Tradição do Dragão Parte 1
Todo ano, a família Mondragon faz um jantarzão pra arrecadar grana pra galera que precisa. Geralmente, eles financiam escolas públicas, orfanatos e hospitais. Os Mondragon sempre tão lá pra ajudar com comida, voluntariado médico e outras paradas que precisam de grana.
"Esse ano, a desgraça destruiu casas de civis em certas áreas, e depois, na parte baixa do país, um terremoto abalou de novo, acabando com umas estruturas e casas do povo. Nesse fim de ano, a gente precisa ajudar eles a construir o futuro, igual a gente sempre faz", disse Edmond.
Depois do discurso do irmão dele, ele chegou e vai usar os soldados pra ajudar o povo. Não faz parte da ação do Governo, mas é do Império deles. Eles acreditam que toda essa grana é uma bênção e que dá pra espalhar pra quem tá precisando.
Andromeda separou um monte de grana pra orfanato e enfermaria, e botou tudo no nome de alguém pra proteger ela e a galera. Um monte de gente quer a cabeça dela, e ela nem sabe quem mais quer. Mas a cabeça dela vale ouro, é preciosa.
"Eu fiz uma parada que você vai curtir", Zach sussurrou no ouvido dela. Ela sorriu e colou o corpo nele. Aí, deu uma olhada pra Kathleen, que acabou de chegar, com o voo provavelmente cancelado. Ela deu uma risadinha e se aninhou mais em Zachary, e bem nessa hora, os olhos da Kathleen estavam neles.
Andy encontrou os olhos dela e a Kathleen desviou na hora. Zachary beijou a cabeça dela e passou uma mão livre na cintura dela.
"Eu vou curtir muito tudo que você inventou pra mim."
"Que bom. Porque essa parada é sensual", ele sorriu pra ela. Os olhos dela arregalaram e ela riu dele.
"Quão sensual é?" Ela perguntou e levantou o queixo pra ele. Os lábios deles estavam a uns centímetros de distância.
"Muito bom", ele piscou e beijou os lábios dela.
"Tô ansiosa", ela fez beicinho pra ele. "Me beija mais." Zach olhou em volta, e a galera tava mais focada no discurso do Edmond.
Zach passou os braços em volta dela e continuou beijando os lábios dela. Tipo, dando uns beijinhos e beijando de novo com os lábios dele. Ela sorriu mais ainda e fez biquinho.
"Nariz", ele beijou o nariz dela. "Testa", ele beijou a testa dela.
***
Ellen franziu a testa vendo como o irmão e a cunhada dela eram fofos. Ela olhou pro celular e depois pra Andel, que tava ali perto. Ele olhou pra ela e saiu, e ela recebeu uma mensagem.
Amor: Gramado 1
O coração da Ellen quase pulou pra fora, mas ela continuou calma e entrou em casa, olhou em volta e foi no banheiro. Arrumou a maquiagem e foi pra outra direção, pro Gramado 1, que fica perto da floresta. Aí, ela achou ele no balanço. Ela foi rapidão pra ele e se agarrou nele. Ela respirou fundo o cheiro dele, se aninhando mais nele.
Ele riu e fez carinho na cabeça dela. Aí, ele beijou a cabeça dela.
"Eu não gosto", ela murmurou e mostrou a carinha fofa pra ele e fez biquinho.
"Do que você não gosta?"
"A tradição podia continuar, mas eu não aguento mais esperar pra ficar com você."
"Desculpa", ele apertou mais ela. "Desculpa por te fazer esperar, mas a gente sempre tá junto, né?"
"Hmm. Eu quero ficar com você em festas assim. Na frente de todo mundo…"
"Quantos?" Ele perguntou.
"Hã?" Ela olhou pra ele. "Como assim?"
"Quantos convidados você quer no nosso casamento?" Ele perguntou. Ela ficou chocada por um tempo, mas aí, ela apertou os lábios, com uma lágrima caindo do olho direito. Ele enxugou. "Eu prometi casar com você e isso nunca vai mudar."
"Que bom", ela fungou e fez carinho na cabeça dele. "Se você quebrar essa promessa, eu vou te perseguir e te arrastar pra frente do cartório."
"Que bom", ele pegou o rosto dela e começou a beijar os lábios dela, sugando a língua dela e lambendo cada cantinho.
