariam?
A Amy continuou sozinha no banheiro, ouvindo a confusão lá fora e não aguentou, começou a chorar de novo.
"Louca! A Martina é muito louca!" A Amy chorava.
Se a Martina não fosse louca, como ela ia se atrever a fazer isso? Ela não ia se importar com as consequências se a família Paloma soubesse?
Mas mesmo que a Martina soubesse que o resultado não ia ser bom, ela tava decidida a ir até o fim. Ela queria acabar com a Amy psicologicamente. E, vendo a situação, os métodos dela tavam dando certo; a Amy tava realmente assustada.
A Amy tava até pensando, no fundo, se a situação de antes acontecesse de novo, ela ia encarar a Martina? No final, a resposta foi um não, bem grande. O principal motivo era que a Martina tinha ficado muito imprevisível e ousada.
Não se deve temer um oponente forte, mas sim um oponente que não dá valor à própria vida. Enfrentar alguém assim era pedir pra dar errado.
Vendo a luta do Leslie contra a galera, a Martina de repente ouviu um barulho de passos chegando no fim do corredor, mas baixo e diferente.
"Tã-tã-tã..."
Cada som atingia o coração da Martina, e até a Elena não conseguiu fazer mais nada, parou ali, estática.
Murmurendo, a Elena disse, "Quem... quem tá vindo?"
Pelo que elas tavam esperando, a galera das salas privadas não ia sair tão rápido.
Além disso, os passos calmos e firmes não combinavam com quem devia estar saindo das salas privadas. Ninguém parecia encaixar.
Então, quem era essa pessoa chegando?
Enquanto a Elena pensava mil coisas, ela finalmente viu a figura chegando de longe.
Outra figura veio logo atrás, andando um atrás do outro, uma presença inegável.
A Elena ficou olhando por um tempo, com os olhos apertados, e finalmente reconheceu a pessoa, e pulou de animação.
"Aê, olha! Não é o Benjamin!?" A Elena gritou animada.
Sim, não era qualquer um; era o próprio Benjamin.
O Benjamin já tinha provas concretas que podiam provar o crime da Amy. Pra ser sincero, ele não queria tomar uma atitude radical contra a Amy. Afinal, ela era a garota mais querida da família Paloma. Mas a Amy não podia ficar causando problemas pra Martina.
Pensando nisso, pareceu bem claro como o Benjamin ia agir.