Código Morse Parte 2
Andromeda e Moira pegaram um jato particular pra Nigéria. Demorou umas horinhas pra chegar no lugar. Fizeram check-in num hotel e ficaram lá um dia, monitorando os sinais. Ficaram dez horas antes de marcar um voo pra Madagascar.
Não demorou muito pra chegarem na ilha. Fizeram uma trilha pra achar o sinal. Ia levar mais de quatro horas de caminhada desde o começo.
"Você não tem nenhuma alergia?" Andy perguntou.
"Negativo."
"Boa. Porque tem vários tipos de espécies aqui. Incluindo as cobras e insetos mais venenosos."
"Eu tenho um pouco de medo de cobras…" Moira falou, soltando o ar.
"Sério mesmo?"
"É. Mas—não tenho medo de cobras. Tenho medo de ser mordida—daquelas com veneno."
"Ah, você tem medo de morrer?"
"Na real, não. Tenho medo de morrer cedo. Mas ainda bem que não vou morrer virgem." Ela disse.
Andy riu baixinho e tentou segurar a risada. Andy se encostou numa das árvores maiores e tapou a boca. Não conseguiu, teve que rir alto.
Moira riu com ela.
"E aí, ele é grande?" Andy perguntou.
"É, acho que sim."
"Você não tem certeza?"
"Ele é maior que a média e manda muito bem nos meus pontos." Moira riu. Uau, falar com Andy é tipo comédia.
"Sério? Nunca imaginei que ele fosse grande e ele é circuncidado?" Andy perguntou. Moira ficou vermelha e deu um tapa no braço dela. Ficou surpresa com a pergunta. Mas respondeu mesmo assim.
"Sim, ele é circuncidado."
"Ele usa camisinha?"
"Não."
"Que tipo de proteção você usa?" Ela perguntou.
"Injeções. Tenho pensado nisso desde que o conheci e ele continuou me perseguindo. Marquei com a obstetra… sabe… pelo menos tenho que ter o dobro de cuidado, senão o vovô me mata." Ela falou.
"Ele não liga muito pra herdeiros e herdeiras." Andy piscou. Moira soltou o ar e continuou andando. Andy a seguiu e elas conversaram em voz bem baixa. "Você não gosta dele?"
"Gosto, mas ele é grudento demais." Ela disse. "Ele tem um bom senso de humor, está sempre disposto a dar tudo e me enche de mimos… me agrada na cama, mas não por perto. Às vezes é irritante."
Andy zombou e tirou sua garrafa térmica de caminhada e tomou um gole.
"Já chegamos?" Moira perguntou.
"Já. Chegamos a 1,5 quilômetros." Andy respondeu e Moira quis dar um tapa em Andy quando ela começou a rir. "Ainda não chegamos a 1 milha, querida."
"Já estou cansada." Ela disse e parou por um tempo e segurou os joelhos.
"Perdeu a resistência depois que Alanis fez amor com você? Quanto tempo demorou?" Andy perguntou
"Não sei—talvez 45 minutos… depois mais vinte minutos pra segunda rodada. Ele tem boa resistência. Nem percebeu que eu estava algemando ele por causa da energia que ele gastou comigo." Ela disse. Moira é honesta do jeito dela, que todo mundo acha que ela está brincando.
"Massa." Ela murmurou. Andy parou e usou a mão pra sinalizar pra Moira parar. Moira congelou e elas ouviram com atenção pessoas falando em uma língua estranha.
Elas se abaixaram no chão e se esconderam nas samambaias e se esconderam lá, rastejando até a casca da árvore. Andy espiou e eles estavam segurando armas grandes. Ela não conseguiu determinar o tipo, mas era uma arma parecida com uma espingarda.
***
Andel não conseguia parar de pensar na sua irmã e prima lá fora, numa ilha perigosa de Madagascar. Será que tem gente lá? Claro que elas iriam lutar contra a natureza e os animais selvagens… mas e se tiverem terroristas morando lá, já estariam em perigo.
"Droga." Ele olhou no calendário. Só tinha três dias pra relaxar e ir pra Madagascar e voltar aqui por um dia não era uma opção. Ele gemeu e puxou o cabelo. "Aquelas garotas teimosas e loucas!" Ele murmurou.
"Sobre o que você está murmurando?" Ellen perguntou e, com olhos sonolentos, olhou para o relógio. "Ah, são onze horas—quanto tempo eu dormi?"
"Mais de doze horas." Ele disse e afagou o cabelo bagunçado dela. "Me diz, Ellen. Por que as garotas são tão teimosas?"
Ellen levantou as sobrancelhas e cruzou os braços.
"Uau. Você acabou de me chamar pelo meu nome. E sobre sua pergunta? As garotas são invencíveis. Elas têm que ser teimosas e arriscar um pouco por algo que sabem que é importante e vale a pena tentar."
"Hmm." Andel esfregou o queixo. "Mas elas estão em perigo… ah droga. Mulheres com certeza dão trabalho." Ele disse. "Ah, sem ofensa, mas é verdade."
"Algumas sim." Ellen balançou a cabeça. "Então, quem está em perigo?" Ela perguntou.
"Minha irmã e minha prima." Ele murmurou e olhou pra ela. "Esquece o que eu disse. Então, você se recuperou?" Ele checou os olhos dela, levantou o queixo pra checar melhor.
"É." Ela bateu na mão dele. "Estou com fome. Você pediu alguma coisa pra comer?"
"Não", ele disse. "Aqueles alimentos não são bons pra você. Então, preparei vegetais salteados com folhas verdes pra você comer. Você está com falta de ferro e precisa de mais força. E se você encontrar alguém que consiga durar muito na cama? Você só consegue durar cinco minutos."
"Quê?!" Ela perguntou. "Do que você está falando?"
Andel arregalou os olhos e, em choque, cobriu a boca.
"Ah, não me diga que você ainda é virgem?"
"E se eu for?" Ela perguntou com toda a confiança e braços cruzados.
"Ah, baby girl. Não dê sua virgindade pra alguém burro. Ok?" Ele afagou a cabeça dela. "Não se preocupe, serei seu irmão mais velho pra te proteger."
"Não preciso da sua proteção." Ela disse com firmeza.
Andel admirou como ela fez beicinho, o rosto ficou vermelho, as bochechas como um balão e as orelhas soltando fumaça. Ela é uma irmãzinha adorável que ele sempre quis. Hmm, de qualquer forma, sua irmã Moira é com certeza adorável. Mas essa garotinha é fantástica.
Eles comeram cara a cara no balcão do café da manhã e conversaram sobre os designs e móveis que viram. Ele consegue imaginar como a mente dela funciona durante a criatividade. Eles conversam mais sobre designs e Andel admirou como os olhos dela ficaram maiores e ela entrou em uma adrenalina como se estivesse em uma corrida. Na corrida de contar histórias de como seriam os designs do bar.
Ele gravou tudo no celular, então foi fácil pra ela lembrar de todos os detalhes quando ela esquecer a ideia fantástica.
"Uau, você é ótima nisso. Continue com o bom trabalho." Ele afagou a cabeça dela.