Capítulo 41: A Morte de Axel
O mundo da **Alina** pareceu parar por um segundo. O coração dela bateu forte, não de medo, mas de choque. A **Lana** sabia.
Mas, tipo, ela não perguntou, não exigiu explicação. Ela só aceitou a presença da **Alina** como era.
A **Alina** olhou para ela em silêncio antes de finalmente dar um sorrisinho. "Descansa, **Lana**," ela disse baixinho. "Eu vou te ver depois."
Sem esperar resposta, ela virou e saiu do quarto, as emoções dela em turbilhão. A **Lana** sabia. Mas por agora... essa não era a prioridade. Lá fora, um perigo muito maior estava esperando.
De volta no escritório dela, a **Alina** mal teve tempo de sentar antes do relatório médico do **Axel** chegar do laboratório. As mãos dela tremiam enquanto ela lia os resultados. O veneno no sistema dele era... único. Raro. E como o **Axel** tinha suspeitado—a fonte era o **Marco**.
Sem perder tempo, ela foi para o quarto do **Axel** para entregar o relatório. Mas no momento em que ela chegou, os passos dela pararam. O quarto estava vazio. O coração dela afundou.
"Enfermeira! Onde está o paciente que estava nesse quarto?" ela perguntou urgentemente.
A enfermeira que estava limpando o quarto se virou para ela. "Ele foi transferido para o hospital da prisão, doutora."
"O quê?!" a **Alina** engasgou. "Quando eles o levaram?"
"Esta manhã, doutora. A polícia veio e—"
A **Alina** não ouviu o resto. A mão dela foi direto para o telefone. Com o coração batendo forte, ela ligou para a delegacia responsável pelo **Axel**. Mas a resposta deles fez o sangue dela gelar.
"Os novos detentos estão programados para transferência amanhã, doutora. Não enviamos ninguém hoje."
A pulsação da **Alina** acelerou. As mãos dela se fecharam em punhos, a respiração dela acelerou. Isso não fazia sentido. Se a própria polícia disse que a transferência era para acontecer amanhã, então... o **Axel** tinha sido sequestrado.
Um calafrio percorreu a espinha dela. Sem perder um segundo, ela correu para fora do hospital, pegou o telefone e discou um contato de emergência—um que ela só usava em situações como essa.
"Levaram o **Axel**. Preciso de ajuda para rastrear o veículo deles." A voz dela era fria, firme, inabalável.
"Detalhes?" A voz do outro lado respondeu rapidamente.
Os olhos da **Alina** percorreram os arredores, procurando pistas. Um oficial de segurança estava por perto.
"Você viu o veículo de transporte que acabou de sair?" ela perguntou urgentemente.
O guarda hesitou, mas assentiu. "Sim, doutora. Uma van preta sem nenhuma marca oficial. Eles foram para a estrada principal."
Isso foi o suficiente. Sem perder outro segundo, a **Alina** correu para o carro dela. A chave girou, o motor rugiu. Pneus cantaram quando ela pisou fundo no acelerador, saindo em disparada dos terrenos do hospital.
Uma mão agarrou o volante com firmeza. A outra apertou o botão do viva-voz no telefone dela.
"Uma van preta, sem marcas, saiu do hospital, indo para a estrada principal. Você consegue rastreá-la?"
"Estou acessando a câmera de trânsito. Me dê um minuto."
"Um minuto?!"
Os dentes dela se fecharam. Ela sabia quem estava por trás disso. O **Marco**. Aquele cara não tinha apenas tentado matar o **Axel** com veneno—agora, ele queria terminar o serviço de outra maneira.
Mas a **Alina** não ia deixar isso acontecer. Ela pisou no acelerador com mais força. As luzes da cidade borravam na frente do para-brisa, os prédios passando como um borrão. A noite parecia mais pesada, mais sinistra. Mas antes que ela pudesse ir mais longe—
BRAKK!
De repente, os carros à frente pararam bruscamente. Buzinas tocaram. Ao longe, as luzes vermelhas e azuis das viaturas piscavam.
O coração da **Alina** bateu forte. "Um acidente? No meio da cidade? Numa hora dessas?"
A mão dela apertou o volante. Mas antes que ela pudesse processar a situação, alguém correu em direção a ela. Um homem, com sangue escorrendo de um corte na testa, ofegante.
