Preparativos do Casamento Parte 1
Fiona Alonzo Mondragon, a mãe da Andromeda, tava ocupadíssima a preparar tudo. Ser a presidente da Sociedade das Senhoras na cidade delas era uma baita responsa, e, quanto à filha dela, ela queria que o casamento fosse o mais top possível. Tão sem tempo agora, mas tudo já tinha sido planejado pelo sogro dela, o General Alexandro.
"Quero lilases, não rosas!" A Fiona ralhou com a assistente dela. Ela massageou a testa. "Esse é o casamento da minha filha."
"Relaxa, Tia." A Kathleen pegou na mão da Fiona e massageou. "Eu ajudo em tudo." Ela sorriu, mó fofa.
"Obrigada, Kathleen. Você é a filha que eu nunca tive." A Fiona disse, deixando ela massagear a têmpora.
"Sra. Mondragon." Elas viraram pro cara de terno preto.
"Sr. Pattinson." A Fiona levantou, encarando o Rafael Pattinson, o pai do Zachary. "Sra. Pattinson." Ela levantou e cumprimentou a Angela Pattinson, a esposa do Rafael.
"Como estão os preparativos?" A Angela perguntou. "Tô aqui pra ajudar. Você tá com uma cara de acabada. Deixa eu cuidar de umas coisas. O General Alex tá te pressionando com esse casamento." A Angela sorriu, docinha.
"Muito obrigada. Eu preciso mesmo de ajuda." A Fiona falou, soltando um suspiro de alívio.
A Angela olhou em volta pro lugar onde tava rolando o planejamento do casamento da Andromeda e do Zachary.
"Ela já tem o vestido?" A Angela perguntou.
"A designer disse que ela já decidiu o que quer. Vou lá ver. Não confio muito no gosto dela pra vestidos." A Fiona falou, meio culpada, então ela ia checar o vestido que a Andromeda escolheu.
"Talvez devíamos deixar a Andy cuidar do vestido dela. Ela é mulher, não vai usar algo indecente."
"Não. Já decidi. Vou ver o vestido." A Fiona pegou a bolsa. "Você pode ir comigo."
"Devo deixar vocês mulheres cuidarem das coisas de vocês. Vou encontrar algumas pessoas primeiro." O Rafael beijou a esposa e saiu.
As duas mães, que em breve seriam sogras, foram à loja e o designer, que tava super ocupado ajustando o vestido na outra sala, conseguiu cumprimentá-las.
"Bonjour!" Ele as cumprimentou.
"Bonjour! Estamos aqui para ver o vestido de noiva da minha filha." A Fiona disse.
"Ok. Uhm, não vi a noiva em lugar nenhum?" Ele perguntou, olhando pra trás delas.
"É, ela tá descansando. Podemos ver o vestido? Tenho que dar uma olhada pelo menos."
O designer Damien hesitou por um tempo. A Andromeda tinha falado pra ele não deixar ninguém ver o vestido que ela ia usar. Nem os pais, nem os parentes. Então, ele recusou educadamente.
"Sinto muito, Madame. Mas a Srta. Andy disse que ninguém pode ver o vestido."
"Uhh, que tipo de vestido ela escolheu? Algo tipo gótico?" A Kathleen perguntou. O Damien olhou pra ela por um tempo, fez uma pausa e demorou um pouco pra reagir.
"Querida, eu não desenho estilos góticos." O Damien disse. "Além disso, sou leal às noivas. Não às pessoas que querem ver os vestidos delas. Sem ofensa, mas—você não vai usar o vestido, é a noiva.", ele sorriu pra elas com força.
"O casamento é em poucos dias—tenho que pelo menos checar e fazer alterações se não estiver perfeito." A Fiona insistiu. "Por favor, eu sou a mãe da noiva e quero que o casamento dela seja perfeito, e temos muitos convidados importantes. Todos esperam ver o vestido da noiva."
"Fiona. Acho que devíamos deixar pra lá." A Angela disse. "Não devemos intervir nas decisões dos nossos filhos."
A Kathleen tava franzindo a testa atrás delas. Ela queria muito ver o vestido e estragar tudo. Ela queria estragar tudo o que a Andromeda tava preparando. O noivado, o casamento e a lua de mel. Ela queria que tudo fosse arruinado. Ela fechou os punhos, rangeu os dentes e encarou o Damien.
"Damien, querido, obrigada pelo seu tempo. Tenho certeza de que vai fazer um vestido maravilhoso para minha futura nora. Vamos sair agora. Desculpe a interrupção."
O Damien sorriu pra ela e elas foram embora.
***
A cabeça da Andromeda ia explodir. A concussão durou muito, e ela sentia como se—mas a dor que ela tava sentindo não se compara a toda a dor que ela sofreu nesses anos. A primeira dor que ela sentiu foi quando levaram um tiro, aos dez anos. O avô dela atirou nela, mas ela tava usando um colete por baixo pra se proteger.
Ele queria que ela sentisse como era uma bala e como doía. No começo, o pai dela ficou tão apavorado que o avô atirou nela na frente deles.
"Você tá bem?" A voz de um homem perguntou. Ela abriu os olhos pesados e olhou pro Zach.
"Sim." Ela disse, numa boa, e virou de costas pra ele. Ela puxou o travesseiro e abraçou. Antes de fechar os olhos, ela se lembrou de uma coisa que ele faria quando ela tava assim.
O Zach ia abraçá-la e dizer o que ela mais queria. A dor de cabeça ia sumir quando ele começasse a mencionar as comidas favoritas dela. Ela fechou os olhos e orou a Deus pra que ele fosse embora. Mesmo que fosse uma memória feliz. Ela queria que sumisse. Ela queria que tudo fosse apagado. Porque quanto mais ela pensava, mais doloroso era pra ela.
"Você não comeu."
"Por favor, me deixa em paz." Ela murmurou.
"Ok." Quando ela ouviu ele ir embora e não sentiu mais a presença dele, ela abriu os olhos e olhou em volta. A cama cheirava a ele. O quarto todo cheirava a ele. Ela exalou e abraçou mais forte o travesseiro pra se confortar. Ele olhou para o
"Por que você tá sendo tão legal comigo?" Ela murmurou, mesmo que ele não estivesse mais lá. "Só queria que você não fosse legal. Assim não seria tão difícil pra mim te deixar ir."
Ela abraçou mais forte o travesseiro e enfiou o rosto no travesseiro que cheirava a ele. O cara que ela amava tanto e que dava tudo pra ela. Por que ela tava sentindo isso? Por que ela tinha que amar ele tanto? Por que ela tem que continuar amando ele todos esses anos?
Ela deitou de costas e as lágrimas começaram a rolar dos olhos. Ela exalou e adormeceu.
O Zach entrou no quarto e foi até a cama. Ele sentou do lado dela. Ela tava dormindo de novo sem comer. Ele enxugou as bochechas molhadas e puxou o edredom pra cobrir o corpo dela.
Ele falhou com ela muitas vezes. Ele machucou ela muito. Como ele podia fazer ela se sentir melhor?
"Andy, me torture como quiser. Serei seu escravo por toda a minha vida. Só não se torture. Não foi culpa sua. Foi minha." Ele se inclinou e beijou a testa dela.