Capítulo 109: Efeitos das drogas
A Martina conseguia ver direitinho que os olhos da Elena estavam vermelhos de tanto chorar, quase que ia rolar a lágrima.
Ela esticou a mão e enxugou as lágrimas da Elena com um esforço. "Não chora, eu tô bem, tá? Só tô meio cansada... Quero ir pra casa. A gente pode conversar sobre isso amanhã?"
A Elena sentiu na hora que tinha algo errado com o corpo da Martina, tipo, por causa do susto que ela passou.
Mesmo com um monte de perguntas pra fazer, ela só conseguiu concordar com a cabeça e depois pedir desculpas pro Benjamin, "Desculpa, Benjamin. Foi culpa minha. Eu te explico tudo."
O Benjamin não falou nada e levou a Martina dali, calado. Ele tava ali por causa da Martina, então, se ela queria ir embora, ele não ia ficar.
Um monte de gente rica que tava lá viu a cena. Não importa a idade ou o sexo, todo mundo tava com uma cara de medo.
"Aquele cara agora... era o Sr. Benjamin Walker, o CEO da família Walker?"
Logo, eles receberam a confirmação de outros, porque tinha uma galera que já tinha visto o Benjamin antes.
Mesmo que o Benjamin fosse meio estranho e as pessoas tivessem medo de tirar fotos, a memória ainda tava lá.
Com a confirmação de várias pessoas, rolou outra onda de conversa.
"Quem é aquela mulher? Como ela pode ser tão íntima do Benjamin, que é tipo uma figura divina..."
"E o que aconteceu agora? A família Rodríguez parece que tá numa confusão hoje!"
Como o Rick não ia saber que o plano dele deu errado? O olhar dele não tava nada firme, com medo de ser pego com alguma prova, e ele queria ir embora rapidinho, sem pensar duas vezes.
Mas, naquele momento, o Alejandro pareceu ter um sexto sentido, e os olhos dele, que pareciam capazes de matar, caíram em cima do Rick de repente.
O coração do Rick disparou na hora e ele pensou, "Não..."
O Alejandro fez um sinal sutil e sussurrou algo pro segurança que tava do lado dele.
"Por favor, gente, não precisa entrar em pânico. Foi só um incidente bobo", ele acalmou a situação e falou. "Daqui a pouco, a família Rodríguez vai dar um presente. Espero que todo mundo fique esperto e não fale besteira na frente dos outros. E também, a pessoa que causou a confusão já tá sob controle, então, por favor, não se preocupem."
Enquanto o Alejandro falava essas coisas na frente de todo mundo, ele já tava dando ordens pro segurança, "Faz aquele cara sofrer, mas não deixa ele morrer. Também não precisa tratar os ferimentos dele."
A ideia era deixar aquele homem musculoso completamente acabado, não só fisicamente, mas como homem também.
A Elena, vendo tudo, se arrepia toda. Ela não lembrava da última vez que tinha visto o irmão bravo.
A última vez que o Alejandro ficou bravo parece que foi quando eles eram crianças. Naquela época, quando a Elena tava sendo zuada, o Alejandro ficou bravo e ensinou uma lição pra aquela pessoa.
Mas dessa vez, o Alejandro tava bravo por causa da Martina. A Elena não sentiu ciúmes, só ficou confusa.
Mas, não importa o motivo, ela queria investigar essa parada o mais rápido possível.
Senão, todo mundo ia querer zoar a melhor amiga dela, como se a Elena não existisse.
A Amy, desapontada, tocou na borda do copo, pegou o celular e deletou o Rick, porque ele era inútil. Não precisava ter ele por perto, pra não dar problema.
...
Dentro do carro, o olhar do Benjamin tava visivelmente nervoso.
As mãos do Simon ainda tavam manchadas de sangue, mas ele tava dirigindo o carro direitinho.
Com o tempo, a temperatura da Martina foi subindo cada vez mais, e até a consciência dela ficou meio confusa. As mãos geladas dela tavam se mexendo sem rumo, o que mostrava que tinha algo muito errado!
O Benjamin queria muito levar a Martina pra casa, mas tava na cara que não ia dar pra fazer isso agora.
Ele mandou na hora, "Vai pro hospital."
A Martina franziu as sobrancelhas, abriu os olhos meio grogue e viu a cara bonita do Benjamin, que não tava com uma boa cara no momento.
Ela ficou tão assustada que começou a tremer e se escondeu nos braços do Benjamin.
"Benjamin..." Mais uma vez, ela chamou o nome do Benjamin sem querer.
O Benjamin pareceu ouvir o som do coração dele quebrando. Ele queria mais que tudo matar aquele babaca agora.
Se não fosse pelas palavras da Martina ainda ecoando nos ouvidos dele, ele já teria matado aquela pessoa ali mesmo.
No hospital, depois do exame do médico, finalmente descobriram que a Martina tinha inalado alguma droga. Era um tipo de substância que servia como afrodisíaco.
Normalmente, inalar um pouquinho dessa droga não ia dar problema, mas alguém aumentou a dose de propósito.
Mesmo que a Martina não tivesse ficado muito tempo no banheiro, ela ainda inalou uma quantidade considerável. Agora, o corpo dela todo tava desconfortável por causa dos efeitos da droga. A solução mais fácil era encontrar um homem.
O Benjamin podia ter levado a Martina pra casa pra curar ela da forma mais simples, o que talvez tivesse ajudado a consertar o relacionamento deles. Mas ele viu a Martina, pra segurar o impulso mais forte dela, apertando o braço com força, como se estivesse se punindo.
Não importa o que acontecesse, ela se recusava a se entregar completamente. Como o Benjamin ia aguentar se aproveitar dela em um estado tão vulnerável?
A voz da Martina tremia, e o corpo dela tava cada vez mais fraco. "Benjamin... Eu... Eu tô me sentindo muito mal..."
Os cantos dos olhos do Benjamin ficaram um pouco avermelhados, e ele queria chegar mais perto da Martina.
A Martina de repente percebeu uma coisa e gritou, "Não chega perto, se você chegar mais perto... Eu não vou conseguir me controlar!"
O Benjamin parou de andar. "Martina..."
A Martina continuou ajustando a respiração. "Por favor, sai desse quarto. Quanto mais longe, melhor. Eu consigo... me virar sozinha..."
Com o pedido choroso da Martina, o Benjamin não conseguiu dar aquele passo.
Ele saiu pela porta do quarto particular e na hora mandou o médico seguir com a segunda opção.
A segunda opção era usar outro remédio pra combater os efeitos, mesmo que fosse muito doloroso e longe do conforto de encontrar um homem diretamente.
O médico perguntou várias vezes pro Benjamin se ele tinha certeza, e quando o Benjamin concordou, o médico aplicou o remédio no braço da Martina.
"Ah!!" um grito de dor veio do quarto. Essa noite, o Benjamin tava destinado a ficar acordado.
...
O Benjamin não aguentava ver a Martina sofrer, mas não tinha como evitar isso de verdade.
A raiva no coração dele foi aumentando aos poucos, chegando a um ponto de perder totalmente o controle.
Depois de mais de três horas no hospital, a temperatura da Martina finalmente começou a baixar, e os efeitos sumiram.
O Benjamin finalmente respirou aliviado e limpou o corpo da Martina com cuidado, com uma toalha morna e molhada.
Era difícil imaginar que uma pessoa tão nobre pudesse se rebaixar tanto por causa de uma mulher.