Intrusão Parte 1
Andel abriu a porta do escritório pra ela e deixou ela entrar. Depois ele virou as costas pra ele, mas Ellen ainda tava parada perto da porta, olhando pros sapatos, tipo, como se tivessem sacaneado ela. Lágrimas começaram a escorrer pela bochecha dela, e ela tava mal com as atitudes dele. Ele tava quieto, mas ainda assim, tava fazendo ela sentir que a culpa era toda dela.
Mas a culpa é toda dela por ir visitar ele quando ele tinha falado pra ela nunca mais ir no escritório dele. Ela enxugou as lágrimas rápido, fungou e limpou o nariz pra ele não ver. Andel continuou de costas pra ela e colocou as mãos na cintura, enquanto soltava o ar.
"O que você tá fazendo aqui?" Ele perguntou, com uma voz fria que fez ela se arrepiar. Ela deixou as coisas caírem, abraçou ele por trás e começou a chorar.
"Me desculpa. Não fica bravo. Tá?" Ela parecia uma criança, mas pra ele ela sempre ia ser uma criança, mesmo ele olhando pra ela como uma mulher.
Isso acalmou ele, e ele tirou os braços dela devagar e virou pra ela. Ele pegou o rosto dela e enxugou as lágrimas.
"Ellen, quantas vezes eu já falei pra você não vir aqui?" Ele perguntou, com voz suave.
"É que eu tava com saudade. E eu até fiz seu almoço." Os olhos dela estavam embaçados, mas ela ainda tava tão adorável e linda.
Ele suspirou, passou por ela e pegou a bolsa dela, a sacola e os arquivos. Ele colocou tudo na mesinha de centro do escritório dele. Ele foi até ela, pegou o lenço dele e enxugou as lágrimas dela.
"Não faz isso de novo."
"Tá bom." Ela concordou com a cabeça e abraçou ele de novo.
Andel abraçou ela de volta e beijou o topo da cabeça dela. Ele empurrou ela devagar e beijou a boca dela com vontade. Ela deu um passo pra trás, e ele gentilmente encostou ela na parede, levantando ela e beijando ela mais fundo. Ela gemeu, puxando o cabelo dele. Eles se beijaram por mais de três minutos, só se beijando.
Ele parou e deixou ela respirar, e então puxou ela gentilmente pro sofá. Ela pegou um lenço da bolsa e limpou as manchas de gloss nele. Depois, ajeitou o cabelo dele.
"O que você preparou?" Ele perguntou, olhando pra sacola do almoço. Ela pegou e colocou a comida na mesinha de centro, junto com o suco fresco que ela fez com amor.
"É tudo o que você mais gosta, e é saudável." Ela sorriu e pegou o arroz frito ainda quente, com um ovo frito em forma de coração por cima.
"Tô faminto." Ele deixou ela dar comida pra ele, já que ela queria, pra fazer ela se sentir melhor da frieza que ele tinha demonstrado pra ela um tempo atrás.
A comida tava deliciosa, e ela fez com amor. Andel fez carinho no cabelo dela e deu comida pra ela também. O chefe dele ligou e falou pra ele que a mulher dele fez almoço pros dois. Andel olhou pra comida que Ellen fez, e já tava quase acabando.
"Chefe, obrigado pela oferta, mas eu já almocei."
"Tudo bem. Quem é sua visita, a propósito?"
"É Pattinson. Sua mulher pediu pra eu ajudar e investir também."
"Hum", Gabriel murmurou alguma coisa pra mulher dele, que provavelmente estava no colo dele. "Você perguntou pra minha Secretária sobre ele investir no restaurante Pattinson?"
"Sim." Sabrina é legal e boa em fingir e atuar. "Pattinson já é uma família, e a irmã de Zachary Pattinson tá administrando o restaurante. O restaurante é ótimo, e um monte de gente vai lá todo dia. É um bom investimento."
"Tá bom", Gabriel murmurou. "Oliver, acho que minha mulher é boa em fazer casamentos. Ela tá te juntando com uma Princesa Pattinson?"
Andel/Oliver quase engasgou, mas limpou a garganta longe do telefone e respondeu pro chefe dele.
"Acho que a Madam é boa em tudo."
"Sim, ela é. Mais tarde." Gabriel desligou, e Andel olhou pra Ellen, pegando no queixo dela.
"Garota, você é danada." Ele beijou os lábios dela.
"Andel", ela guardou a comida e abraçou ele. "Faz amor comigo. É sexta, e a gente pode fazer amor mais tarde. Certo?"
