Capítulo40 ~ "Implore-me"
Sultan POV
Meu mundo virou de cabeça pra baixo de uma hora pra outra.
Casar com ela foi só um passo em direção ao meu sonho. Ela era tipo um degrau que eu criei pra ter sucesso. Os votos que eu fiz no casamento não tinham nada a ver, pareciam mais um drama pra mim. Quando coloquei o vermelhão na divisão do cabelo dela, eu nem sabia o que tava fazendo. A única coisa que eu conseguia pensar era na coroa de Hind e só em Hind.
Eu não tava ligado no que tava fazendo e não sentia nada por ela.
Mas, agora, vendo o rosto dela dormindo, percebi que ela tinha virado mais que uma vitória pra mim. Ela tinha virado mais que um degrau. Meu coração dói toda vez que eu penso no que ia acontecer se ela soubesse a verdade. O que ia rolar quando ela descobrisse que eu usei ela.
Eu tava naquela fase da vida em que a única coisa que eu podia fazer era me arrepender das minhas decisões. Eu não queria machucar ela e nem fiz isso de propósito. Só fiz uma promessa pra mim mesmo quando me casei com ela: que eu nunca ia machucar ela, mas ela também nunca ia significar nada pra mim. Mas, todas as minhas promessas foram em vão. Acabei machucando ela e ela virou algo mais importante pra mim do que qualquer outra coisa.
Ela se mexeu um pouco no sono profundo e eu coloquei a mão na cabeça dela, fazendo carinho devagar.
A cabeça dela tava tranquilamente no meu coração batendo. Eu conseguia ouvir minhas batidas no peito naquele quarto silencioso. As luzes estavam apagadas e a brisa gelada que vinha das paredes com ar condicionado batia na gente toda hora.
O cabelo longo e lindo dela dormindo ao lado dela, cobrindo a parte boa da cama. O véu dela de lado só pra deixar ela mais confortável. As mãos dela com todas as pulseiras em cima do meu peito e a cintura dela, com as curvas, criando um deslize sensual enquanto ela dormia de um lado. Suficiente pra eu ficar olhando pra ela.
Eu conseguia ver cada detalhe dela naquela luz fraquinha que vinha da luminária na mesinha. A beleza extravagante dela parecia perfeita, uma droga pra mim.
Eu tava atraído por ela fisicamente, mentalmente e agora emocionalmente. Era como se eu tivesse encaixado ela nas curvas da minha vida. Eu não sabia que ela tava escondendo tanta dor e mágoa por trás daqueles olhos fortes e desafiadores.
No começo eu achava ela uma princesa teimosa e mal-educada, mas meu preconceito mudou de repente quando eu conheci o lado da história dela. E, pra não esquecer, eu acho ela uma guerreira de verdade.
Sabendo bem como a sociedade é dominada por homens, eu sabia que as mulheres não tinham a oportunidade de escolher a própria vida. Mesmo ela sendo princesa, não tinha o direito de escolher por ela mesma. Apesar de o irmão dela parecer gente boa pra mim, por ter lutado por ela, por ter se vingado. Eu teria feito o mesmo no lugar dele.
Agora eu entendi porque ela não falava muito dos pais, porque ela só amava o irmão. Porque ela tava irritada, com raiva, teimosa e fraca na maioria das vezes.
Eu passei a mão no cabelo dela devagar, percebendo que eu não podia machucar ela nem um pouquinho. Ela tinha passado pela mesma coisa que fez de mim a pessoa que eu sou.
Nem todo mundo tem a força pra continuar, nem todo mundo tem a força pra seguir em frente, pra continuar lutando, pra continuar vivendo quando todo mundo te olha com preconceito, negatividade e ódio.
Eu conseguia entender como ela tinha passado a vida dela quando as pessoas descobriram a história de amor dela, sobre o que aconteceu com ela. Ela merecia mais que amor, respeito e carinho.
E de alguma forma eu sabia que ela tava esperando tudo isso de mim. Ela era forte e sincera o suficiente pra aceitar o que sentia por mim o tempo todo. E isso que me fez gostar mais ainda dela.