"Doutora, por favor!" ele implorou desesperadamente. "Minha filha está presa dentro de um carro! Ali na frente—teve uma batida enorme! Um transporte de presos colidiu com um caminhão!"
O sangue da **Alina** congelou. "Transporte de presos?"
Sem hesitar, ela saiu do carro. O homem a puxou através do engarrafamento, desviando entre os veículos parados. À frente, fumaça espessa subia para o céu noturno. A luz fraca dos postes de luz lançava sombras estranhas sobre a destruição.
Um carro pequeno tinha capotado. Dentro, uma menininha—não mais de três anos—soluçava de terror, o rosto dela coberto de lágrimas. Sem hesitar, a **Alina** pegou um objeto próximo e bateu contra a janela do carro.
CRASH!
Vidro estilhaçado. Ela alcançou, a voz dela suave enquanto gentilmente tirava a criança de lá.
"Shh, você está segura agora."
Depois que ela se certificou de que a menina estava bem, ela a colocou nos braços do pai esperando. Lágrimas de alívio escorreram pelo rosto dele enquanto ele abraçava a filha.
Mas a **Alina** não tinha terminado. Os olhos dela se voltaram para o transporte de presos destruído à frente. Fumaça saía da capota—faíscas piscavam.
"Não..."
Ela correu para a frente, examinando o interior da van. E então, ela o viu.
"**Axel**!"
Ele estava imóvel na parte de trás, o corpo fraco, as algemas ainda presas aos pulsos. O rosto dele estava pálido, a respiração dele superficial. O peito da **Alina** se apertou.
"Não! Eu não vou deixar isso acontecer!"
Ela foi até ele, tentando puxá-lo para fora. Mas ele estava muito pesado. O metal retorcido prendendo a perna dele tornou quase impossível.
Faíscas viraram chamas. Fumaça preta engrossou, ardendo seus pulmões.
"Doutora, volte! Pode explodir a qualquer segundo!" um oficial de polícia gritou.
Mas a **Alina** não se importou.
"**Axel**! Acorda! Você tem que se mexer!"
De repente, os olhos do **Axel** se abriram. Ele estava desorientado no começo, mas então o olhar dele se fixou no dela.
"Chefe?! O que... o que você está fazendo aqui?" ele gaguejou, a voz dele fraca de choque.
"Não fala! Tente se mexer—precisamos sair daqui!" a **Alina** implorou, os olhos dela percorrendo o fogo que se aproximava.
Mas o **Axel** não se moveu. Ele tentou, mas o rosto dele se contorceu de dor quando a agonia percorreu o corpo dele.
"Não adianta, Chefe... minha perna está presa..." Ele balançou a cabeça, tristeza piscando em seus olhos. "Vai. Não se preocupe comigo."
A **Alina** balançou a cabeça furiosamente. "Não! Eu não vou te deixar!"
Ela puxou ele com toda a força. Mas o metal amassado se recusou a ceder.
Lágrimas inundaram os olhos dela. Frustração, impotência—tudo caiu sobre ela como uma onda gigante.
O **Axel** deu a ela um sorriso fraco, como se já tivesse aceitado seu destino. "Escuta... pega isso. O código da minha caixa secreta." Ele entregou a ela um pedaço de papel amassado. "Está na minha casa... escondido... Você precisa encontrar. As respostas estão lá."
"Para de falar assim! Eu vou te tirar daqui!" A voz da **Alina** tremia.
Mas as chamas estavam mais perto agora. O tempo deles estava acabando.
O **Axel** respirou fundo, então com sua força restante, ele empurrou a **Alina** para trás.
"Não se culpe, Chefe..." A voz dele era estranhamente calma, cheia de resignação silenciosa. "Eu sinto muito... por ter que te deixar assim."
"**Axel**, NÃO—!"
Mas antes que ela pudesse alcançá-lo novamente, braços fortes a puxaram para longe. Um oficial de polícia a arrastou para trás.
BOOM!
A explosão rasgou a noite. Chamas irromperam, consumindo o transporte em um inferno de fogo.
A **Alina** caiu no chão. O peito dela subia e descia, os olhos arregalados fixos na destruição em chamas. E por um breve segundo, através das chamas, ela o viu—o **Axel**, sorrindo... antes que tudo desaparecesse na labareda.
"AXELLLLLL!!!"