O Verdadeiro Mondragon Parte 1
Moira tá tentando se manter zen depois do encontro com a Andromeda. Ela parou de andar de volta pro prédio quando uma parada passou pela cabeça dela. Andromeda sabe que ela é Mondragon. Ela soltou o ar e foi pro café pegar o café que o chefe dela queria.
Quando ela pegou, ficou surpresa quando um homem tava na frente dela, sorrindo todo charmoso pra ela. Era o homem de antes. Ele é alto, bonito, tem aquele cabelo de corvo, olhos azuis claros, nariz fino—além disso, ele é bonito.
"Sr. Alanis."
"Me chama de Al." Ele falou. "Se importa se eu te escoltar de volta pro seu escritório?"
"Hm, tá sussa. Não quero tomar seu tempo. Você é uma pessoa ocupada." Ela recusou de boa. Ele suspirou e segurou o peito dramaticamente.
"Eu nem comecei a te paquerar, e você já me recusou na hora."
Ela ficou surpresa com a franqueza dele. Ela não sabe o que dizer. Alanis sorriu e estendeu a mão.
"Eu te ajudo com isso aí."
"Eu posso—"
"Tô tentando ser um cavalheiro." Ele falou. Moira não curte nada de boy.
Ela soltou o ar e encarou Alanis com os olhos afiados.
"Sr. Alanis ou seja lá quem for. Não tô nem aí se você é amigo da Andromeda. Mas me deixa em paz. Não tenho tempo pra entrar no seu mundo de conto de fadas." Moira achou que ele ia se ligar, mas ele não ligou. Ele sorriu sexy e deu uma risadinha.
"Os Mondragon são brabos mesmo. Adoro isso."
Moira soltou o ar e passou por ele. Ela abriu a porta e uma mulher bateu nela de propósito, o que fez com que ela tropeçasse e quase batesse na porta de vidro. O café que ela tava segurando voou no chão e braços grandes a envolveram por trás pra impedir que ela batesse na porta de vidro.
A mulher gritou que nem uma pirralha. Moira ficou surpresa e o homem atrás dela sussurrou no ouvido dela. Deu uns calafrios na deusa dela.
"Você tá bem, minha donzela?" Alanis murmurou no ouvido dela.
"Você!" Kathleen rosnou pra ela e Alanis ajudou ela a levantar. Kathleen olhou pra ela da cabeça aos pés. "Você é cega?" Ela perguntou, toda folgada.
Moira ficou feliz que a comida do chefe dela tava segura. Ela olhou pro café e pensou em comprar outro pro chefe dela.
"Você é a assistente do James, né?" Kathleen perguntou, que nem uma patricinha de verdade. Ela pegou o celular pra ligar pro James, mas Moira só pegou o café jogado, colocou na lixeira e voltou pro balcão pra comprar outro.
Ela tava zen e deixou a Kathleen implicar com ela e rosnar pra ela. E ela ignorou, e a Kathleen queria brigar e a Moira tava pronta a qualquer hora. Mas Alanis entrou no meio delas e tirou notas do bolso.
"Deixa ela em paz. A culpa é sua por empurrar ela de propósito. Para de encher o saco dela e só compra alguma coisa pra você." Alanis falou. A cara da Kathleen ficou vermelha e a Moira jurou que viu fumaça saindo da orelha e do nariz dela.
"Eu tenho mais grana que você."
"Ah. Mondragon?" Ele perguntou. "Nunca encontrei uma Mondragon tão mimada quanto você." Ele pegou a mão dela e deu o dinheiro pra ela. A Kathleen ficou surpresa e a Moira pegou o café. "Vamos, querida." Alanis colocou uma mão na parte de baixo das costas dela e guiou Moira pra fora, de uma forma bem cavalheiro.
"Tô de boa," Moira falou pra ele. "Tenho que ir. Meu chefe provavelmente tá faminto."
"Eu te escolto."