Mas, eu sabia que essa jornada de estarmos juntos ia ser mais difícil pra gente. A maioria das pessoas do nosso reino ainda não sabem que eu casei com uma princesa Hind. Eles odeiam Hind tanto quanto eu odiava. Nunca nos sonhos deles eles aceitariam uma princesa Hind.
E Badi Ammi, ela já tava tramando contra a gente. Eu não sabia o que ela ia pedir quando a gente voltasse. A única coisa que eu sabia era que ia ser muito difícil ficar junto. E o meu maior medo era perder ela por algo sem sentido. Eu não queria perder ela. Ela era pura, sincera e de verdade. Ela não era como as outras garotas. Ela tem o poder de queimar. Quanto mais delicada ela era, mais fogo ela tinha.
De repente, eu saí dos meus pensamentos quando ela se mexeu. Mudei o olhar pra ela. Os cílios dela fechados e eu conseguia ver a beleza dos olhos e da boca dela.
Meu dedo, sem querer, passou pela boca macia dela devagar. As bochechas dela pareciam perfeitas e lindas.
Ela se mexeu um pouco, como se eu tivesse incomodado ela. O barulho das pulseirinhas dela chamou minha atenção quando ela se mexeu um pouco mais perto. Talvez por causa da brisa fria.
A ideia de ouvir a música das pulseirinhas dela enquanto a gente transava surgiu na minha cabeça. Um sorrisinho se formou nos meus lábios. Ela era pequena, eu não queria que todo mundo ouvisse os gritos dela aqui. Ia ser constrangedor. Além disso, eu queria saber se ela queria ou não. E tinha mais uma coisa na minha cabeça. Será que ela ainda lembrava dele?
Embora a pergunta também valesse pra mim. Mas, a resposta pra mim era não. Porque mesmo eu estando no império dela, eu deveria estar sentindo falta dela, lembrando dos nossos momentos, mas a única coisa que tava na minha cabeça era a mulher que tava dormindo comigo.
Eu deveria estar sentindo falta dela, mas, pra minha surpresa, eu não tava mais. De repente, eu não sentia mais paz pensando no que ia acontecer com ela. Por que ela morreu? Eu tava sentindo falta dela.
Mas agora tinha um rastro de paz dentro de mim. Finalmente, eu consegui sentir que ia seguir em frente. Finalmente, eu consegui sentir que meu coração tava batendo de novo. Finalmente, tinha fogo queimando dentro de mim pra amar alguém de novo.
Minhas mãos passando no cabelo dela sem querer a incomodaram, então ela virou para o outro lado e dormiu, me mostrando as costas.
Eu sorri, percebendo que ela tava cansada e precisava dormir muito. Fechei os olhos à força pra cair no sono.
Eu acordei quando ouvi ela falando alguma coisa baixinho. Eu consegui sentir metade do peso dela em cima de mim e o rosto dela perto do meu.
Eu não ousava abrir os olhos pra não assustar ela.
"Urgh, seus lábios"
Ela disse, e eu não entendi o que ela tava falando.
"Sabe, você é tão confuso. Às vezes eu sinto que você me ama, às vezes eu sinto que eu sou inferior a você."
Ela tá falando comigo?
Eu senti o dedo dela passando no meu rosto e senti um nó no estômago. O que ela tava fazendo?
"Sabe, às vezes eu tenho vontade de te prender com alguma coisa e te irritar até o inferno. Pra você nunca mais ousar brigar comigo. Oh, Sultan, por que você é assim?"
Tava ficando difícil segurar o sorriso, e então eu ouvi ela continuar.
"Sabe, seus lábios são deliciosos."
Droga, ela tava pensando que eu tava dormindo.
"E seu nariz é atraente." Ela disse, passando no meu nariz.
MEU DEUS!!!
Ela tava chapada?
"Seus olhos são tão profundos que fazem meu coração disparar loucamente."
A voz dela baixa, e eu tive que prestar atenção nela.
