Capítulo 97: O Poder por Trás de Alina
Depois que Alina foi embora, uma mulher se juntou a Nathan. Ela se encostou na cadeira, encarando Nathan com um olhar aguçado e indecifrável.
"Você está confiante demais que ela vai cair só por causa de um relatório, Nathan."
"Claro que não," Nathan respondeu calmamente, colocando chá em sua xícara. "Ela tem um monte de inimigos aqui. Eu só preciso abrir a porta e deixá-los entrar."
Felis levantou uma sobrancelha. "E você acha que eu faço parte desse plano?"
Nathan olhou para ela com um sorriso malicioso. "Você quer vingança, não quer? Nós compartilhamos o mesmo objetivo. A diferença é que você tem motivos pessoais. Eu só quero que este hospital seja liderado por alguém que eu possa controlar."
Felis ficou em silêncio. Ela não era tola. Ela sabia que Nathan a estava usando. Mas ela também sabia que não conseguiria derrubar Alina sozinha.
"Eu não vou me curvar a você, Nathan."
"Eu não preciso que você se curve. Eu só preciso que você esteja no lugar certo quando Alina começar a tropeçar."
Felis se levantou e o encarou sem um sorriso.
"Então vamos ver quem cai primeiro. Alina ou você."
Nathan riu baixinho, baixo e cínico, como um lobo que acabara de sentir o cheiro de sangue. Seus olhos brilharam com esquemas, e em outro lugar, Leo tinha ouvido a notícia.
Os murmúrios de sua equipe chegaram aos seus ouvidos, e seu sangue ferveu. Mais uma vez, Alina era o alvo. Mesmo que ele tivesse avisado a todos para não mexer com ela.
Sem pensar duas vezes, Leo ligou para Nathan em seu número privado.
A voz de Nathan estava relaxada do outro lado, mas Leo não se conteve. Seu tom era agudo e direto ao ponto. Nathan ficou em silêncio por alguns segundos, não esperando que Leo interviesse pessoalmente.
"Você está defendendo ela abertamente demais, Leo," Nathan disse secamente, mas havia uma pitada de irritação que ele não conseguia esconder.
"Porque ela não fez nada de errado," Leo retrucou. "Você é muito rápido para julgar alguém com base em um relatório unilateral. Você é sênior. Você deveria ser mais esperto."
"Eu só estou fazendo meu trabalho como mentor."
"Um mentor não derruba as pessoas. Se você realmente quer guiar alguém, faça isso da maneira certa. Não deixe seu ego e ódio danificarem a reputação deste hospital."
Nathan cerrou os punhos. Ele odiava ser repreendido, especialmente por alguém que ele antes via como um júnior.
"Então, e agora? Você vai protegê-la pelo resto da vida?"
"Se eu tiver que fazer isso," Leo respondeu friamente. "E mais uma coisa, Nathan. Não pense que eu não sei quem está te apoiando."
Ele desligou sem esperar uma resposta. Nathan rosnou em frustração, olhando para a tela com fúria crescente.
Do outro lado, Leo olhou para a tela escura de seu telefone agora. Sua expressão era firme e resoluta.
"Você acha que pode derrubá-la tão facilmente? Enquanto eu estiver aqui, Alina não estará sozinha."
Em seu escritório, Nathan cerrou os punhos com mais força, olhando para a chamada encerrada. "Que moleque insolente," ele murmurou com raiva. "Como ousa me repreender, seu ex-superior. Espere só, Leo. Sua arrogância será sua queda. Eu não vou deixar isso passar."
Enquanto isso, na sala de descanso, a tensão lentamente encheu o ar. Alina tinha acabado de se sentar quando Felis entrou e lhe deu um olhar aguçado. Embora seu coração estivesse queimando de irritação, Alina permaneceu em silêncio, não querendo provocar um conflito.
Mas Felis falou primeiro. Ela se encostou na parede, braços cruzados, seu olhar zombeteiro.
