Capítulo 55: Não se preocupou mais em fazer esforços
O homem explicou, "Essa mulher é meio feia, e ela tem um sotaque escocês. A gente pega ela primeiro?"
Leslie sacou as paradas. Tipo, real, não importava se ela era feia ou não.
Quem não sabe fazer uma makezinha hoje em dia? E outra, a Martina tinha acabado de chutar o balde total do que eles achavam dela.
Então, era capaz que aquela mina toda maquiada que parecia com a Martina, mas diferente, fosse ela mesmo!
O Leslie tava exausto de tanto ver e de tanto fazer. Agora que ele finalmente ouviu uma parada útil, claro que ele preferia pegar a pessoa errada do que deixar ela escapar!
"Tá de sacanagem? Não existe a possibilidade de ser tudo disfarce? Precisa que eu te ensine? Vai lá e fica de olho nela, esperando até ela descer do navio!"
Toda a galera começou a procurar pela Martina assim que ele mandou, porque o disfarce dela tava MUITO bom.
Dava pra dizer que ela chegou num nível épico de feiura com aquela maquiagem de propósito. Com aqueles beiços vermelhões e os olhos de panda, tava fácil de achar.
Por causa do mal-estar, a Martina nem percebeu que tinha gente por perto de olho nela. Eles receberam ordens do Leslie pra ficar longe e não deixar a Martina desconfiar. Assim que a Martina descesse, eles iam pegar ela na hora.
A Martina não fazia ideia de quanto tempo tinha esperado, mas finalmente viu o navio encostar.
Ela ouviu os barulhos saindo do navio, meio ansiosa. Sair do navio, ela olhou pra trás de propósito, pra ver se tinha alguém a bordo fazendo alguma coisa estranha.
Pra não levantar suspeitas, essa galera não desceu. Em vez disso, eles falaram com a galera no cais.
Passando pela multidão, a Martina voltou pro mesmo cais que ela tinha saído da última vez.
Não parecia ter muita gente pegando navio hoje, então não tava tão cheio quando a Martina desceu.
Ela olhou pros lados, querendo ver um carro pra pegar e vazar.
Mas, quando a Martina começou a andar pela galera, logo depois de dar uns passos, um espaço aberto na frente dela, do nada, encheu de gente que cercou ela!
O coração dela deu uma disparada. Até um idiota ia sacar o que tava rolando, mas ela tava agarrada numa esperançazinha.
Os olhos da Martina piscaram um pouco quando ela viu o Leslie, acompanhado de uns caras bem vestidos que pareciam ser guarda-costas.
O Leslie tava na frente, olhando pra Martina com firmeza. Ele ficou chocado com a aparência dela agora. Essa era a mesma Miss Martinez toda glamourosa que vivia gastando horrores em compras.
Ela não economizava com ela mesma, queria tudo do bom e do melhor. Mas, uma mulher como ela, pra fugir do chefe, tava se sujeitando a tanta dureza.
Sério, comparado à vida que ela tinha antes, a vida que a Martina tava levando agora era só perrengue!
O Leslie não conseguia entender o que a Martina tava pensando. A Martina tinha uma vida rica na mão, mas escolheu passar por uns apertos. Ela tava louca ou o quê?
Claro que o Leslie nunca ia falar isso em voz alta. No máximo, ele ia pensar isso na cabeça dele.
Ele tava com um sorriso bem apropriado no rosto enquanto cumprimentava a Martina, "Miss Martinez, foi difícil te achar, viu."
A Martina, sem olhar pra trás, franziu a testa e respondeu, "Que Miss Martinez o quê? Quem são vocês? Por que tão me barrando?"
Talvez por causa do nervosismo, ela tinha esquecido de continuar imitando o sotaque de propósito.
A voz doce e suave dela chegou nos ouvidos da galera na hora.
O Leslie quase aplaudiu, "Ainda precisa se disfarçar? Ou acha que ainda tem chance de escapar?"
A Martina fez bico, sentindo cada vez mais tontura e desorientação.
Ela se forçou a ficar de pé e falou, "Eu não entendi nada do que vocês tão falando."
Sem falar mais nada, o Leslie e a galera dele se afastaram rápido e com vontade, abrindo um caminho largo o suficiente pra uma pessoa passar.
A Martina balançou a cabeça e viu uma figura borrada na frente dela. Ela olhou com cuidado e viu um homem de terno preto e sapatos de grife, todo arrumadinho da cabeça aos pés.
Exalando uma aura de poder, o Benjamin apareceu e foi chegando na Martina, passo a passo.
Cada passo parecia bater no coração da Martina, fazendo o coração dela acompanhar o ritmo.
O Benjamin ficou em pé, bem perto da Martina, com os olhos fixos na aparência dela agora.
A roupa era simples demais, parecia coisa de anos atrás.
E a maquiagem no rosto dela, com aqueles beiços vermelhos e fortes, parecia capaz de devorar crianças.
Um brilho de dor passou rápido pelos olhos do Benjamin, mas ele segurou a onda.
Ele tinha dormido pouco nesse tempo porque tava procurando a Martina sem parar.
Até o humor dele tava ruim, e ninguém conseguia entender como o Benjamin tava aguentando.
Claro que a Martina colava nele, e não importa a situação, ela sempre ia pro lado dele sem pensar.
Mas, quando ela realmente quis deixá-lo, ela conseguiu ser tão fria.
A ideia dos comportamentos frios da Martina impediu que a dor do Benjamin aparecesse.
Os dedos dele tiraram a força o batom vermelho dos lábios da Martina. "É por isso que você me deixou?"
O Benjamin era conhecido por ser limpinho, mas agora parecia que a limpeza tinha sumido de vez.
A Martina sentiu mais tontura e desorientação por causa disso, como se o homem na frente dela tivesse virado várias figuras.
Fingindo estar calma, a Martina deu um passo pra trás, um movimento que exigiu um esforço considerável da parte dela.
Já que ela tinha sido reconhecida, ela não se importou mais em fingir.
"Benjamin, o que importa pra você como eu quero viver a minha vida?"
"É importante o motivo de eu estar indo embora?"
Ela tinha chegado no Benjamin com alegria no coração, só pra receber frieza várias vezes.
Agora, qual era o objetivo das ações do Benjamin? Quem ele tava querendo impressionar?
A raiva no coração do Benjamin já tinha diminuído um pouco quando ele viu a Martina.
Quem diria que a Martina tava provocando ele de propósito?
Até o Simon não conseguiu evitar de aconselhar, "Miss Martinez, por favor, não fale mais nada. Nosso chefe tá procurando você sem parar, e ele tá exausto, de verdade."
O Simon e o resto da galera tinham visto tudo isso e já sentiam pena do chefe há muito tempo.
Do escritor:
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