Capítulo 23: Desafiando o Governante
É Hora da Vingança. Alina Não Vai Ficar Calada.
"Eu não ligo mais para a reputação de Aileen," Alina disse, com os olhos afiados cheios de determinação. "A paciência tem limites, e eles passaram do ponto."
Sem hesitar, ela fez uma ligação. O plano que só existia na mente dela agora estava em movimento. E não deu outra, na manhã seguinte, a entrada principal do Hospital Internacional Bungalow foi invadida por repórteres. Microfones e câmeras estavam apontados para a porta principal, exigindo esclarecimentos sobre o escândalo repentino.
Dentro do escritório do diretor, um homem de meia-idade estava inquieto. Ele andava de um lado para o outro, suor frio formando em suas têmporas.
"Quem ousa manchar meu nome assim?" ele murmurou com raiva.
Antes que ele pudesse pensar mais, seu telefone tocou. A tela mostrava um número desconhecido, mas a voz do outro lado deixou imediatamente claro quem estava por trás disso.
"Bem, Diretor? Gostando da surpresa?" A voz suave continha uma ironia.
O diretor soltou um longo suspiro. "Aileen… você está me ameaçando?"
"Ops. Não precisa se emocionar, senhor. Isso foi só um aquecimento. Se o senhor quiser, posso te dar mais… Provas autênticas, e claro — direto pra mídia."
Seu coração disparou. Ele sabia que não devia subestimar essa mulher. Respirando fundo, ele tentou se acalmar.
"Tudo bem… O que você quer?"
Do outro lado, Alina sorriu com satisfação. Ela finalmente tinha a atenção dele.
"Liberte as pessoas inocentes," ela disse com firmeza. "Não as arraste só para proteger sua posição. Você entende o que eu quero dizer, certo?"
O diretor ficou em silêncio. No fundo, ele já havia descoberto o motivo dela.
'Então, ela está fazendo tudo isso pela mãe de Dr. Raka?' ele pensou, estalando a língua. 'Interessante. Nesse caso, vamos ver… até onde você está disposta a lutar.'
Não ouvindo nenhuma resposta, Alina zombou e se repetiu, sua voz gotejando sarcasmo gélido.
"Alô? Ainda está aí, senhor?" Seu tom se acentuou. "Não finja de morto ainda. Sua punição nem começou."
Um suspiro pesado veio do outro lado antes que o diretor finalmente respondesse, lutando para conter sua frustração.
"Tudo bem… Farei como você diz," ele disse a contragosto. "A mãe do Dr. Raka estará isenta de todas as despesas médicas, e garantirei que ela receba o melhor tratamento."
Um sorriso satisfeito se espalhou no rosto de Alina. Sem mais uma palavra, ela encerrou a chamada — bem na frente de Raka.
"Você ouviu isso, não ouviu?" Alina disse casualmente. "Ele prometeu cuidar bem da sua mãe."
Raka olhou para ela, a admiração crescendo em seus olhos. Havia gratidão, mas também admiração pela mulher destemida parada diante dele. No entanto, por trás de seu leve sorriso, um novo perigo já estava surgindo.
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Enquanto isso, de volta ao escritório do diretor, o ar estava pesado. O homem de meia-idade sentou-se sombriamente, olhando para seu colega corpulento com um olhar de pura fúria.
"Ela realmente teve a audácia de me desafiar," ele resmungou. "Se isso continuar, tudo pode ser exposto mais cedo ou mais tarde."
O homem corpulento sorriu maliciosamente, inclinando-se para a frente.
"Relaxa," ele sussurrou. "Eu tenho um jeito de me livrar dela. Vamos enviá-la para uma zona de desastre. Aquele lugar é brutal, mesmo para alguém tão durona quanto Aileen. Vamos ver… se ela consegue sobreviver."
Um sorriso perverso se formou nos dois rostos deles. Um plano sujo estava agora em movimento.
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Pouco tempo depois, Alina estava verificando Lana na UTI quando uma jovem enfermeira entrou correndo. Seu rosto estava pálido, a respiração irregular.
"Doutora! É uma emergência," ela disse urgentemente. "Você foi designada para um local de desastre. Ordens diretas… e você deve ir sozinha."
