Chapter 105
Todos se retiraram pouco depois da meia-noite.
Eu não os culpo, já que a festa começou por volta das oito e só tinha vodka e refrigerante.
— Posso te perguntar uma coisa? — pergunto a Carolina enquanto a ajudo a limpar o balcão.
— Claro — responde com um sorriso.
— Como vocês descobriram que eram todos relacionados? — pergunto, pois não me lembro de terem feito algum teste.
— Áspen, eu sou hacker, poderia encontrar o atestado de nascimento do presidente se quisesse — responde com um sorriso.
— Quando descobriu? — pergunto.
— Ontem à tarde — responde encolhendo os ombros.
— Todas temos a mesma mãe, mas pais diferentes — explica.
— Uau — respondo, surpresa.
Bem, pelo menos isso explica as diferentes cores de cabelo.
— Ei, Carolina, preciso emprestar a Áspen — diz Carolina, aparecendo na cozinha.
— Por favor, deixem um tempo sozinhas, vocês duas precisam — responde com uma risada leve.
Carolina sorri e pega gentilmente meu braço, puxando-me para fora da cozinha. Subimos as escadas e entramos no quarto dela.
— É mais tarde — diz, lembrando a promessa que fiz antes.
Eu sorrio de lado e envolvo meus braços em seu pescoço.
— Quero tentar algo novo — digo.
— Novo como o quê? — pergunta.
— Eu indo lá embaixo para você — falo diretamente, fazendo seus olhos se arregalarem.
— Cara, cadê a Áspen inocente? — pergunta, provocando-me.
— Ela se foi, agora deite-se e deixe-me trabalhar meu charme — digo, enquanto a sento suavemente na cama e estalo os dedos.
Ah, isso vai ser tão divertido.
**Ponto de vista de Carolina:**
— É mais tarde — lembro-a, pensando em sua promessa anterior.
Áspen sorri de repente e envolve seus braços em meu pescoço.
— Meu Deus. O que ela vai fazer agora?!
— Quero tentar algo novo — diz.
— Novo como o quê? — pergunto, arqueando uma sobrancelha com interesse.
— Eu indo lá embaixo para você — responde diretamente, fazendo meus olhos se arregalarem.
— Cara, cadê a Áspen inocente? — provo com um sorriso.
— Ela se foi, agora deite-se e deixe-me trabalhar meu charme — diz, sentando-me suavemente na cama e estalando os dedos.
— Você está bem confiante para alguém tão inexperiente — comento enquanto tira seus sapatos, que caem no meu armário.
Ela não responde enquanto desfecha seu vestido e o deixa cair no chão.
Aproxima-se de mim, balançando as ancas para me provocar, antes de se sentar em meu colo.
Olho para suas coxas expostas e agarro-as com força, fazendo Áspen gemer baixinho enquanto morde o lábio.
— Não — diz, com um tom que revela estar excitada, mas querendo ficar por cima.
Tira minhas mãos de suas coxas e as prende acima da cabeça.
— É a minha vez — sussurra perto dos meus lábios.
— Ainda não entendo por que não posso ficar por cima — digo, sorrindo.
Vou distraí-la antes de ir lá embaixo.
Não faço isso há um tempo.
Áspen se senta, ficando com as pernas abertas sobre meus quadris, e cruza os braços.
— Porque você sempre fica por cima, quero aprender a comer uma mulher — explica.
Dá-lhe uma palmada leve no traseiro, fazendo-a morder o lábio.
— Cuidado com a linguagem, garotinha — digo em um tom ligeiramente possessivo.
— Ou o quê? — desafia com um sorriso.
Meu Deus, eu amo essa garota.
Seguro firmemente debaixo de suas coxas e a levanto antes de virá-la e usar minha pélvis para prendê-la na cama.
Vejo seus olhos brilhando com diversão e desejo enquanto sorri para mim.
— Posso te prender aqui — digo, encolhendo os ombros.