"Impressionante. Sair sem uma repreensão, mesmo depois de quebrar o protocolo da sala de cirurgia," ela zombou. "Ou talvez você só esteja acostumada a se esconder atrás de seu amado diretor?"
Alina lentamente virou a cabeça, seus olhos aguçados, mas a voz firme. "Se você está mais preocupada com minha reputação do que com os pacientes, então você está no lugar errado. Este hospital não é um palco para seu drama, Felis."
Felis se aproximou com uma zombaria. "Ah, então agora você acha que é uma espécie de santa? Não pense que todos aqui são cegos. Todos nós sabemos que você é próxima de Leo. Essa é a única razão pela qual você ainda está de pé."
Alina manteve seu olhar em silêncio por um momento antes de responder com firmeza. "Se eu não for digna, eu cairei sozinha. Mas se você quiser me derrubar, precisará de mais do que apenas palavras afiadas."
Felis ficou atordoada com a picada da resposta. Mas antes que ela pudesse responder, um chamado de emergência ecoou pelos alto-falantes do hospital. Alina se virou e foi rapidamente para a emergência.
Felis mordeu o lábio inferior. Ela tinha perdido essa rodada. Mas por dentro, seu ressentimento só crescia mais forte. "Você acha que isso acabou, Alina Monroe? Isso é apenas o começo."
A emergência levou Alina para a emergência, onde um menino de cinco anos tinha sido levado às pressas após um acidente de trânsito. Seu pequeno corpo estava coberto de sangue, e seus batimentos cardíacos estavam enfraquecendo. A equipe médica entrou em ação. Alina assumiu o controle, emitindo instruções rápidas e precisas.
Felis chegou mais tarde, parada na beira da sala com uma expressão vazia. Ela não ajudou, talvez ainda chocada, ou talvez esperando outra chance de atacar.
"Preparem a transfusão de O negativo. Precisamos agir rápido," Alina gritou enquanto examinava a ferida abdominal.
A enfermeira assentiu e se moveu rapidamente. Alina olhou para o monitor cardíaco, depois enxugou o suor da testa. Em poucos minutos, ela tinha iniciado um pequeno procedimento para parar o sangramento interno.
"Não podemos movê-lo para a sala de cirurgia. Ele está muito crítico. Farei o procedimento aqui."
As enfermeiras trocaram olhares, mas ninguém se opôs. Elas sabiam. Se Alina tomasse uma decisão, isso significava que ela estava pronta para assumir total responsabilidade.
Felis finalmente falou. "Você está louca? Você vai operar sem equipamentos totalmente estéreis? Se ele for infectado, a culpa é sua."
Alina se virou, com os olhos aguçados. "Se esperarmos pela sala de cirurgia, ele morre. Então fique em silêncio ou saia."
Desta vez, sua voz cortou a sala como uma lâmina. Até a máquina de ECG pareceu fazer uma pausa por um momento.
Felis cerrou a mandíbula, mas optou por sair, batendo a porta atrás de si. Lá fora, ela se encostou na parede, punhos cerrados.
"Por que ela sempre me faz parecer uma tola…"
De volta ao interior, Alina continuou o procedimento. Após 25 minutos tensos, os sinais vitais da criança se estabilizaram. Alina soltou um suspiro profundo e sentou-se em uma cadeira próxima.
"Você está seguro agora, pequenino," ela sussurrou.
Uma suave salva de palmas das enfermeiras acrescentou uma emoção silenciosa à sala. Mas Alina apenas ofereceu um leve sorriso. Ela não queria elogios, apenas a satisfação de salvar uma vida. No corredor, Felis ouviu tudo e odiou mais do que nunca o fato de que Alina realmente era forte.
"Ela é uma inimiga formidável."
Assim que o desespero começou a roer seu coração, seu telefone acendeu. Uma nova mensagem de um número desconhecido.
"Se você quer saber a fraqueza de Alina, venha para o Hospital Psiquiátrico de Harrowville. Sua irmã mais nova está sendo tratada lá."