Dois Mundos Colidem Parte 2
Ela pegou o tablet dela, se jogou na cama e foi ver se a Alanis tava online. Fazia uns três dias que ele não aparecia. Sei lá, talvez ele estivesse ocupado demais. Enfim, ela largou o negócio e ligou a televisão. Ficou vendo uns desenhos animados e já tava entediada.
O irmão dela já tinha ido com a Ellen pra viagem. E o Fox? Será que ela podia convidar ele pra uma trilha amanhã? Ela não fazia ideia do que fazer essa semana. Que tal ir pra algum lugar? Ou talvez ligar pro James pra fazer trilha também?
“Alanis…” Ela chiou. “Por que você não tá me ligando, porra?!” Abriu o tablet de novo e o Alanis tinha entrado online tipo uns três minutos atrás. Ela ligou pra ele na hora, mas ele não atendeu, tocaram uns cinco vezes. Aí ela desligou.
Ela jogou o tablet na cabeceira e botou o travesseiro em cima, puta da vida. Abriu a gaveta e pegou a caixinha de veludo onde ela guardava o presente do Alanis pra ela. Ah, tinha uma coisa que ia fazer companhia pra ela hoje à noite. Carregou primeiro, depois foi pro banheiro e preparou a banheira. Um banho quente com velas perfumadas por todo lado. E música.
O tablet dela começou a tocar junto com o celular. Ela foi ver e, no tablet, o Alanis tava ligando pra ela por videochamada e, no celular, uma ligação normal. Ela suspirou e desligou os dois. Desplugou o vibrador de coelho e tirou toda a roupa, jogando no cesto de roupa suja.
Pegou o tablet, botou no suporte virado pra banheira e atendeu.
“Que foi?” Perguntou, mostrando só o rosto.
“Sentiu minha falta.” Alanis piscou. “Desculpa, amor. Um monte de ligação.”
“Tô nem aí.” Ela virou as costas pra ele e foi pro banheiro, nua. “Eu consigo me virar e só desligar.” Levantou o vibrador de coelho.
“Ah, docinho, por favor, não fica brava comigo,” Alanis falou, todo meigo. “Não vai demorar muito. Tá?”
Ela só desviou o olhar e começou a brincar com ela mesma. Os olhos do Alanis queimavam nela, cheio de desejo, enquanto ela se satisfazia. O gemido dela, a forma como ela se contorcia e chamava o nome dele estavam deixando ele doido. Ele ficou tão maluco que quase mandou os homens dele preparar o jatinho e voar até lá pra ela. Depois de quinze minutos de prazer, ela largou o vibrador e olhou pra ele, encostando o braço na banheira.
“Me desculpa, minha Rainha. Eu prometo, quando eu resolver os problemas, eu vou estar com você.”
“Tanto faz.” Ela se levantou e lavou o sabonete. Alanis admirava ela demais.
“Vou mandar um jatinho. Vem pra cá.”
“Tsc. Não.” Ela balançou a cabeça e botou a toalha no corpo. “Tô bem. Você vê, consigo ter meu orgasmo sem você.” Desligou e levou o negócio pra cama. Voltou pro banheiro, lavou o vibrador e limpou, depois botou de volta na caixa. Aí tirou a toalha e atendeu a videochamada que tava chegando.
Deitou na cama, nua, e ficou de frente pra ele.
“Bota o cobertor no corpo. Você vai pegar um resfriado.”
Ela fez e olhou pra ele.
“Não se preocupa, eu vou estar com você.”
“Mas a gente tá em mundos diferentes. Você ia aceitar se eu fosse uma das herdeiras do Império Dragão? Meu avô é militar e você é do império dos assassinos.”
“Não importa, minha Rainha. O importante é que eu te amo. Tá?”
“Hum.”
Ela piscou e o Alanis aproximou o rosto dela da câmera.
“Eu te amo.” Falou de novo.
“Eu sei.” Ela fechou os olhos.
“Queria estar aí com você.”
“Então vem. ” Ela bocejou. “Vou dormir agora.”
“Durma bem, minha Rainha.” Ele deu um beijo na câmera e desligou. Ela guardou e dormiu.
***
O Zachary chegou no quarto do hotel com os olhos furiosos e ela jurava que conseguia ver fumaça saindo das orelhas e do nariz dele. Jogou a maleta, tirou o casaco, jogou em algum lugar e tirou o celular, não parando de ligar pro número que não atendia.
