Capítulo 132: Capturado por Damien Novamente
“Raja, aguenta firme. Vamos achar um lugar seguro logo,” a voz de Alina tremia, mas os olhos dela continuavam afiados.
As feridas do Raja estavam piorando. Sangue continuava saindo do ferimento de bala que tinha reaberto. A respiração dele tava irregular, o corpo mal conseguia ficar de pé. Eles ainda estavam muito perto do aeroporto. O perigo podia vir de qualquer lado. Alina sabia que um passo em falso e ia dar tudo errado.
Enquanto isso, em casa, Mahesa recebeu uma notícia horrível.
“Quê?! Estão acusando eles de traição ao país?!” A voz dele trovejou no silêncio do escritório luxuoso dele.
Sem hesitar, Mahesa tomou uma atitude. Os soldados sombra que ele tinha guardado por tanto tempo, depois de tempos sombrios, foram chamados de volta à ação.
“Encontrem o Raja e a Aileen. Tragam eles para casa vivos,” Mahesa ordenou friamente pelo telefone.
Os soldados se moveram rápido, rastreando toda pista possível, escorregando pela noite como sombras, correndo contra o tempo.
De volta na fuga, Alina e Raja estavam quase no limite. Justamente quando a esperança estava indo embora, uma figura surgiu da escuridão, com os olhos brilhando com uma leve familiaridade.
“Doutora Aileen, é você?”
Alina estreitou os olhos, desconfiada. “Quem é você?”
“Eu sou só um cidadão. Você me salvou uma vez… Eu sei que você não é traidora. Venha comigo. Eu tenho um lugar seguro para você,” o homem disse suavemente, mas com firmeza.
Alina hesitou, mas eles não tinham escolha. Rapidamente, ela ajudou a apoiar o Raja e seguiu o estranho. Eles foram por ruas sinuosas até uma casa de madeira pequena e humilde, simples, mas quente.
“Não é muita coisa, mas vai servir por enquanto.”
Antes que o homem pudesse sair, Alina o parou.
“Espere. Eu preciso de outro favor,” ela disse, com a voz firme apesar do cansaço dela.
Ela enfiou a mão no casaco do Raja e tirou um anel de diamante brilhante.
“Arrume remédios, bandagens e suprimentos de emergência. Use isso como pagamento,” ela disse, oferecendo o anel para ele.
O homem congelou, encarando o anel em choque. “Isso… isso é valioso demais—”
“Por favor,” Alina cortou ele bruscamente, com os olhos implorando, mas firmes. “Agora, o que mais precisamos é tempo. A vida do Raja depende disso. E… fique com o troco.”
Sem outra palavra, o homem assentiu e desapareceu na escuridão. Assim que a porta fechou, Alina cuidadosamente deitou o Raja na cama estreita, ajustando a posição dele para diminuir o sangramento, usando tiras da própria roupa para amarrar a ferida.
“Aguenta firme, Raja… Eu não vou deixar você morrer aqui,” ela sussurrou, embora o medo estivesse roendo o coração dela.
Do outro lado da cidade, o homem correu pela praça movimentada, agarrando a lista de emergência. O tempo era o inimigo agora. Mas ele congelou quando viu um esquadrão de homens com uniformes pretos revistando o mercado, mostrando fotos dos rostos da Alina e do Raja.
“Eles estão aqui! Revistem cada canto!” o comandante berrou.
O sangue do homem gelou. Os soldados do Damien, ele adivinhou imediatamente. Sem pensar duas vezes, ele se enfiou na multidão, sumindo por um beco estreito, com a respiração rápida e superficial. Momentos depois, ele estava de volta no esconderijo.
Toc! Toc! Toc!
Alina instantaneamente pegou uma arma escondida debaixo da cama, com os olhos afiados e prontos.
“Quem é?” ela chamou pela porta.
“Sou eu! O cara de mais cedo, eu tenho tudo o que você pediu!” ele respondeu urgentemente.
“Prove.”
Ele suspirou e falou em voz baixa o nome completo da Alina, algo que pouquíssimas pessoas sabiam, algo que ele tinha ouvido por acaso há muito tempo quando ela salvou a vida dele. Lentamente, Alina abriu a porta, com o corpo tenso ainda em guarda.
“Desculpe. Eu precisei ter certeza,” ela disse.
“Tudo bem. Eu entendo,” ele respondeu, entregando uma sacola cheia de remédios, bandagens e comida de emergência. “Mas… tem uma coisa que você precisa saber.”
Alina se enrijeceu. “O que é?”