"Suas mãos, sabe, toda vez que você me toca eu sinto como se estivesse queimando na pele. Seu toque é bruto e forte. Me assusta e me excita muito."
Eu tava ouvindo ela atentamente quando eu senti os lábios dela no meu rosto.
"Mas você é muito mal, Sultan. Você não me deixa te odiar nem me amar. Ah, agora você tá dormindo e eu posso fazer o que eu quiser."
Ela terminou, e eu não consegui me segurar. Abri os olhos e perguntei.
"O que você quer fazer comigo?"
O rosto dela ficou pálido e assustado. O sangue subiu nas bochechas e ela tentou sair de cima de mim. Mas eu fui rápido o suficiente pra puxar ela de volta e virar em cima dela, num movimento rápido.
"Você acordou, Sultan?"
Ela perguntou, e eu disse.
"Completamente."
"Umm, desculpa. Eu só tava brincando."
Ela disse, fingindo uma risada, e eu prendi as duas mãos dela na cabeça.
"Sério, mas eu ouvi que você tem várias reclamações sobre mim."
Os olhos dela arregalaram e ela disse devagar.
"Reclamações? Não... Nunca."
A voz dela baixa, e eu consegui ver a cor nas bochechas dela. Meu corpo todo em cima dela, fazendo ela sentir meu peso.
"Sério?"
Eu perguntei.
Ela balançou a cabeça e chupou o lábio inferior.
Meus olhos fixos nos lábios dela, quando eu perguntei devagar.
"O que você quer? Begum"
O olhar dela fixo no meu quando ela respondeu devagar.
"O que você quer que eu queira de você? Sultan"
Eu sorri devagar e disse.
"Implore,"
Ela franziu as sobrancelhas e tentou formar uma palavra.
"Pra quê?"
A voz dela baixa, assustada, nervosa e excitada. O corpo dela um pouco exposto pra mim, e eu não percebi o quão exigente eu tava parecendo naquele momento. Era como se eu estivesse completamente nela, sem perceber onde a gente tava, quem a gente era e sobre o que a gente tava falando.
"Implore pra eu te levar de uma vez. Loucamente e brutalmente."
Os lábios dela aterrorizados e ela piscou, tentando curvar o corpo embaixo de mim. Eu tava definitivamente afetando ela além da imaginação.
Eu conseguia sentir os seios dela endurecidos contra o meu peito, e ela tentou juntar as coxas.
Ela definitivamente ia me deixar louco.
"Sultan"
Ela disse devagar.
"Como eu posso... Eu fa... Falar isso. Eu me... Mea-"
A voz dela baixa e me dando água na boca.
"Então, a tigresa virou gatinha?"
Ela franziu as sobrancelhas e eu consegui sentir que ela tinha entendido meu desafio.
Nossos lábios estavam só um pouco distantes. Ela alinhou o rosto pra chegar perto do meu ouvido. Eu me inclinei mais perto do pescoço dela, quando ela sussurrou devagar no ouvido.
"Sultan, sua Begum está implorando pra você... Pra fazer amor com ela... Loucamente... E... E brutalmente."
A voz dela tão deliciosa e tentadora que me deixou louco.
Um sorriso largo se formou nos meus lábios, e eu entendi que o fogo tava queimando igualmente entre nós.
Minhas mãos libertaram as mãos dela sem querer, e meus lábios chegaram no pescoço dela. O cheiro dela era lindo, como uma droga.
As batidas do coração dela audíveis pra mim, me fazendo sentir mais selvagem e pronto. Eu suguei o pescoço dela, e um gemido baixo escapou dos lábios dela.
Meus lábios encontrando sozinhos o caminho pro amor recém-descoberto. Indo devagar pro peito dela.
O peito dela subindo e descendo toda vez que ela respirava. Minhas mãos ocupadas puxando a barra da blusa que tava me irritando agora. Estava apertada demais pra ferrar com meu cérebro e me deixar impaciente.
Eu tentei mais uma vez e só aumentou minha vontade ainda mais.
Ela pode ter sentido medo e se arrepiou.