Andel fez carinho na cabeça dela.
"Eu prometi não te visitar mais. Só me promete essa noite." Ela olhou pra ele com olhos de cachorrinho. "Por favor?"
Andel sorriu pra ela. Chegou a hora de dar pra ela. Ele fez carinho no cabelo dela e sorriu de volta.
"Tá bom."
Ela quase bateu palmas. Ela beijou os lábios dele e deu o suco pra ele.
"Fiz a mais pra seu lanche mais tarde."
Ele fez carinho na cabeça dela, pegou o rosto dela e fez carinho na bochecha com o polegar dele. Essa mulher, a garota da infância dele, cresceu. Ela não tinha medo de mostrar o quanto amava ele. Ela não tinha medo do compromisso que esperava por eles. Não importa o que acontecesse, Andel ia cuidar dela. Ele só ia casar com ela, e prometeu pra si mesmo que essa mulher só pertencia a ele.
"Eu te amo, muito, minha Ellen." Ele beijou o espaço entre as sobrancelhas dela. "Me desculpa por não poder ser o amante que te mostra pra todo mundo e te marcar. Eu só queria te proteger e não queria te mostrar pra todo mundo. Porque você é minha."
Ellen ficou sem palavras com a declaração dele. Ela pegou no rosto dele e beijou o nariz dele.
"Eu também te amo, Andel. Você não faz ideia de como meu coração dói quando você tá longe de mim. Eu te amo tanto que dói ficar longe de você, mesmo por um segundo."
Andel ficou aterrorizado e, ao mesmo tempo, feliz que ela estivesse ali. Ele já tinha encontrado a mulher que amava. Ellen é a mulher que ele ia valorizar, sua alma gêmea e seu oásis no deserto.
"Eu já vou." Ellen se levantou e guardou tudo. Ela colocou o suco na geladeira e o lanche dele. "Só esquenta. Tenho que me arrumar pro mais tarde." Ela piscou pra ele. Ele riu e beijou a bochecha dela.
"Eu te acompanho até a porta e garanto que você
***
Andromeda abriu a porta e ouviu um choro baixo e uma luta. Era da porta entreaberta, e ela abriu e viu ele, entre as pernas da mulher com as roupas rasgadas. Ele tava apontando a arma pra ela, enquanto confiava nela, a calça dele tava aberta e ele tava socando ela com força.
Ela ficou parada ali, chocada, e encontrou os olhos da mulher. O coração dela afundou, vendo Ellen ser estuprada pelo homem com a arma na cabeça dela.
"Eu vou te torturar. A culpa é do seu irmão. E sua dor vai ser a dor dele."
"Por favor..." Ela abafou alguns gritos. "Andel..." Ela chorou em agonia.
O coração de Andromeda começou a se despedaçar vendo Ellen se debatendo. A culpa é dela. Por que ela deixou isso acontecer?
"Não!" Andromeda tentou alcançar Ellen, mas tava indo cada vez mais longe. "Ellen!" Ela gritou.
Ela se sentou, engasgando pra respirar. As bochechas dela estavam molhadas de lágrimas, e o coração dela tava batendo forte e parecendo tão quebrado. Ela ligou imediatamente pro Fox, que atendeu depois de alguns toques.
"Onde você tá?"
"Tô na cobertura."
"Onde tá a Ellen?"
"Ela tá com o Andel. Ela falou que ia visitar ele, então eu deixei ela lá."
Andromeda respirou fundo e segurou o peito.
"Eu sonhei com a Ellen, sendo estuprada por aquele canalha. Vou ligar pro Andel." Ela desligou e ligou pro Andel.
Em alguns toques, Andel atendeu.
"A Ellen ainda tá com você?" Ela perguntou rápido.
"Ela já foi embora, faz uns trinta minutos. Por quê?"
"Ela tá indo pra cobertura dela?" Ela perguntou.
"Acho que sim. Por quê?"
"Ela tá em perigo." Ela desligou e ligou pro Fox. "Vai pra cobertura dela agora. Ela tá em perigo."
"As câmeras foram adulteradas. Tô correndo." Fox desligou.
Andromeda não teve tempo de trocar de roupa. Ela colocou os tênis de corrida e saiu correndo.
"Chama um carro agora." Ela exigiu, e eles seguiram ela enquanto ela corria pro elevador, que abriu imediatamente, enquanto os guarda-costas dela estavam contatando o motorista.
O coração dela tava batendo forte. Ellen tá em perigo.