“Onde tá minha irmã?” Perguntou pro Andromeda, que tava tomando um vinho no jantar.
Andromeda ficou calada e ele foi pra perto dela, pegou o copo da mão dela e segurou o queixo dela.
“Andy, onde tá minha irmã?” Perguntou, agora calmo, mas ainda impaciente.
“Zachy,” Ela encostou no rosto dele. “Ela tá bem. Ela tá protegida por um dos meus melhores agentes.” Deu um beijo no nariz dele. “Não se preocupa. Ela tá segura e feliz.” Respondeu. Quantos ela tinha bebido? O cheiro de álcool nela tava forte.
“Andy?” Ele foi ver ela e ela deu uns tapinhas no rosto dele.
“Faz amor comigo, tá? E a Ellen tá segura. Eu garanto.” Se levantou e tirou o roupão. Chegou perto da boca dele e beijou ele com paixão. Zach segurou o braço dela e empurrou ela devagar pra ela ficar de frente pra ele.
Ele pegou a garrafa de água do lado da garrafa de champanhe e girou a tampa. Ela bebeu metade e ronronou pra ele, chegando perto dele. Desabotoou a calça dele e abriu a camisa, uns botões voaram longe. Zachary segurou o rosto dela e beijou ela profundamente. Andy segurou ele lá embaixo e depois empurrou ele e se ajoelhou, botando ele na boca.
“Oh! Andy!” Zach não esperava por aquilo.
Ela chupou ele e olhou pra cima. Tava deixando ele louco. Ele puxou ela pra cima e carregou ela pra cama. Não pensou duas vezes em entrar nela e começou a fazer amor com ela com força, do jeito que ela gostava. Chupou os lábios dela e depois a língua dela.
Demorou só cinco minutos pra eles terminarem um no outro. Aí ela dormiu e caiu num sonho que fez o coração acelerar.
***
O Andel pegou o celular e ligou a eletricidade na casinha de madeira com paredes de vidro. Ficava perto do lago e ela ainda tava dormindo no banco de trás. A porta da garagem subiu e ele estacionou lá dentro. Desligou o motor e olhou pra ela. Tirou o cinto e foi pra perto da Ellen.
“E aí, baby.” Beijou a testa dela.
“Andel.” Ela segurou a barriga, que doía um pouco.
“Tá tudo bem?”
“Tô. Tô com fome.” Sentou devagar, ignorando a dor na barriga. Fez uma careta e o Andel também sentiu a dor dela.
“Vou cozinhar pra você.” Beijou a testa dela e ajudou ela a sair. Carregou ela.
“Tô bem.” Falou pra ele.
Andel botou ela no chão e se certificou de que ela tava bem. Pegou a bolsa e a sacola do mercado. Ela ia pegar a outra bolsa, mas ele pegou e falou que ia fazer isso.
Ela deixou e ajudou ele a abrir as portas. Ellen seguiu ele até a cozinha, enquanto ele abria a geladeira de duas portas. Pegou as bolsas e pegou na mão dela, levando ela pra cima. Ellen sentiu borboletas na barriga. Ela queria fazer aquilo com ele.
“Onde tá minha caixa?” Perguntou.
“Tá aqui.” Ele botou a bolsa na cama e depois mexeu no armário, onde guardava algumas roupas, toalhas e outras coisas.
Ellen tirou o casaco e o vestido. Aí tirou o sutiã e a calcinha. Quando o Andel virou pra ela, congelou. Desviou o olhar e se concentrou em organizar as coisas. Tirou a capa de poeira da cama e pegou um roupão limpo, botando nela.
Dobrou a manga e ajeitou a cama.
“Andel,” Chamou. Foi até ele, tirou o roupão e abraçou ele por trás.
“Agora não, Ellen.” Ele virou pra ela, pegou o roupão e botou nela. “Você precisa descansar.”
“Mas eu já dormi por horas. Tô pronta.” Fez bico. Andel queria se bater. A Ellen era muito insistente quando o assunto era esse.
Andel abraçou ela e segurou a cabeça dela no peito dele. O coração dele tava palpitando de ansiedade. Apesar de estar dirigindo calmo e composto, ainda não conseguia se controlar por estar se sentindo assim.
“Quase te perdi.” Beijou o topo da cabeça dela.
“Tô aqui.” Murmurou e abraçou ele também. “Faz amor comigo, tá?” Fez bico e olhou pra cima. Andel empurrou o rosto dela no peito dele pra não ver aquela carinha adorável que ele não conseguia dizer não.