Capítulo 196: Quanto dinheiro você quer, apenas me diga!
Assim que a Martina viu a atitude do Adam, ela pegou a bolsa dela na hora e levantou, nem dando uma olhadinha. A postura dela tava firme, pensando que não era só o Adam que podia agir assim. "Parece que você não quer mesmo conversar comigo. Já vou indo."
De qualquer jeito, a Martina era quem devia ser implorada agora. Se a marra do Adam continuasse, ela não ia se importar de vazar na hora. Ela não precisava ter medo de nada. O Adam ia ter que usar outros métodos pra mudar a opinião dela, depois.
O Adam provavelmente também sabia que a situação não era de perder a linha. Mas, mesmo de longe, a cara dele toda torta dava pra ver, sem chance de errar, pela Martina. E ainda por cima, os dois tavam só separados por uma mesa.
A própria Martina suspirou. Descobriu que o Adam também tinha dias que precisava pedir ajuda. Ele não era todo cheio de si antes, querendo peitar ela?
"Não vai. Eu realmente vim hoje com um pedido. Não dá pra gente ter uma conversa normal?" O tom do Adam tinha um toque de súplica, e ele tava sem moral, real. Nessa de precisar de ajuda dos outros, até um cara como o Adam tinha que dar uma maneirada, a menos que ele quisesse estragar tudo. Só que, se ele fizesse merda, as consequências iam ser muito sérias.
Na dele, o Gary provavelmente ia congelar a conta do Adam, e ainda ia fazer ele pagar um preço alto.
O Adam não era como o **Benjamin Walker**, que conseguiu assumir tudo das empresas da família mais cedo e gastar dinheiro à vontade. A diferença entre ele e o **Benjamin Walker** não era pouca, e ele tinha que se virar com uma graninha da empresa ou uma mesada pra pagar as contas.
Por isso que o Adam tava tão cagado, e com a **Amy** sendo a irmã que ele mais ama, ele tinha que se esforçar o dobro.
Vendo que a performance do Adam tava mais ou menos, a Martina sentou a contragosto e olhou a hora no celular. Ela foi bem direta: "Vou te dar 10 minutos. Se você não conseguir explicar até lá, não precisa continuar."
O Adam ia falar, mas a Martina adicionou: "Claro, você também pode escolher não falar comigo direto. Afinal, nem 10 minutos eu queria te dar, pra começar."
O Adam não respondeu e pensou: "Era o tal 'quando o gato sai, os ratos fazem a festa'?"
A Martina, que era mansa que nem um cordeiro perto dele, agora tava falando assim. Realmente, a situação tinha virado.
Infelizmente, o Adam não tinha uma opção melhor no momento. "Tanto faz. Então, pelos próximos 10 minutos, você me escuta."
Ele respirou fundo, com os olhos fixos na Martina. Não era por interesse romântico, mas só pra detectar qualquer coisa na expressão da Martina, aumentando as chances dele dar certo.
A Martina bateu na mesa de leve, perdendo a paciência. Sem falar nada, o café dela, que ela tinha pedido, já tinha chegado na mesa. Ela tomou um gole de boas, com os olhos de vez em quando no Adam.
Observando melhor, a Martina tava com uma vibe parecida com a do **Benjamin Walker** nesse momento. É aquele tipo de semelhança inexplicável na postura e na aparência, não muito parecidos, mas o suficiente pra conectar essas duas pessoas no subconsciente.
O Adam pareceu notar isso também, e até a mente dele ficou confusa. Mas depois ele sacou que talvez a Martina só tava disfarçando de propósito. Se ele se assustasse de verdade, ia ser burrice.
"**Miss Martinez**, desculpa mesmo pelo que rolou ontem. Eu sei que foi culpa da minha irmã. Foi a falta de visão da minha irmã que levou ela a te enfrentar, mas eu espero que a gente possa diminuir essa história."
"Você sabe também, em uma família tão importante como a nossa, a gente não pode deixar essas coisas acontecerem. Se tiver alguma coisa que você queira, pode pedir."
"Mas você tem que ir na delegacia e testemunhar que foi tudo um mal-entendido. Se a gente conseguir soltar minha irmã, o resto dá pra negociar."
A Martina não se surpreendeu nada com isso, e já tinha imaginado. Realmente, o Adam veio pra esse lugar com esse objetivo.
Infelizmente, a Martina não era trouxa, principalmente com a tensão que já existia entre ela e a **Amy**. E, ainda por cima, o relacionamento dela com o Adam tava longe de ser bom, então como ela ia concordar com a proposta dele de boas?
"Adam, é a primeira vez que você me vê? Você não sabe que quando as pessoas erram, elas têm que encarar as consequências?"
"Além do mais, sua irmã já não é mais criança. É verdade que ela é sua irmã, mas ela já tem mais de 20 anos, né? Se uma pessoa não consegue amadurecer com 20 anos, isso já diz muito sobre como ela foi mimada."
"Você não pode falar assim. A nossa família escolheu mimar ela, e isso não é da sua conta." O Adam ficou meio puto. "Você só precisa fazer o que eu tô falando, deixar minha irmã sair da delegacia de boa. Sobre o que você quer, a gente vai fazer o possível pra te agradar."
"Vamos ser francos, você só quer dinheiro, né? Eu sei que a situação da sua família não é muito boa, chegando a ser péssima. Se não fosse o **Benjamin Walker**, você nem ia ter chance de estar no nosso círculo. Quanto você quer de dinheiro, fala logo! Eu vou te satisfazer, com certeza!"
O Adam rangeu os dentes, e pareceu que ele foi provocado de verdade, por isso que ele falou assim. Mas, infelizmente, às vezes, nem tudo é tão simples como ele imagina.
Nesse momento, a Martina pareceu ouvir a piada mais engraçada do mundo. Ela não se aguentou e encostou na orelha, e a expressão dela ficou ainda mais debochada. "Então, segundo o que você pensa, se sua irmã cometer outro crime no futuro, até algo tão sério como assassinato, se o preço for bom, dá pra mudar tudo, né?"
De acordo com as palavras do Adam, era essa a ideia. Claro, ele sabia que não podia falar essas coisas abertamente; ia ser muito perigoso. Ele só conseguiu balançar a cabeça. "Eu não falei isso. Eu quero dizer que minha irmã não fez de propósito. Pelo menos, você pode dar uma chance pra minha irmã? Se você quiser, a gente pode deixar pra lá, como se nada tivesse acontecido!"