Capítulo47 ~ O beijo do compromisso
Sultan POV
"Taqdir me na jaane kitne gam likhe the...
Jo bhi likhe the has kar jee gaye hum,
Hasi si aati hai fun ae khatib-e-taqdir pe...
Mehlo me chale or mitti me fana ho gae hum,"
Eu li meus pensamentos em voz alta o suficiente pra ela me ouvir enquanto a gente caminhava pra aquela cabana.
Ela levantou o olhar da grama pra mim e sorriu.
"Posso falar uma coisa?"
"Claro."
Eu insisti.
"Vo jindagi kya jindagi jisme maut ka khauf na ho,
Vo bandgi kya bandgi jisme bichode ka dard na ho,
Vo mohobbat kya mohobbat jisme parwane ki maut na ho,
Or vo taqdir kya taqdir jisme har sukh dukh ki chot na ho,"
"Bhot khoob"
"Incrível."
Isso realmente era.
Eu não sabia se tinha tomado a decisão certa ou não de trazer ela pra cá, porque ela tava acostumada com palácio, com gente servindo e, tipo, muito mais segura lá.
Mas, eu não podia negar o fato de que a Badi Ammi ia aprontar alguma com ela se ela ficasse lá.
No fim, tudo que aconteceu foi bom e ia acontecer de qualquer jeito.
Eu olhei pra entrada da cabana, era tipo uma cabaninha não muito grande, feita de madeira e capim seco. Empurrei a porta e fez um barulhão. Tinha um cheiro diferente e uma sensação esquisita. Eu conseguia sentir o cheiro de chuva e frio ali. Tava meio escuro quando eu entrei. Os raios de sol entraram junto comigo e deixaram tudo visível. Era pequeno e não tinha nada dentro.
Ela entrou atrás de mim e nós dois colocamos as roupas num canto.
"Acho que a gente precisa limpar isso primeiro."
Eu desviei o olhar pra ela e ela sacou.
Eu concordei com a cabeça e falei:
"Então, bora começar."
"Sultan, isso é uma coisa nova pra mim."
Ela sorriu.
"Morar numa cabana também é novidade pra mim."
"Não, eu tô falando da limpeza."
Ela riu.
Eu não sei por que eu tava tão preocupado com o fato de que a gente ia ficar sozinho.
Tipo, no começo eu pensei que viria sozinho e ia focar na guerra que tava por vir, mas, como ela veio comigo, eu tinha que tomar cuidado e continuar treinando.
Eu peguei a minha espada no meio das roupas e deixei de lado. Um guerreiro tem que estar sempre pronto pra tudo.
Eu olhei pra ela enquanto ela ajeitava o véu, pra não incomodar muito.
Tinha poeira e um pouco de lixo na cabana. Nós dois nos olhamos, aceitando aquele desafio e seguimos em frente.
Ela focou em tirar a poeira e limpar a cabana e eu peguei todo o lixo pra jogar fora. Começando pelas janelas, depois o chão, depois o que sobrou, limpamos tudo direitinho.
Ela respirou fundo quando terminou e sentou no chão.
"Cansada?"
"Um pouquinho."
Eu dei uma risadinha.
"Begum fraca."
Eu comentei e ela se levantou correndo.
"Não, eu não sou fraca."
"É sim."
Eu cruzei os braços no peito pra ver a raiva e a fúria nos olhos dela, enquanto eu confirmava.
Ela foi pra frente e cuspiu:
"Então, bora fazer queda de braço, assim a gente resolve tudo."
Ela desafiou e eu ri.
"Cê não tá zoando, né?"
"Não tô."
Ela sentou na hora, cruzando as pernas, e eu achei engraçado.
"Senta aqui."
Ela mandou.
Eu sorri e sentei na frente dela. Ela se inclinou pra frente e colocou o cotovelo no chão de barro, me desafiando com os olhos.
Eu coloquei meu cotovelo também no chão, aceitando o desafio, e ela entrelaçou nossos dedos e respirou fundo, começando a luta.
Eu só tinha que não fazer nada enquanto ela se esforçava pra empurrar meu braço pro lado e botar no chão. Ela tava animada pra começar, mas, em pouco tempo, pareceu exausta. Ela usou todo o peso do corpo pra empurrar meu braço, mas não conseguiu.
Eu tava muito surpreso com as expressões dela. De repente, quando ela percebeu que eu tava olhando pra ela por muito tempo, nossos olhos se encontraram.
Ela suavizou a expressão de esforço e as batidas do coração diminuíram. Eu não sei por que eu tava tão atraído por ela daquele jeito, como se estivesse escrito no nosso destino que a gente ia se encontrar.
