Chapter 42
Depois de dançar por alguns minutos, decidimos fazer uma pausa.
— Vamos lá fora — eu digo, levando-a pela sala de estar, onde alguns adultos jogavam pôquer.
Passamos pelas portas duplas e eu sorrio com a visão que me deparo. Há um caminho de pedras que leva a uma piscina subterrânea. À direita, há um labirinto de jardim iluminado por luzes de fada.
— Uau — ouço Carolina suspirar enquanto ficamos ali, observando a vista.
— É mesmo — concordo, levando-a até um banco. — Eu vinha muito aqui quando era criança.
— O que aconteceu? — ela pergunta, e eu olho para as mãos, mexendo nelas nervosamente.
— Minha mãe achava que ele tinha uma má influência sobre mim — explico, antes de suspirar fundo. — Ele me comprava tudo o que eu queria sem hesitar. Ela tinha medo de que eu virasse um mimado.
Carolina franze a testa.
— Você é a última pessoa que eu chamaria de mimada, Áspen — ela diz, e eu sorrio.
— Eu não a culpo. Na época, eu fazia birra toda vez que eles diziam "não" para mim — confesso, virando-me para Carolina, que parece emocionalmente neutra.
— E o que aconteceu? — ela pergunta, curiosa.
— Conheci a Carolina — respondo, sorrindo. — Ela me explicou por que eles diziam "não" e disse que eu ficaria grato por isso mais tarde na vida.
Continuamos conversando sobre coisas aleatórias e nos conhecendo melhor. Estávamos falando sobre nossos filmes favoritos quando fomos interrompidos pela minha mãe.
— Áspen, venha para dentro. Está congelando lá fora — ela me repreende, e eu reviro os olhos, mas obedeço.