Chapter 15
"Finalmente em casa, livre como um pássaro!", digo eu ao abrir a porta da frente, o que faz com que Kayden dê uma gargalhada.
A escola hoje foi uma loucura total. Na segunda aula, todo mundo ficava me perguntando sobre o vídeo, alguns até achavam que eu estava namorando com o Kayden. Não entendo por que todos estão tão interessados na minha vida amorosa.
"Como foi a escola, querida?", pergunta a mamãe enquanto entramos na cozinha e a vemos preparando espaguete para o jantar. Meu prato favorito.
"Ah, foi agitado", respondo, o que faz Kayden rir baixinho.
"Mamãe, a Carolina passou por aqui hoje?", pergunto com um tom esperançoso, mas franzo a testa quando ela balança a cabeça em negatividade.
"Achava que você voltaria para casa com ela", diz mamãe, o que me faz entrar em pânico internamente.
Merda, ela ainda não chegou. Achei que estaria aqui até agora. Carolina nunca sumiu sem me dizer para onde ia.
"O Kayden e eu vamos à biblioteca", digo à mamãe enquanto pego a mão dele e o arrasto para fora, em direção ao carro dele.
"Por que precisamos ir à biblioteca?", ele pergunta, confuso, enquanto entra no carro.
"Não precisamos, vamos à delegacia", respondo, o que o faz me olhar como se eu tivesse crescido uma segunda cabeça.
"Posso perguntar por quê?", ele pede calmamente.
"Ela nunca fez isso antes. Estou preocupada", digo, com a voz trêmula e uma lágrima escorrendo pelo meu rosto. Carolina foi minha primeira amiga. Ninguém mais queria ser amigo de mim porque eu era rotulada como uma "nerd". Carolina arriscou se aproximar de mim, e nos conectamos instantaneamente pelo nosso amor por pizza.
"Aspen, tenho certeza de que a Carolina vai ficar bem", ele diz, o que me faz olhá-lo como se fosse idiota.
"Ela está desaparecida há quatorze horas", digo com uma voz estranhamente calma, o que faz seus olhos se arregalarem.
"Tudo bem, vamos à delegacia", ele diz, virando a chave na ignição e ligando o carro.
"É o que eu pensei", respondo, virando-me para frente e colocando o cinto de segurança.