Chapter 64
"Tá bem, então eu posso ter um pouquinho de medo de altura", Carolina sussurra enquanto nosso assento para no topo da roda-gigante.
"Você não diz nada", respondo sarcástico enquanto mostro a ela as marcas de unhas no meu antebraço, que ela causou.
"Isso não é engraçado, Áspen", ela diz.
"Tá tudo bem, não tem nada do que ter medo", digo quando ela dá um pulo com o som dos fogos de artifício.
"Tem muitas razões para estar com medo", ela diz em um tom apavorado.
Eu pego a mão da Carolina e entrelaço nossos dedos, o que faz com que ela olhe para nossas mãos com uma expressão grata.
"Tudo vai ficar bem", digo a ela com um sorriso no rosto.
"Sim, talvez você esteja... Não, não consigo fazer isso", ela diz enquanto a roda-gigante começa a se mover novamente.
"Só olhe nos meus olhos, vai acabar antes que você perceba", digo enquanto acaricio o lado do seu rosto.
Ela olha para cima, e agora estou olhando diretamente nos seus brilhantes olhos verdes.
Os mesmos olhos que me dão borboletas no estômago.
Os mesmos olhos que me deixam arrepiado por inteiro.
Os mesmos olhos que pertencem à minha melhor amiga e...
À garota que eu amo com todo o meu coração.
Tenho uma notícia boa e uma ruim.
A boa?
Finalmente vou tirar meu gesso!
A ruim?
Estou completamente aterrorizado!
"Áspen, nem vai doer", Carolina diz em tom de exasperação enquanto se joga ao meu lado na cama.
Estamos na minha casa porque a minha mãe quer estar comigo quando tirarem o gesso.
Ela voltou três dias depois do nosso encontro.
Ainda não contei a ela sobre isso.
"Como você sabe? Você nunca quebrou um osso antes!", respondo em pânico.
"Sim, mas eu sei que você tende a exagerar", ela diz.
"Não estou exagerando, Carolina", digo enquanto a encaro.
"Áspen, Carolina, desçam antes de ficarmos atrasados", minha mãe grita de baixo.
"Estamos indo", respondo.
Eu deslizo cuidadosamente da cama, mas sou puxado gentilmente de volta pelo meu único braço que funciona. Caio em cima da Carolina, com as pernas de cada lado dos quadris dela. Praticamente a estou montando nesse ponto.
"Por favor, não fique bravo comigo", ela diz com uma cara fofa de triste.
Ah, ela é tão cute.
"Por que eu ficaria bravo?", digo com a cara séria.
"Não sei, mas você está bravo comigo agora", ela diz.
"Não estou bravo com você", digo, mantendo a expressão séria.
Ela se aproxima devagar para me beijar, só para eu bloquear com a palma da mão.
"Não vou te beijar tão cedo", digo antes de descer cuidadosamente dela.
"Por que está bravo comigo, Áspen?", ela pergunta enquanto me segue até a escada.
"Sem motivo", digo enquanto desço as escadas.
"Áspen, por favor, me conte", ela implora com olhinhos de cachorro pidão.
Ah, ela fica tão cute com esses olhinhos.
"Mais tarde", digo antes de sair de casa.