— Você é uma fofa — responde, provocando-me antes de puxar rapidamente minha camisa sobre a cabeça e jogá-la no chão.
Rápida e habilmente, me despoja do resto da roupa.
De repente, envolve seus braços em meu pescoço e aproxima nossos rostos.
— Quer saber um segredo? — pergunta com um sorriso largo.
— Claro — respondo.
— Eu te amo — diz, fofa.
— Eu também te amo — respondo, sorrindo.
Ela me vira rapidamente, sentando-se em meu estômago inferior. Desliza pelas minhas pernas e as empurra para cima, dobrando os joelhos.
— Áspen, se precisar de ajuda... — começo a dizer, mas sou interrompida por um gemido enquanto ela começa a massagear meu clitóris.
— Fique quieta — diz, referindo-se ao meu comentário anterior sobre pedir ajuda.
Faço o que ela pede e me concentro no prazer intenso que ela está me proporcionando.
Levo a mão à boca para abafar meus gemidos.
Não preciso de uma daquelas pessoas loucas invadindo meu quarto.
Sou tirada de minha divagação pelo movimento da língua de Áspen em meu clitóris.
Solto um gemido alto antes de olhar para baixo e ver que ela está deitada entre minhas pernas, segurando meus quadris abertos.
Ela olha para cima e sorri enquanto passa a língua por lá novamente.
— Por amor de Deus, Áspen — gemo.
— O que foi? — pergunta inocentemente enquanto traça uma linha com a língua pelo meu clitóris.
Meu Deus, isso é bom.
— Me foda já — digo, agarrando as lençóis com uma das mãos.
— Você é bem exigente — ela brinca, rindo.
Ela toca levemente o dedo médio em minha vagina antes de empurrá-lo para dentro.
Mordo o lábio, incentivando-a a adicionar outro dedo.
Ela empurra lentamente o dedo anelar para dentro de mim enquanto eu gemo de desconforto.
Sinto-me esticando um pouco para tentar acomodar seus dedos.
— Você está bem? — pergunta com um tom preocupado.
— Sim, só estava apertado — digo, despreocupada.
— Posso parar se quiser — sugere.
Será que ela está falando sério?!
— Áspen, a última coisa que quero é que você pare — digo com seriedade.
Ela não diz nada. Apenas abaixa a cabeça e envolve seus lábios em meu clitóris antes de sugar.
Gemo enquanto também começa a mover os dedos dentro de mim.
Mordo a mão enquanto meu outro agarra as lençóis com força.
— Caramba, continue fazendo isso — sussurro enquanto ela empurra brutalmente seus dedos para um ponto dentro de mim que me faz ver estrelas.
Alguns segundos depois, minha coluna se arqueia enquanto fecho os olhos com força.
Me liberto em torno dos dedos e da boca de Áspen.
Ela diminui lentamente a velocidade de seus dedos dentro de mim até ficarem completamente parados. Tira os dedos de lá antes de se sentar e sorrir para mim.
Olho para cima enquanto continuo ofegando e gaspando em busca de ar.
— Você está bem? — pergunta.
Não respondo fisicamente ou verbalmente.
Principalmente porque não consigo.
— Hmm — murmuro baixinho, ainda tentando recuperar o fôlego.
Ela se levanta da cama, mas a paro rapidamente agarrando seu braço e puxando-a de volta para cima de mim.
— Para onde está indo? — pergunto, confusa.
— Você parece muito cansada, então pensei em me vestir e deixá-la dormir — diz, pensativa.
Que fofa minha namorada!
— Não, você não pode se vestir ainda — digo, sorrindo de lado enquanto finalmente recupero o fôlego.
— Por quê? — pergunta, confusa.
Viro-me rapidamente, ficando deitada em seu dorso e entre suas pernas.
— Ainda nem chegamos à segunda rodada — digo, com um sorriso travesso que faz seus olhos se arregalarem.
— Merda — sussurra, percebendo antes que eu mergulhe entre suas pernas.
Vai ser uma noite longa.