A Herdeira Parte 1
O jantar que as empregadas cozinharam tava uma delícia. Ele disse que elas são treinadas pra isso, tipo, *super* treinadas. São boas até pra fazer as bebidas. Agora, elas são responsáveis por dar pra ela a comida que o corpo dela precisa. Depois do jantar, eles saem pro jardim, de mãos dadas, e ele explicou mais sobre a casa e o acesso eletrônico. Ele não falou onde tava o servidor, saca?
Então, ninguém na casa sabia onde tava o servidor. É por isso que ela mais ama ele. Ele é esperto e inteligente. Ele pensa nas consequências. Ele protege ela muito bem. De gente que *zoa* ela e de gente que quase matou ela. Ela não precisa se defender porque tem alguém pra defender ela.
A única coisa que deixa ele pra baixo é a perda do filho que eles iam ter. Foi tudo inesperado. Ele não aguentou a dor, então ele foi embora. Ele não conseguiu aceitar que não protegeu ela direito. Ele *devia* ter sabido. Perder um filho foi a maior dor deles. Eles queriam ter filhos, mesmo sem serem casados.
Zach, escuta ela, lembra? Quando eles tavam andando naquela noite, depois do jantar. Tava frio, e ela contou pra ele todas as inseguranças que sentia por causa da mãe dela. E depois de uns perrengues com a mãe, ela não se sentia mais insegura. Ela teve pena da mãe, por não ter a filha perfeita que ela queria. A parte *mais* dolorida pra Andromeda era não ter o apoio que ela queria da mãe.
Então, ela contou pra ele que, se ela tivesse filhos… ela não ia fazer o que a mãe dela fazia com ela. Comparando ela com a Kathleen ou com outras garotas e fazendo elas serem o que ela queria. Ela é ela, e não precisa mudar por causa dos outros. Zach apoiou ela nessa decisão. Então, eles planejaram casar, sem os pais. Eles planejaram construir a própria família, e não ligar pro que os pais e irmãos pensavam.
Quando eles tentaram um monte, ela ficou *super* decepcionada quando deu negativo, até aquela noite. Zach parou um pouco. É impossível. Mas, sei lá, talvez tivesse defeito no teste de gravidez, ou tava muito no começo. Mas ela sangrou muito. Álcool não faz ela sangrar desse jeito. Ela tava com a menstruação atrasada há um mês, e eles acharam que era engano, até que atrasou de novo. O nível de HCG dela ia tá alto naquela hora.
Ele olhou pra ela. Aí, ele se lembrou de como as pessoas botavam ela pra beber, mesmo ela não querendo mais. Será que alguém fez de propósito? Será que ela já sabia e *ainda* acha que matou o bebê dela?
"Tô com sono", ela disse. Ele fez que sim com a cabeça e carregou ela pra casa.
A segurança ronda a casa principal. Vendo se alguém entra. Ele botou ela no chão e deixou ela se ajeitar, enquanto ele sentava e checava as câmeras no laptop. Pra eles fecharem a casa principal. Ele checa se alguém entrou nas instalações deles. A casa foi feita como uma fortaleza. De fora até as casas principais.
Ele botou o alarme depois que a guarda saiu, e como as portas e janelas são eletrônicas—ele fecha e tranca usando o computador, e faz o mesmo com as luzes.
Andromeda foi pra cama e dormiu rapidinho. Depois que ele acabou, foi pra cama e fez carinho nela. Talvez ele devesse começar a investigar as pessoas da festa.
"Eu te amo", ele murmurou e beijou a testa dela.
Quatro e meia da manhã, Andromeda abriu os olhos. A rotina dela ainda é a mesma de antes, quando o avô dela treinava ela. Ela acorda cedo. Foi pro banheiro, escovou os dentes e lavou o rosto. Ela bebeu dois copos de água morna. Aí, ela botou um top e um short de ginástica. Ela desceu e começou a usar a academia. Ela faz tai-chi primeiro, e depois, boxe.
Ela malha por uma hora. Aí, ela descansa lendo e-mails. Ela toma banho depois, se arruma e beija os lábios dele de leve e sai.
Ela usa uma das motos e foi pra sede. Ela tava muito mais cedo do que o normal. Todo mundo morre de medo dela. Eles respeitam *muito* ela. Eles fazem continência pra ela, e ela parou olhando pro grandão que não tava usando o distintivo. Ela acenou com a mão.
"Cem", O grandão aceitou a punição e começou a fazer flexões. Ela continuou andando, enquanto a tenente, ao lado dela, como secretária, começou a resmungar sobre as coisas que ela precisava saber.
Ela tava só passando e viu uma tenente na cadeira giratória, rindo com o celular na orelha, com os pés em cima da mesa. Ela soltou o ar e olhou direto pro cara. Ela não precisou falar nada, porque a tenente levantou pra guardar o celular, se ajeitou e fez continência pra ela firmemente.
Ela levantou a mão, indicando pra ele chegar mais perto. Ele foi na direção dela, todo *cheio de moral*, e fez continência pra ela. Ela deu um soco na barriga gorda dele, e ele gemeu. Não foi tão forte, comparado aos socos que ela dava no saco de pancada, mas o cara quase vomitou. Ele segurou e *ainda* ficou de pé e fez continência pra ela.
Ela dispensou ele com a mão, e foi direto pro escritório dela.
"Como estão as armas novas?" Ela perguntou pra tenente e pra secretária.
"Tudo pronto pra você testar."
"E a nova mensagem do Paquistão?"
"Sim. Estamos prontos pra enviar tropas pra lá."
"Bom." Ela checou uns balanços financeiros e a secretária ficou parada. "Prepare tudo pra reunião."
"Sim, senhora."
Ela levantou pra se alongar um pouco, quando recebeu uma ligação do marido dela. Ela atendeu.
"Você já tomou café?"
"Vou pra reunião, então talvez depois de duas horas eu coma meu café da manhã."
"Tsc. Tô fora da instalação. Mude a sua reunião pra daqui uma hora."
Ela resmungou e falou pra secretária preparar a reunião pra daqui uma hora. Ela saiu e ele tava esperando. Um dos guarda-costas abriu a porta do carro. Ela entrou e ele imediatamente pegou o rosto dela e beijou os lábios dela com paixão.
"Por que você saiu tão cedo?" Ele perguntou, botando a mão na coxa dela. O carro começou a rodar pela cidade. Ele tava ocupado com a mesa dele, e ela só soltou o ar e olhou pra fora. "Andromeda?" Ele tava esperando a resposta dela.
"Bem—eu tenho que acordar cedo e fazer outras coisas. Vovô quer que eu foque em melhorar e fazer meus soldados ainda mais puros."
"Você vai ser a próxima Reitoria?" Ele perguntou como se fosse engraçado. Ela franziu a testa pra ele. "Quê? Reitoria é a mãe dos dragões. Você é Mondragon—não tô brincando, de jeito nenhum."
"Que engraçado", ela fez que sim com a cabeça. Ele riu e pegou no queixo dela e bateu na bochecha dela com os lábios.
"Você é tão beijável." Ele beijou ela mais, e ela fez o mesmo.
Eles chegaram no restaurante e pediram a comida, mas ela franziu a testa quando viu umas celebridades com quem ele já tinha saído. Ela se manteve calma e comeu com elegância. Eles não sabiam que Zach tava casado, mas interromperam e cumprimentaram ele. A outra—alta, magra, com corpo de modelo.