O Interrogatório Parte 1
Kathleen está tremendo, tipo, quando ela ouviu nas notícias que os chefões do sindicato foram pegos. A cara do Nicholas apareceu na tela. E se ele mencionar o nome dela? Isso não vai acontecer.
Ela tentou ligar para outros que não foram pegos, mas eles rejeitaram a chamada dela. Só tem uma coisa a fazer. Mas, tipo, cortar laços com eles e vazar do país. Ela invadiu o quarto dela e começou a pegar as coisas de valor. Passaporte e grana.
Ela arrumou tudo direitinho nas suas malas da Louis Vuitton e mandou o motorista ficar de prontidão. Depois ligou para as empregadas levarem as malas dela para o carro. Ela passou maquiagem e colocou a bolsa. Saiu do carro e levou um susto com o pai dela.
"Onde você vai, querida?" Ele perguntou.
"Tenho uma reunião de negócios fora do país." Ela respondeu, meio insegura.
"Ok, então, se cuida." Ele disse. "Eu também tenho que ir." Ele pegou a mala e foi na frente.
Ela se arrependeu de ter entrado nesse tipo de negócio. Mas ninguém a conhece além do Nicholas, que a ajudou a conseguir a Andromeda. Agora, todos os planos deles foram para o saco. Aí ela relaxou quando, de repente, pensou em algo. Ela tinha o Nicholas na mão. Ela sabia de algo que ninguém mais sabe.
"Enquanto eu puder ajudá-lo." Ela murmurou.
***
Andromeda tá lá na cozinha, mó feliz fazendo comida para o marido, enquanto fala com a secretária dela pelo fone de ouvido. Kathleen tá fazendo um movimento agora, e ela tem certeza disso.
"Certifique-se de seguir Kathleen para onde quer que ela vá."
"Sim, Senhora."
Ela deu uma olhada no Zachary, que estava ligado no computador e com outro treco, sei lá.
"Isso vai vender, amor."
"Isso não é para as pessoas." Ele respondeu.
Ela virou a carne na panela com uma mão só, sorriu e olhou para ele.
"Então, o que é?"
"É para minha esposa, que adora acabar com os planos dos criminosos."
Ela riu e colocou a carne no prato, jogando o molho e montando tudo de um jeito bem apetitoso. Pegou a pimenta, sacudiu e colocou a carne na frente dele.
"É o melhor que eu consigo cozinhar." Ela falou.
Zachary olhou, largou tudo o que estava mexendo. Uau, a montagem tá linda e apetitosa. Ela podia ser uma baita chef num restaurante caro. Ele pegou a faca e o garfo e cortou.
"Uau, macia." Ele conferiu o ponto perfeito da carne e balançou a cabeça. "Vermelho bom." Ele tá virando crítico gastronômico, e ela mordeu o lábio.
Ele levou um pedaço de carne à boca e mastigou com cuidado. Ficou em silêncio por um tempo e pegou outro pedaço.
"E aí?" Ela perguntou. Ele cortou outro pedaço e apontou o garfo para ela. Ela levou o pedaço de carne à boca e o sabor explodiu.
"Esse é o sabor da perfeição." Ele disse e deu um tapinha na cabeça dela. "Bom trabalho, minha esposa."
Ela contornou a bancada da cozinha e abraçou ele forte por trás.
"Cozinha mais. Vou pular o treino."
"Pular o treino é má ideia." Ela murmurou.
"Ok, não vou pular o treino." Ele bateu na cabeça dela. "Mas, por favor, cozinha mais."
"Vou sim." Ela beijou a bochecha dele, saiu de perto e começou a cozinhar outro prato.
Por outro lado, o interrogatório começou e ela seguiu o conselho do Fin. Ele queria assumir o interrogatório. Mas talvez ela devesse fazer isso. O Fin só ia ajudar um pouquinho. Ela passou o trabalho para as autoridades e garantiu que tudo fosse gravado.
Ela terminou de cozinhar a comida deles, e a sobremesa que ela tinha preparado há um tempão ia ser servida mais tarde. Colocou tudo na mesa, e o Zachary largou todos os trecos dele pra ter uma refeição legal com a esposa.
A boca dele encheu d'água com a comida que ela preparou. Uma baita esposa e a comida. O final de semana deles tá perfeito.
***
É domingo, mas o Fin teve que ir embora. A Selina insistiu para ele não ir e disse que precisava dele. O Fin sorriu, com um suspiro pesado. Ele passou a mão no cabelo dela e beijou a testa dela.
"Querida, eu tenho trabalho. Não posso ficar com você vinte e quatro horas. Não saia de casa até eu voltar. Isso vai levar só quatro horas, beleza?"
A Selina fez bico pra ele.
"Tudo bem." Ela virou as costas pra ele.
"Me dá só quatro horas que eu já tô com você."
"Ok." Ela respondeu, com o coração apertado.
"Não fica assim." Ele murmurou com a voz doce, abraçando ela e beijando a testa. "Vamos nos encontrar com sua mãe mais tarde. Prometo."
"Hum."
O Fin saiu da casa da Selina e foi rapidão pra Dragon Facility. Ele se disfarçou primeiro com óculos escuros e máscara, como a Andromeda ordenou. Ele tinha os passes dela e entrou na sala de interrogatório.
de trás do vidro, ele observou o Nicholas sentado lá, calmo e sem falar. Ele queria que o advogado dele falasse por ele. Mas não tinha nada.
O Fin mandou todo mundo sair da sala. Depois, ele entrou onde o Nicholas estava. O Fin jogou as fotos na frente do Nicholas. Fotos que ele tirou do Seth, e depois fotos dele transando com uma mulher no carro e fotos de uma boneca sexual que ele tinha, com a cara da Andromeda.
A mão do Nicholas começou a tremer. Depois, o cara disfarçado, que era o Andel, colocou a boneca sexual na frente do Nicholas.
"Não!" Ele gritou pra eles. Depois, olhou para a boneca com amor, como se fosse uma pessoa de verdade. Como se fosse a verdadeira Andromeda. "Por favor, não tire ela de mim." Ele implorou.
"Essa não é uma pessoa." O Fin disse com o sotaque britânico dele. Depois, ele puxou uma faca e passou delicadamente no rosto da boneca.
O rosto da boneca era perfeito, igual ao da Andromeda.
"Seu idiota!" O Nicholas gritou, as veias das mãos aparecendo enquanto ele fechava o punho.
O Fin arranhou o rosto da boneca, e foi aí que o Nicholas perdeu a linha. Ele tentou quebrar as correntes, e o Fin tava adorando a reação. Depois, ele enfiou a faca no peito da boneca, e foi aí que o Nicholas sentou e desabou em lágrimas.
"Andromeda." Ele murmurou.
A loucura que ele tava vendo era de partir o coração. Ele sentiu pena do cara por ter se apaixonado por uma Mondragon e ter ficado obcecado. Mas ele tava transando com a Kathleen, e por que ele não se apaixonou por ela?
Ele zombou. Ah, é, ele sabia o motivo de verdade.
"Agora, me diz. Quem mais? Com quem você tá trabalhando?"
"Você acabou de esfaquear minha Andromeda." Ele disse como uma criança.
"Acabei de fazer. Posso fazer mais." Ele apontou para o rosto. "Posso distorcer o rosto dela."
"Eu só tô trabalhando com esses caras do sindicato pra ganhar grana! Só isso!"
"Não é isso que eu quero saber." O Fin disse com uma voz bem perigosa.
Depois, ele pegou a arma e apontou para a cabeça da boneca.
"Fala agora!"