Quando eu propus casamento no império dela, eu não fazia ideia de quem ela era. Tudo o que eu sabia era que o Rei tinha uma filha e isso era o suficiente pra mim. Eu não sabia que a filha do Rei ia mudar minha cabeça a ponto de eu começar a duvidar se eu quero a Índia ou não, agora.
Devagar, ela se moveu pra frente com os olhos brilhando um pouquinho, como se quisesse fazer alguma coisa e, ao mesmo tempo, tava hesitante. O rosto dela pareceu maior quando ela se aproximou, a ponto de eu começar a sentir calor e me distrair.
Ela fechou os cílios devagar e eu senti os lábios macios dela encostando no meu rosto, quase nos meus lábios. Uma, duas, três vezes, ela encostou os lábios no meu rosto e meus cílios se fecharam, só pra sentir ela.
Era hipnotizante como os lábios dela pareciam tão macios e, ao mesmo tempo, eram o suficiente pra me dar um leve arrepio.
De repente, eu perdi.
"Aêêêêêê!!!"
Ela gritou e eu voltei a mim, pra perceber o que tinha acabado de acontecer. Minha mão tava encostando no chão, como se eu tivesse perdido a queda de braço.
Ela me trapaceou.
"Cê me trapaceou."
"Não importa o jeito, importa o resultado. Eu venci, isso significa que eu sou forte."
Ela tava dançando de felicidade e eu levantei rápido.
Eu segurei no pulso dela e puxei pra mais perto, só pra fazer ela olhar nos meus olhos.
"O jeito importa sim, no fim das contas você que tem que se responder."
A expressão dela mudou da felicidade pra seriedade e ela se recompôs:
"Sultan, eu tô brincando."
Eu sorri um pouquinho e fiz ela perceber:
"Cê tá suja."
Eu cheguei perto do ouvido dela e provoquei:
"Cê precisa se limpar antes de eu fazer você perceber que eu sou forte."
As bochechas dela ficaram vermelhas na hora e ela murmurou:
"Hum-hum-hum, como eu vou tomar banho?"
"Vem comigo."
Eu pedi e ela concordou.
Eu saí da cabana e ela me seguiu.
"Ali."
Eu apontei com o dedo pra cachoeira e ela me olhou com uns olhos arregalados.
"Não."
"Sim."
"Não, essa área é aberta."
"Sim, cê tem alguma opção melhor?"
Ela olhou pros lados e perguntou:
"E se alguém ver a gente?"
"Deixa isso comigo."
Eu garanti e sorri lá do fundo.
Eu fui pra cachoeira e ela me seguiu.
Eu olhei pros lados e não tinha ninguém. Era a área com menos gente e a melhor pra se esconder.
Eu entrei na lagoa pequena que a cachoeira fez. A água parecia normal por causa do sol e não era muito funda.
Eu entrei mais na lagoa e tirei a minha kurta.
Joguei pra ela e ela pegou, pra deixar de lado.
"Entra."
Eu insisti.
Ela entrou com cuidado, levantando um pouco o vestido.
Vendo a velocidade dela, eu fui até ela e segurei no pulso dela. Eu a guiei pra perto da cachoeira.
"Tá frio."
"Melhor não pegar um resfriado."
Eu avisei e nós dois entramos na parte um pouquinho mais funda perto da cachoeira.
Eu olhei pra ela quando eu fiquei embaixo da cachoeira. A pressão era forte e tava doendo a minha cabeça. A água gelada passava pela minha pele, me fazendo sentir revigorado e cheio de energia de novo.
Ela deu uma risadinha olhando pra mim e eu a peguei me olhando.
Eu estendi a mão e ela pegou com medo, olhando pros lados com cuidado.
Ela virou a cabeça pra trás pra ver se alguém tava olhando pra gente ou não.
Eu puxei ela pra mais perto rapidinho e passei os braços na cintura dela com força. Ela ficou sem reação e se molhou em um instante.
Eu olhei pra ela enquanto a água caía na cabeça dela. As roupas dela ficaram um pouquinho transparentes, grudando no corpo dela. O cabelo dela tava solto e eu fiquei impressionado com o comprimento.
A pele dela tava brilhando na água e no sol e, por alguns instantes, eu esqueci que a água tava batendo na minha cabeça.
De repente, ela ia escorregar e eu segurei ela mais forte ainda. Com o efeito, ela passou os braços na minha cintura pra se equilibrar.
