Capítulo 145: Uma ilusão?
Apesar da Camille ainda estar meio chateada, ela concordou com a cabeça, "Foi mal. Não pensei direito." Aí ela virou a bebida que tava na mão num gole só!
A Martina já tava acostumada com essas paradas. Pensando bem, a Camille sentiu a vibe da Martina com o Benjamin, então sei lá, era estranho ela agir assim? Não.
A Martina respondeu com um sorriso falso, "Entendi que você é direta. Desculpa por estragar o clima." Aí, ela sentou de volta e deu uma olhada discreta pro Benjamin.
A Camille tava esperando aqui. Não é à toa que eles tavam jantando!
O Benjamin não sentiu nada estranho?
As emoções da Camille eram bem óbvias, se o Benjamin reparasse direitinho, ia notar na hora. Mas ele não sentiu nada demais. Ele nem ligou pros sentimentos da Camille, só tava pensando em negócios. O jantar era só um compromisso chato que ele tinha que cumprir.
Mas se o Benjamin não quisesse vir, ou se a Camille tivesse feito ou falado alguma coisa pra irritar ele, ia ser impossível ela fazer uma parada dessas.
O Benjamin sentiu o olhar da Martina e ficou meio confuso.
Ele fez alguma coisa errada? Ele só não queria que a Martina bebesse, só isso. Isso deixou ele meio puto com a Camille.
Então, qual é a da Camille? O Benjamin achava que ela se garantia, mas agora, mudou?
O Pierre sentiu o olhar do Benjamin e ficou tão assustado que nem respirou.
Ele correu pra pedir pro garçom trazer os pratos. Se continuassem esperando assim, ia virar um campo de batalha!
Por outro lado, o Simon tava mais tranquilo.
Com o chefe ficando cada vez mais de boa, o Simon não precisava mais se virar tanto sozinho. Ele percebeu que essa diminuição no trabalho era tudo por causa da Martina.
O Simon já tava tratando a Martina como a sua estrela da sorte.
Se ela tava feliz, o chefe tava feliz. Se o chefe tava feliz, todo mundo tava feliz!
Então, o Simon achou que precisava "puxar o saco" da Miss Martinez!!
O jantar não foi muito legal, principalmente pra Camille. Ela não parava de beber quieta, e se não fosse o Pierre segurando ela, ia acabar bebendo demais.
A Martina não bebeu vinho, comeu até não poder mais, e também dava comida pro Benjamin de vez em quando. Claro, na maioria das vezes, era o Benjamin que dava comida pra Martina. A Martina fazia por educação, pra ajudar o Benjamin a se recuperar mais rápido — só isso.
Depois da refeição, a Camille já tinha bebido o suficiente. O Pierre ajudou ela e explicou, "Sr. Walker, nossa chefe não é assim normalmente."
Infelizmente, os esforços do Pierre foram em vão, porque o Benjamin nem ligou. Qual era a dele com o comportamento normal da Camille? Ele tava mais preocupado com tudo que tava ligado à Martina. Quanto às outras pessoas, eram só figurantes.
"Já que a Miss Moreau bebeu um bocado, é melhor a gente ir pra casa agora. Não precisa se preocupar com a gente; a gente se vira," o Simon disse, dispensando eles com jeitinho em poucas palavras, como o expert em social que ele era.
Meio que sem querer, a Camille murmurou, "Sr. Walker, na verdade... eu gosto muito..."
O Pierre tava quase chorando dessa vez! Pra não arrumar problema nem com o Benjamin nem com a Martina, ele rapidamente tapou a boca da Camille. Os pelos do corpo dele se arrepiaram, e ele sussurrou, "Chefe, não pode falar isso!"
Se alguém realmente ouvisse, quem sabe o que ia acontecer! O acordo todo podia ir pro ralo!
Bom, o foco único do Pierre era trabalho, e o resto não importava!
Depois de ver a Camille ir embora, a Martina soltou um suspiro de alívio e cutucou o homem do lado dela, "Você não sentiu nada?"
A Martina ouviu as palavras da Camille agora, mas não expôs ela na frente dela.
O Benjamin deu de ombros, sem ligar, e olhou pra Martina com confusão, "O que foi? Por que você tava me encarando agora há pouco?"
Ao ouvir isso, a Martina entendeu na hora. Beleza, o Benjamin não sacou mesmo.
A Martina revirou os olhos dramaticamente, e se não fosse o corpo do Benjamin ainda se recuperando, ela ia adorar chutar ele pra fora!
"A Camille gosta de você, e bebeu pra você hoje. Se eu soubesse, não teria vindo. Que saco," a Martina explicou.
O Benjamin ficou surpreso por um momento, mas foi só um momento. Aí ele sorriu provocando, "Então, você... tá com ciúmes?" A voz dele tinha um tom de dúvida, provavelmente não tinha certeza das verdadeiras intenções da Martina.
O Simon disse baixinho, "Chefe, vou buscar o carro!" Pra não ser o vela, ele não podia mais ouvir a conversa deles como um solteirão.
Antes, o Simon não achava que ser solteiro fosse um problema, mas com as mudanças recentes, ele queria encontrar uma namorada também.
A Martina revirou os olhos de novo, dizendo, "Ciúmes? Eu só não quero arrumar problema pra mim e não quero ser seu escudo!"
As palavras dela eram frias, mas só a Martina sabia o que ela realmente pensava no coração.
O Benjamin riu baixinho e de repente abraçou a Martina por trás. "Martina, tô muito feliz."
A Martina ficou confusa. "Feliz por quê? Feliz porque a Camille gosta de você? Então por que não manda ela pra casa? Talvez vocês dois --"
Antes que a Martina pudesse terminar a frase, o Benjamin mandou um movimento desafiador, virando ela nos braços dele. Aí, ele levantou ela, deixando ela suspensa no ar. No segundo seguinte, um beijo carinhoso selou os lábios da Martina.
"Não quero ouvir essas coisas," ele disse.
E daí?!
A Martina ficou brava! Se ele não queria ouvir, então não devia ter escutado. Por que ele beijou ela?!
Mesmo que eles já tivessem se beijado antes, era apropriado agora, considerando o relacionamento deles atual?!
Sorte que o Simon não tava ali; senão, ia ficar morrendo de ciúmes!
Quando o carro do Simon chegou, a Martina e o Benjamin já estavam esperando na porta.
A medida que o Simon abriu a porta do carro, ele sentiu que tinha alguma coisa errada com a cara do chefe dele. Era como se tivesse uma marca de tapa, mas não dava pra ver direito — só dava pra ver em certas luzes e ângulos.
O Simon tinha certeza que não tava ali antes. O que aconteceu no pouco tempo que ele ficou fora? Por que o chefe dele tava assim agora?
No fundo, o Simon fez uma aposta ousada. Será que o chefe falou alguma coisa que não devia, deixando a Miss Martinez brava? Mas ele não se atreveu a perguntar. Ele tava com medo que se falasse a coisa errada, ia ser o próximo a levar um tapa!