Capítulo 5: O Retorno dos Instintos da Máfia
“Você não é Aileen Monroe.”
**Alina** sentiu os pelos da nuca arrepiados.
“Quem é você?” A voz dela tava tranquila, mas a mente já tava a mil por hora.
“A verdadeira Aileen nunca ia agir como você agiu hoje,” a voz continuou. “E eu não sei quem você é, mas se continuar se intrometendo, vai morrer — de novo.”
O coração da **Alina** disparou. De novo? ela repetiu na mente dela. Essa pessoa sabia de alguma coisa.
“Eu não sei do que você tá falando,” ela falou, sem emoção. “Você deve estar enganado.”
Há! Há! Há!
Uma risada baixa ecoou pelo telefone.
“Veremos, Senhorita.”
Clique. A ligação caiu. O sangue da **Alina** gelou. Aquela pessoa sabia quem ela era.
Alguém nesse hospital, em Bungalow City. **Alina** percebeu que o inimigo dela não era só uma pessoa normal.
Ela largou o telefone devagar, encarando a tela sem expressão. Lá no fundo, os instintos de sobrevivência que ela tinha como mafiosa acordaram de novo.
“Eles sabem que eu não sou a Aileen de verdade.” A voz dela tava cautelosa.
Isso significava que ela não podia só ficar parada esperando o inimigo fazer o primeiro movimento.
Respirando fundo, ela abriu os prontuários da **Aileen Monroe** no laptop dela. Se alguém tentou matar a **Aileen** antes dela assumir esse corpo, então era bem provável que tentassem de novo. E agora, a **Alina** tava pronta pra isso.
—
No dia seguinte, quando ela entrou na sala de cirurgia, a **Alina** sacou uma parada: nada nesse mundo era realmente seguro, nem pra um médico. Eles também tinham inimigos.
Na sala de cirurgia, o médico era o chefe — o que ditava o ritmo, dava as ordens e garantia que tudo desse certo. A diferença? Dessa vez, ela tava salvando uma vida, não tirando uma.
“Dra. Monroe, temos um paciente com trauma abdominal por ferimento de faca. Precisamos remover os fragmentos perigosos imediatamente.”
Uma enfermeira entregou o relatório pra ela, e a **Alina** olhou pro monitor mostrando a condição do paciente. O ferimento… lembrou ela de alguma coisa. Uma técnica de assassinato familiar do mundo da máfia.
Esse ferimento não é aleatório. É um aviso. O sangue dela gelou.
“Esse paciente também é alvo da mesma organização?” ela murmurou, os olhos arregalados de choque.
“Que droga,” ela xingou baixo.
Ela não teve escolha a não ser agir como se fosse realmente uma cirurgiã experiente. Com confiança inabalável, ela pegou o bisturi e foi pro trabalho.
As mãos que antes estavam acostumadas a segurar armas agora manuseavam instrumentos médicos com a mesma precisão. A adrenalina corria pelas veias dela, mas em vez de entrar em pânico, ela se sentia… viva.
Ela conseguia fazer isso. Depois de horas de operação tensa, a cirurgia foi um sucesso. A **Alina** tirou as luvas e encarou o paciente.
Agora, ela só tinha que esperar ele acordar pra descobrir o que tava realmente acontecendo.
—
Depois de sair da sala de cirurgia, ela deu uma checada no paciente na emergência. Ele ainda tava desacordado.
“Vai levar um tempo pra ele se recuperar,” ela murmurou. “Mas eles não vão me deixar esperar em paz até ele acordar.”
Aquela noite, a **Alina** voltou pro escritório dela. Mas assim que ela abriu a porta, já tinha alguém esperando lá dentro. Um homem alto de terno preto tava sentado numa boa na cadeira dela.
“Aileen Monroe,” ele falou com um tom de deboche. “Ou deveria dizer… **Alina Devereaux**?”
A **Alina** continuou calma, mas o corpo dela tencionou. Ela não reconhecia ele, mas pela postura, tava claro que ele era do mundo antigo dela.
“Quem é você?” ela perguntou fria.
O homem deu um sorrisinho de canto. “Nomes não importam. O que importa é… você deveria estar morta.”
A **Alina** encarou ele com firmeza. “Mas eu não estou.”
O homem assentiu devagar. “Esse é o problema. E tem gente que não tá feliz com isso.”
A **Alina** sacou uma parada. Não era só sobre a **Aileen Monroe**. Era sobre ela — a **Alina**.
Alguém do passado dela sabia que ela ainda tava viva.
E eles não iam parar até ter certeza de que ela tava realmente morta.
Mas tinha uma coisa que eles tinham esquecido.
A **Alina Devereaux** nunca se entrega sem lutar.
Ela travou o olhar com o homem na frente dela, os dedos dela discretamente indo em direção à caneta na mesa — não como ferramenta de escrita, mas como arma.
O homem percebeu o movimento dela e sorriu. “Relaxa, Dra. Monroe. Eu não tô aqui pra te matar… ainda não.”
“Então o que você quer?”
Ele se encostou na cadeira, os olhos dele vasculhando cada movimento dela, como se estivesse avaliando se a pessoa na frente dele era mesmo a **Aileen Monroe** ou outra pessoa.
“Eu só queria confirmar uma coisa,” ele falou numa boa. “Quando a notícia se espalhou de que a **Aileen Monroe** sobreviveu àquele acidente, muita gente ficou chocada. Principalmente porque… seu corpo deveria ter sido destruído além do reconhecimento naquele acidente. E ainda assim aqui está você — saudável, fresca, até mais esperta do que antes.”
A **Alina** ficou em silêncio.
“Então eu comecei a me perguntar,” o homem se inclinou, a voz dele mais baixa, “nós estamos realmente falando com a Dra. **Aileen Monroe**… ou com outra pessoa?”