Eu não sei por que uma vontade de encostar no rosto dela surgiu do nada. Eu passei a mão no rosto dela de leve e ela estremeceu um pouquinho, levantando o olhar pra mim, o que era difícil por causa da pressão da água.
Eu virei ela um pouquinho, fazendo ela ficar embaixo da cachoeira, e eu tirei meu rosto.
Ela inclinou a cabeça um pouquinho pra trás e eu olhei pro rosto gentil dela todo molhado. As gotas de água escorrendo pela cabeça, bochechas, pescoço e corpo dela tavam me torturando.
Eu conseguia ver direitinho o pescoço dela e, de novo, eu notei as marcas dela que apareciam um pouquinho. Eram mais claras do que antes.
Enquanto meus olhos tavam olhando pra ela, meu olhar caiu no corpo dela que tava visível. Eu desviei o olhar pro rosto dela na hora.
Ela riu e jogou um pouco de água na minha cara. Os lábios dela ficaram rosados e molhados. Eu cheguei mais perto dela, tirando o rosto dela da água, pegando no pescoço dela e colocando os lábios dela mais perto dos meus.
Ela piscou nervosa e implorou com os olhos pra eu não fazer aqui. Mas, eu queria.
Eu encostei os lábios nos dela, fechando os olhos devagar, e a outra mão, sem querer, foi na cintura dela, a pegando de um jeito sedutor.
Eu beijei os lábios dela e esperei alguma objeção, mas não teve nada. Eu encostei os lábios de novo nela, sugando o de baixo.
Ela me abraçou forte, respondendo. Os lábios dela brincaram com os meus, enquanto eu sugava ela. Minha mão foi nos fios de cabelo dela, pegando neles sem querer de leve, pra não fazer ela se contorcer de dor.
Continuei sugando os lábios dela devagar no começo, e depois aprofundando. Enquanto ela tentava retribuir o mesmo prazer.
Devagar, eu diminuí o ritmo, só pra perceber que as mãos dela estavam pegando no meu rosto com delicadeza e ela ficou na ponta dos pés pra alcançar meus lábios com conforto, continuando o ritmo.
Eu sorri e puxei ela forte, ela passou os braços no meu pescoço e foi pro meu lábio de cima. Pegando a pele entre os lábios, ela sugou de leve, me fazendo esquecer de tudo.
Devagar, ela foi pro meu rosto e beijou com vontade. Ela fez um rastro de beijos doces na minha orelha e falou alguma coisa que aumentou um pouco o meu sorriso:
"Eu te amo, Sultan."
"Eu posso passar a minha vida toda com você, mesmo nessas florestas."
Eu cheguei perto do ouvido dela e murmurei aquelas palavras que pareciam impossíveis de falar de novo:
"Eu também te amo muito, Gulaab."
Ela sorriu e beijou a minha orelha de leve.
De repente, nós dois perdemos o equilíbrio e escorregamos pra dentro da lagoa.
O barulho da água e do sol parecia muito bonito e incrível, quando eu fiquei em pé de novo na lagoa.
Ela riu e eu sorri, olhando pra ela.
"Isso é incrível."
Ela gritou e jogou água em mim.
Nós dois curtimos a guerra de água e o banho.
De repente,
"Aaachhhhhhiiiiiiiiiiii,"
Ela espirrou.
"Acho que a gente já pode ir agora."
Ela concordou, olhando pra mim, e eu estendi a mão pra ela.
Ela pegou e nós dois voltamos pra cabana.
Ela espirrou de novo.
"Olha, cê pegou um resfriado."
Ela me olhou e eu vi os olhos lindos dela me olhando.
"É por causa da água."
"Você precisa trocar de roupa agora."
Eu falei, fechando a porta e ela me olhou.
"Como eu vou trocar na sua frente?"
Ela perguntou.
Eu dei um sorrisinho.
Ela podia trocar na minha frente, né?
"Pode sim, eu sou seu marido."
Eu tentei dizer.
"Não, não posso. Sultan, cê não pode esperar lá fora um pouquinho?"
Ela pediu.
Eu tava num dia de brincadeira e neguei na hora.
"Não, eu preciso trocar também."
"Ok, cê troca primeiro. Eu espero lá fora."
Ela falou e passou por mim, tentando abrir a porta.
Eu segurei no pulso dela e puxei pra mais perto.
"Eu não quero que minha esposa fique lá fora com aqueles cabelos longos e lindos e com roupas molhadas."
Ela corou e eu cheguei mais perto do ouvido dela, pedindo e mordiscando o lóbulo da orelha.
"Eu quero ver, por favor."
O rosto dela ficou vermelho de vergonha e ela me olhou.