De repente, quando meu cérebro parou de processar as opções, meus dentes morderam a barra e rasgaram, criando um barulho estridente.
Ela estremeceu e olhou pra mim com olhos grandes e chocados.
Eu murmurei um pedido de desculpas, e minha palma encontrou o caminho pro seio dela.
Ela jogou a cabeça pra trás quando sentiu minha mão no peito dela. Meu coração disparou, e eu só me deixei levar pelo momento.
Apertando um pouco com força, eu olhei pro rosto dela. Ela fechou os olhos, abrindo a boca pra soltar um gemido sensual que fez meu coração disparar. Ela arqueou as costas só pra criar um espaço entre as nossas barrigas.
Minha palma fez o serviço de novo, apertando o peito dela, e ela colocou a mão na boca, só pra segurar um gemido mais alto dessa vez.
Aquilo com certeza me deixou louco. A reação dela tava me matando sem eu perceber.
Eu desviei o olhar do rosto dela pra minha mão.
A pele dela brilhante, linda. O seio dela redondo e médio. Macio e delicado pra sentir. Eu nunca tinha visto ou tocado em nenhuma mulher daquele jeito. E tinha uma vontade nova construída em mim de fazer isso de novo e de novo.
Meu olhar caiu nos mamilos dela, escuros e exigentes. Eu chupi meus lábios antes de levar pra boca.
Estava quente, e eu consegui sentir as batidas do coração dela. Ela segurou minhas bochechas quando eu chupi um pouco mais forte.
"Ah, Sultan"
Ela gemeu um pouco mais alto dessa vez.
Meu Deus! Eu não consegui me controlar.
Eu fiz de novo, chupando mais, forte, com paixão, e ela ofegou, arqueando as costas.
"Aaoouchh... Ahh"
A voz dela aumentou, e eu coloquei meu dedo na boca dela.
"Shhh..."
Eu ordenei.
Meus lábios ocupados comendo ela, enquanto as mãos dela tentavam afastar meu rosto um pouco da parte sensível dela. Ela estremeceu quando eu apertei os dentes de propósito ali.
A pele dela ficou vermelha, o sangue subindo pro corpo, e eu consegui ouvir as pulseiras lutando do jeito delas.
Eu chupi, lambi e fiz tudo que meu cérebro mandou sem querer.
"Sultan"
Ela me chamou devagar, e eu murmurei, ainda chupando aquele mamilo.
"Hnn"
"Ahh... Para" Ela ordenou imediatamente.
Eu diminuí a velocidade, percebendo o que ela disse.
Eu olhei pra ela. O rosto dela ficou vermelho de vergonha, e os olhos dela estavam um pouco marejados enquanto ela olhava pra mim.
Ela chupou o lábio inferior quando ela disse devagar.
"Você... Você é forte."
Eu sorri um pouco.
"Eu sou,"
Eu concordei, e coloquei meus lábios nos dela. Ela correspondeu, e eu segurei as duas mãos dela na cabeça.
Eu chupi o lábio inferior dela devagar, e ela fez o mesmo comigo. Assumindo o controle, ela me encheu de prazer, chupando meu lábio inferior devagar, com delicadeza e com vontade.
O cabelo dela ficou bagunçado, e eu consegui sentir algumas mechas no caminho. Eu segurei a bochecha dela, afastando as mechas do cabelo do rosto e deixei ela chupar meus lábios ainda mais.
De repente, bateram na porta, e ela estremeceu, afastando os lábios.
Os olhos dela ficaram ternos, e eu disse em voz alta.
"Sim,"
Eu consegui me ouvir sem fôlego.
"Sultan, Ibrahim Sultão pediu pra você pra alguns rituais"
Ela abaixou o olhar, percebendo o que tava rolando entre a gente, e eu respondi pra pessoa que tava batendo na porta.
"Já vou,"
Eu olhei pra minha Begum ficando vermelha de vergonha e coloquei meus lábios nos dela de novo.
Eu chupi os lábios dela devagar, ela sorriu e eu disse.
"Eu te amo, Begum"