“No mercado… Os soldados do Damien estão procurando por você. Eles têm fotos suas. Eu mal consegui escapar.”
Alina encontrou o olhar fraco do Raja do outro lado do quarto. “Se isso for verdade… estamos sem tempo,” ela sussurrou, com a voz rouca de pavor.
“Obrigado pela ajuda,” Alina disse rapidamente. O homem só assentiu e desapareceu na noite, deixando eles em silêncio pesado.
Sem perder um segundo, Alina abriu os suprimentos e começou a limpar e fazer os curativos nas feridas do Raja o melhor que pôde, embora o sangramento continuasse a sair.
“Precisamos sair desta cidade, rápido,” Alina disse, com a voz firme mesmo que as mãos dela estivessem tremendo.
Raja balançou a cabeça fracamente, com a voz quase um sussurro. “Você… deveria ir sozinha. Me deixe para trás.”
Alina congelou, olhando para ele em descrença. “Quê?! De jeito nenhum! A gente vai junto! Eu não vou te abandonar!”
Raja fechou os olhos, como se estivesse reunindo forças para falar.
“Se você for sozinha… as chances de sobreviverem são muito maiores,” ele murmurou.
Alina cerrou os punhos, lutando contra a tempestade de emoções dentro dela.
“Para de falar besteira!” ela gritou, com lágrimas brilhando nos olhos. “Você acha que eu poderia viver em paz depois de te deixar para trás?! Nós vamos juntos. Fim de papo.”
Ela pegou uma sacola pequena e cuidadosamente ajudou o Raja a ficar de pé.
“Nós vamos agora. Antes que seja tarde demais.”
Aquela noite, sob a sombra da escuridão, Alina e Raja saíram do esconderijo. O ritmo deles era agonizantemente lento, com o Raja mal conseguindo ficar de pé, cada respiração uma luta dolorosa.
Mas eles estavam atrasados. Num piscar de olhos, eles foram cercados por homens armados, os soldados do Damien. Não tinha como escapar. Eles foram capturados e arrastados para um forte sombrio e particular, não uma base militar oficial, mas o covil pessoal do Damien, envolto em uma aura sinistra.
Dentro da sala, Damien esperava. Sentado em uma cadeira tipo trono, o olhar afiado dele mandou um arrepio na espinha da Alina. Tinha algo diferente nele agora, mais selvagem, mais sombrio, perigoso.
“Damien! Nos deixe ir! Você não tem direito de nos prender assim!” Alina gritou, com a voz cheia de raiva.
Damien sorriu, claramente gostando da fúria dela.
“Você é ainda mais tentadora quando está brava, Aileen. Talvez eu devesse te deixar brava comigo o tempo todo,” ele provocou.
Alina cerrou os punhos, lutando contra a vontade de bater nele. “O que você quer?!” ela rosnou. “Se é a mim que você quer, solte o Raja! Ele não tem nada a ver com isso!”
Damien riu obscuramente, levantando-se e andando em direção ao Raja. “Não tem nada a ver com isso?” ele zombou. “Ele tocou em você, Aileen. Isso é crime no meu livro. E crimes precisam ser punidos.”
A seu sinal, Raja foi amarrado a um poste de madeira, braços e pernas presos com força. Damien pegou um chicote e o estalo do couro contra a carne encheu a sala. O grito de dor do Raja rasgou a alma da Alina.
“Para! Damien, por favor, para! Eu estou implorando, não machuque ele mais!” Alina gritou, com lágrimas escorrendo pelas bochechas.
Damien virou-se para ela, com os olhos brilhando maldosamente. “Se você quer que eu pare… me mostre o quanto você quer,” ele disse com diversão cruel.
Alina congelou, com a cabeça baixa, o coração lutando entre o desespero e a determinação.
Então, com uma voz embargada, ela disse: “Esvaziem a sala… Eu vou te dar o que você quer.”
Damien a estudou por um momento, desconfiado, mas acabou acenando com a mão. Seus homens saíram silenciosamente, deixando apenas os três. Alina ficou ali, encarando o Damien com uma expressão vazia. Lentamente, com as mãos tremendo, ela começou a tirar a roupa.
O sorriso do Damien se alargou em satisfação, apreciando a visão. Do outro lado, Raja lutou contra as amarras, desesperado para impedi-la, apesar da agonia que dilacerava seu corpo.
“Aileen… não… para…” a voz dele estava rouca, dilacerada pela dor.
Mas Alina apenas deu a ele um olhar cheio de lágrimas, então se virou para encarar o Damien.
“Tudo isso… para te salvar, Raja. Por nós.”