Moira franziu a testa. Ele é tão insistente. Ela não quer discutir mais, então só deixou ele escoltar ela até a área da recepção. Ela agradeceu e se virou, mas ele alcançou o cotovelo dela e colocou um cartão na sacola plástica, depois piscou pra ela.
"Te vejo por aí, minha donzela."
Ela só olhou pra ele sem expressão e virou o calcanhar e foi embora. Quando ela chegou no escritório e James tava jogado no sofá, segurando a barriga. Ele dramaticamente alcançou a comida que ela tava segurando, mas ela puxou e colocou na mesa pra eles comerem. Ela pegou pratos e porções primeiro, enquanto James procurava na comida e levantou um cartão de visita.
"O que é isso?" Ele perguntou e franziu a testa pro cartão preto. "Moira." Ele chamou. Ela se virou pra ele e colocou os pratos na mesa. "Você acabou de ter contato com o Alanis?"
"É. Eu vi ele conversando com sua irmã e depois—ele me perseguiu até o café e eu esbarrei sem querer na sua prima e ela ficou brava e depois ele pagou pra ela e me seguiu até aqui."
"Ah," James falou e sentou. Começou a comer com um suspiro de alívio. "Então, a Kathleen virou uma pirralha chata?" Ele perguntou.
"Hum. Ela te ligou?"
"Recusei a ligação dela. Minha cabeça tá doendo porque não tem comida! Não quero lidar com alguém como ela."
"Ok," Moira falou. "Vou comprar ações pra você depois."
"Obrigado. Não sei o que fazer sem você." Ele murmurou e então alcançou a cabeça dela pela mesa quadrada pra fazer um cafuné.
Ela continuou comendo e depois lavou a louça. Ele saiu do escritório e andou por aí, que é a atividade normal dele. Ela terminou alguns e-mails e, às duas da tarde, saiu com o cartão que ele deu pra ela pras despesas que ele mandou ela comprar pra ele.
Ela dirigiu o carro dela até o mercado e comprou as coisas que ele adorava comer. Ela até comprou o donut Krispy Kreme original favorito dele e um grão de café de verdade. Ela tinha um monte de sacolas na mão quando saiu do shopping em direção ao carro dela que tava estacionado do lado de fora.
Ela quase perdeu o equilíbrio por causa do sapato de salto alto e das sacolas pesadas, mas um braço a envolveu pra evitar que ela caísse no chão. Ela sentiu o perfume familiar e imediatamente se afastou, mas o homem sorriu pra ela charmosamente. Atrás dele, alguns homens de terno preto e óculos escuros.
Qual é a verdadeira identidade dele?
"Você tá me perseguindo?" Ela perguntou direto. Alanis sorriu pra ela calorosamente, não de um jeito assustador. Mas psicopatas podem imitar as emoções de qualquer um. Ela não ia cair nessa.
"Não. Comprei alguns presentes lá dentro e percebi você saindo do mercado."
Ele tirou um lenço do bolso e enxugou o suor da têmpora dela.
"Eu te ajudo. Tá quente aqui." Ele falou e falou pros homens sobre o guarda-chuva. Um dos homens dele segurou um guarda-chuva pra ela e Alanis ajudou ela com as compras, levando quase tudo. Ela não sabe como reagir.
"Eu—eu posso—"
"Claro, você pode. Tenho essa parada com mulher independente. É segredo." Ele piscou. Eles chegaram no carro dela e ela abriu o porta-malas, com Alanis colocando as compras dela com cuidado lá.
Ele fechou o porta-malas e encarou ela.
"Vamos jantar." Ele propôs. Ela esperava isso, então pigarreou e olhou pra ele direto.
"Sr. Alanis. Sinto muito, mas devo recusar. Não tenho interesse em namorar ou entrar em um relacionamento. Você, me perseguindo, não é saudável—"
"Não tô te perseguindo."
"Sinto muito…"
"Não me recuse ainda."
"Moira." Eles se viraram pro homem de guarda. Moira olhou pro General Mondragon. Ele anda em direção a eles e Moira olhou pra baixo pra mão dela.