Gatinha Parte 1
Andromeda rodou na cama e cobriu o corpo dela, nua. O Marido dela não tava com ela, e onde ela ia procurar por ele? Ela foi pro closet e pegou a parte de cima do pijama dele e vestiu. Aí ela começou a procurar pela casa toda. Ela checou cada quarto, e depois ficou no quarto amarelo e ficou lá um tempão.
Um braço envolveu a cintura dela. Ela sorriu e virou pra ele. Zach olhou pro berço coberto com plástico. De repente, ele ficou cabisbaixo, lembrando do filho que eles iam ter. É o Dia de Finados, e ele tava pensando como o anjinho deles tava no céu.
“O que você quer comer?” Ela perguntou, pegando o rosto dele.
“Você.” Ele sorriu pra ela. Andy riu e beliscou os lados dele. “Ai…” Ele fez beicinho pra ela. Andy riu de novo e subiu nele e abraçou ele. Zach abraçou ela, olhando pro berço por um tempinho, e aí ele tirou ela do quarto depois de trancar a porta.
Ele carregou ela pra baixo, pra cozinha. Ela encostou no chão e foi pra geladeira e começou a fuçar. Tirou uns ingredientes e preparou.
“Andy.” Ele chamou.
“Hum?”
“Vamos visitar uns doutores. Pode ser que tenha chance de você engravidar.”
Andromeda parou e congelou. Ela largou a faca calmamente e virou de costas pra ele e abriu a geladeira. Andy fez bico e apertou a mão na maçaneta da geladeira.
“Eu vou em todas as consultas… Meu amigo conhece o melhor doutor.” Zach insistiu.
Andy fechou a geladeira e saiu da cozinha sem falar nada. Ela foi pro escritório dela e trancou a porta. Ela encostou na porta e, devagar, os joelhos dela foram pro chão. Lágrimas começaram a escorrer pelo rosto dela enquanto ela olhava pra cima e abraçava os joelhos.
“Andy?” Zach bateu na porta. “Me desculpa, baby.”
Andy ficou lá dentro, chorando silenciosamente. Ela mentiu pro Zach. Como ela ia contar pra ele agora? Ele queria um bebê, e ela não tava pronta. Ela ficou lá, como se não tivesse ouvido nada.
Do outro lado da porta, Zach sentou e encostou na porta. Ele não queria destrancar com a chave reserva e invadir o espaço dela. Fazia um tempinho que ele tava esperando ali. Ela devia estar com fome. Aí, a maçaneta girou, e ela abriu a porta. Zach olhou pra ela e pegou a mão dela.
“Me desculpa.” Ela murmurou. Os olhos dela tavam vermelhos, e ela parecia tão destruída. Zach ajoelhou na frente dela e abraçou a cintura dela.
“Não, Andy. Eu que peço desculpa. Só pensei que você queria tentar…” Ele levantou e pegou o rosto dela. “Eu vou cozinhar, tá bom?”
***
Ellen começou a fuçar no armário dela. Andel assistiu ela escolher o que ia vestir, e ela não conseguia decidir. Era divertido de ver, então ele ficou na cama e assistiu ela escolher vestidos, mas ele balançou a cabeça.
Ellen ficou irritada, já que eles tavam perdendo tempo. Então, quando Andel percebeu a irritação dela, ele saiu da cama e foi pro closet dela. Ele pegou uns jeans e uma camiseta e entregou pra ela. Ele fez carinho na cabeça dela.
“Você não precisa se estressar com o que vestir. Você é perfeita pra mim mesmo se usar trapos — mas principalmente, nada.” Ele piscou. Ellen corou e deu um soco de brincadeira no estômago dele.
“Então, você vai fazer amor comigo hoje à noite?” ela perguntou de um jeito super inocente. Andel desviou o olhar e saiu do quarto. “Andel!” Ela chamou e sorriu.
Não demorou muito pra ela se vestir, e ela só passou um pouco de pó e batom no rosto. Aí ela pegou a jaqueta dela. Andel colocou os óculos escuros e foi pra trás dela, empurrando ela suavemente pra fora. Ele trancou o apartamento dela e levou ela pro estacionamento.
“Então, pra onde a gente vai?” Ela perguntou.
“Visitar minha mãe.” Ele tirou a capa da moto dele e colocou a capa no carro do lado. Ele pegou o capacete preto e colocou nela com cuidado. “Vai ter um pouco de trânsito e pode ser que não tenha lugar pra estacionar, então a moto é prático.”
