Chapter 22
Enquanto eu caminhava em direção à porta de entrada, fechei-a silenciosamente atrás de mim, mas parei no meio do caminho ao ver minha mãe tomando um gole de vinho na sala.
Tentei passar por ela discretamente, mas não tive sucesso.
"Você sai de casa às duas da manhã e só volta às sete da noite", disse ela com um tom suspeito, o que me fez virar lentamente para enfrentá-la.
"Tem algo que você quer me contar?", perguntou, soando mais como uma ordem do que uma pergunta.
"Eu estava correndo", respondi, encolhendo os ombros, enquanto minha voz subia de tom.
Ótimo, agora ela sabe que estou mentindo.
"Você está de castigo por dois meses e não pode ver ou se comunicar com a Carolina", disse ela, deixando-me boquiaberto.
Ficar de castigo por dois meses, tudo bem. Mas não poder me comunicar com minha melhor amiga, isso eu não podia aceitar, especialmente em um momento como esse.
"Mãe, você não pode fazer isso. Você não entende o quanto é importante para mim estar lá por ela agora", disse, tentando manter a calma na voz. Se eu gritasse com ela, só cavaria um buraco ainda mais fundo.
"Ah sim, o quanto é importante?", perguntou com um sorriso irônico, fazendo meus olhos se arregalarem.
Ela me pegou. Minha própria mãe me enganou.
Fiquei envergonhado e abaixei a cabeça, olhando para os pés.
"Não posso dizer. Ela quer manter isso em privado", respondi, espreitando para ver minha mãe, que apenas assentiu.
"Suba para o seu quarto, vamos conversar sobre isso mais tarde", disse ela, e eu assenti antes de correr para cima e fechar a porta do meu quarto.
Meu Deus, que situação difícil.