***
O Vovô Mondragon saiu da festa mais cedo e foi pro quarto descansar. Ele costumava olhar em volta pro gramado, e agora, abriu as cortinas e achou um casal interessante embaixo da árvore. Ele forçou a vista pra ajustar, aí foi pra mesa de canto e pegou o binóculo dele.
Ele usou pra ver quem era. Ele tinha certeza que não era Andy e Zachary nem Selina e Fin. Ele focou e achou o neto dele e uma Pattinson. Ele apertou os lábios e suspirou. Eles tavam se escondendo, e ninguém podia saber.
Ele apontou o binóculo de novo e congelou depois de ler os lábios deles. Ellen Pattinson tá tão apaixonada pelo Andel, e ele não culpava ela. Os Mondragon sempre davam amor de corpo e alma. Mas, por quanto tempo eles vão ficar se escondendo? O Andel precisa casar. Ele não tá ficando mais novo.
"O moleque precisa me dar mais netos", ele murmurou e fechou as cortinas.
Ele tinha certeza que a neta dele, Selina, ia ter bebês com o Fin. Ele não precisava se preocupar com eles, mas sim com a segurança deles. Ele foi pra cama e deitou com um suspiro.
"Por favor, dê à minha família a segurança que eles precisam", ele rezou solenemente.
***
A Moira olhou pra Kathleen, que tava falando com o pai dela e pedindo algo de um jeito super fofo. O Edmond só falou umas palavras e foi na direção delas. Ele sorriu pra ela e fez que sim pra Alanis.
"Então, curtiu a noite?" Ele perguntou.
"Tá bom", respondeu a Moira. "A gente já vai." Ela disse e pegou na mão da Alanis.
"Que tal almoçar amanhã?" Ele perguntou e olhou pra Alanis. "Eu preciso conversar mais com ela", ele murmurou.
"Tudo bem", ela disse. O Edmond se sentiu aliviado e fez que sim. Ele acompanhou elas pra fora.
Assim que a Moira e a Alanis entraram no carro, ela se aninhou nele, buscando o conforto dele.
"Vai dar tudo certo."
"Ele só conversou comigo", ela murmurou.
"Sim."
"Eu não esperava que tudo isso fosse acontecer tão cedo."
"Uh-huh", ele beijou o topo da cabeça dela. "Você me prometeu hoje à noite", ele sorriu pra ela.
***
A Selina franziu a testa vendo como os parentes dela tavam chamando a atenção toda do Fin. Principalmente os primos dela, que tavam zoando. Os gêmeos são as pessoas mais chatas que ela conhece. Ela olhou pro Fin e aí a mãe dela chegou. Ela sorriu e agarrou ele. Já era um pouco tarde. A mãe dela chegou atrasada porque tava organizando as coisas que precisavam pra levar.
"Oi, querida", Cersei beijou a bochecha da Selina e olhou pro Fin. Ela ficou quieta, mas chegou perto dele com carinho. "Você deve ser o Fin?"
"Sim, senhora", ele estendeu a mão pra ela, e ela queria um aperto de mão, mas ele se curvou pra beijar a mão dela. "Eu sempre me pergunto de onde sua filha tirou essa beleza."
A Cersei riu e fez que sim pra Selina.
"Ok, então, vocês estão usando camisinha, né?"
"Mãe!" A Selina fez silêncio pra ela e olhou pro Fin pedindo desculpa.
"Não me diga que vocês não tão usando?" A Cersei franziu a testa.
"Eu sou uma pessoa responsável", ele disse e mostrou o distintivo dele. "Mondragon sempre faz parte da nossa família."
A Cersei não tava muito convencida. Ela não quer que a filha se perca como ela se perdeu quando amou o pai dela. Mas é melhor que o ex-namorado dela.
"Além disso, mãe, não importa pra mim se eu virar mãe solteira", ela disse com a voz bem suave. "Ele é um doador de esperma perfeito, o vovô ia ficar orgulhoso de bisnetos incríveis."
"Sua pirralha!" Cersei bateu na coxa dela.
"O quê? O vovô falou isso, né, Fin?" A Selina olhou pra ele com biquinho. O Fin sorriu e fez carinho na cabeça dela.
"Tudo que você quiser, meu amor."
Eles começaram a namorar agora, e ele já tá chamando ela de amor. O coração dela tá nas nuvens agora.