“A gente vai visitar sua mãe, isso quer dizer que você vai casar comigo?” Ela perguntou de novo. Andel congelou. Por que ele sentia que, toda vez que ela perguntava, parecia uma pergunta inocente? Não é que ele não quisesse casar com ela. Ele queria casar com ela, mas não era a hora certa.
“A gente não vai casar, ainda. Para de me encher com essas perguntas. Tá bom?”
“Tá bom.”
Ele ligou a moto e deixou o motor funcionando por um tempinho. Ele ajeitou os sapatos dele e aí desfez o cadarço dela pra garantir que a fita não ia soltar.
“Vamos, vamos encher sua barriga.” Andel fez carinho na barriga dela, pensando que ela podia estar com fome.
“Com bebês?” Ela perguntou de novo. Andel olhou nos olhos dela. Ela só piscou como uma gatinha inocente. Isso tava deixando ele louco. Andel coçou a cabeça e soltou o ar pra se acalmar.
“Ellen.” Ele avisou. Ele virou e, atrás dela, Ellen deu uma risadinha. Ele virou pra ela e ela fez cara de inocente. “Coloca isso.” Ele entregou pra ela uma mochilinha que tinha umas coisas. Não pesa nada, então não vai deixar ela cansada.
Ele montou na moto e ajudou ela a subir. Ellen ajeitou a jaqueta dela enquanto Andel ajustava o capacete dele. Ellen abraçou ele forte e segurou nos peitos dele.
“Eu fico feliz que seus peitos não sejam maiores que os meus.” Ela falou. Andel riu alto e puxou as mãos dela pra cintura dele. Os seios dela tavam pressionados no grande dele, e era maior que o dele. Duas vezes maior. De qualquer forma, sua gatinha tava agindo como criança e sendo doce, e ele adorava isso.
“Segura firme, tá bom?”
“Tô segurando firme.”
***
Moira tirou as flores com cuidado, que ela comprou um tempinho atrás, e entrou no monumento da mãe dela. Ela deixou Alanis cedo pra poder visitar a mãe dela e conversar com ela por um tempinho. Ela acendeu as velas e encarou a pintura linda da mãe dela.
“Então, essa é sua mãe?” Alanis perguntou. Ela queria dar um soco no cara por estar seguindo ela. Ele sentou do lado dela e abraçou ela. “Ela é tão linda. Agora eu sei de onde você tirou essa beleza.”
“Por que você me seguiu?” Ela perguntou.
“Eu só quero ter certeza que você tá segura. Eu até comprei comida pro nosso piquenique com sua mãe.”
Moira olhou pra três homens que colocaram um tapete na frente do túmulo de mármore da mãe dela, umas almofadas e um cobertor. Aí uma cesta de comidas e bebidas. Não tava mais frio. Ela sentiu o calor dentro do monumento. É por causa desse cara idiota.
Alanis levou ela pro tapete e tirou os sapatos dele.
“Obrigada.” Ela falou sinceramente. Alanis sorriu e pegou o rosto dela.
“Eu faço qualquer coisa por você, minha Rainha.” Ele beijou ela apaixonadamente, e ela correspondeu.
***
Andel entrou no monumento, e alguém já tinha visitado. O pai dele. Até tem uma cesta com as frutas favoritas da mãe dele. O pai dele nunca esquece. Até as flores favoritas da mãe dele tão florescendo lá dentro.
Ellen arrumou a comida deles e sentou na almofada. Ele sentou do lado da Ellen e passou os braços em volta dela.
“Mãe, minha gatinha tá aqui. E ela tá deixando a gente louco.” Andel contou, enquanto olhava pra pintura da mãe dele. Ellen beliscou os lados dele e se aconchegou nele como uma gatinha. “Eu amo ela, e vou casar com ela na hora certa,” Andel falou, enquanto olhava pra ela. Os olhos da Ellen se arregalaram, olhando de volta pra ele.
“Eu vou casar com você, mas você tem que fazer amor comigo primeiro.”
Andel riu e fez carinho na cabeça dela.
“Para de falar bobagem. Não na frente da minha mãe, tá bom?” Ele pegou o sushi que eles compraram e falou pra ela comer.
Eles ficaram lá, conversando sobre todo tipo de coisa e até sobre a reforma do restaurante novo. Ele tá muito orgulhoso da gatinha dele. Ela é independente e inteligente. Ela também tem um coração grande. Ele amava ela tanto que doía.