Alina levantou uma sobrancelha, sem mostrar surpresa. Em vez disso, um sorriso cúmplice brincou em seus lábios.
"Finalmente, né?" ela murmurou. "Uma jogada tão previsível."
Ela olhou pela janela, como se pudesse ver os esquemas astutos do diretor de longe.
"Se eles acham que isso vai ser suficiente para me derrubar… estão bem enganados."
Enquanto ela se preparava para sair, Leo apareceu de repente. Sua expressão estava cheia de descrença, como se ele não pudesse acreditar no que acabara de ouvir de Damien.
"Você está sendo mandada para um local de desastre?" ele perguntou bruscamente. "O que você fez para irritar aquele velho?"
Alina se contraiu. Leo não trabalhava no mesmo hospital, mas ele conhecia bem o diretor. Sua mente correu, conectando peças que ela havia negligenciado anteriormente. E, de repente, tudo ficou claro — Leo também havia sido descartado.
"Velho?" Alina ecoou cautelosamente. "Você o conhece?"
Leo deu um leve sorriso, escondendo algo. "Claro. Diretores de hospital geralmente são velhos, não são?"
Mas Alina sabia que não era só um palpite. Ela não respondeu diretamente, optando por participar.
"É, Dr. Borgio quer que eu ganhe experiência de campo. Talvez eles tenham medo que eu esteja ficando muito confortável aqui."
Leo estreitou os olhos, lendo nas entrelinhas, mas não insistiu.
"Tudo bem então, eu vou com você."
"Não precisa!" Alina recusou imediatamente. "O bunker precisa mais de você do que o local do desastre. Sem você, quem vai cuidar dos pacientes aqui?"
Leo não se importou. Casualmente, ele cruzou os braços. "Eu conheço essa região melhor," ele disse. "Além disso, a base é segura. As forças de Marco foram rechaçadas. Eu não tenho motivo para ficar."
Alina suspirou. Ela sabia que discutir era inútil.
Naquele momento, uma enfermeira se aproximou deles. "Seu transporte chegará em trinta minutos, Doutora. Tenha cuidado — onde você está indo… não é um lugar comum."
Alina simplesmente assentiu, imperturbável. Para ela, essa era apenas mais uma tarefa. Mas, antes de partir, ela tinha uma última coisa a fazer.
Ela se virou para Raka, entregando a ele algo mais precioso do que sua própria vida.
"Enquanto eu estiver fora, cuide de Lana por mim." Seu olhar era afiado, firme. "Se eu não voltar… traga-a de volta para o hospital."
Raka ficou em silêncio. Seus punhos cerraram. Uma vez, ele quis se livrar de Alina e Lana. Mas agora, tudo o que ele sentia era uma pressão no peito.
"Você tem certeza disso?" Sua voz estava rouca. "Posso conversar com o diretor, cancelar esse acordo."
Alina deu um sorriso amargo. "É inútil. Você sabe que ele não vai voltar atrás em suas palavras."
Raka só pôde observar enquanto o veículo que levaria Alina em direção a um destino incerto esperava à distância.
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Alina olhou para Leo, que estava sentado ao lado dela. Sua cabeça estava ligeiramente inclinada para o lado, completamente dormindo — tão pacificamente, como se essa fosse apenas mais uma viagem comum. Enquanto isso, o veículo deles continuava por uma estrada cada vez mais traiçoeira.
Os pneus atingiram um buraco profundo, sacudindo o veículo violentamente. Alina quase perdeu o equilíbrio, mas Leo permaneceu impassível.
"Dormindo em uma estrada como essa… Ele é humano mesmo?" ela murmurou incrédula.
O motorista riu. "Médicos da cidade como você não estão acostumados a viajar em lugares como este."
Alina não respondeu, seu foco travado na estrada à frente. Alguns minutos depois, o veículo parou na beira de um rio largo. A correnteza era forte, a água marrom turva — evidência de que havia chovido rio acima.
"Não existe outra maneira de chegar ao local?" ela perguntou, esperando uma resposta melhor.
O motorista simplesmente balançou a cabeça. "Esta é a única rota."
Alina exalou. Se ela estivesse sozinha, poderia ter hesitado. Mas voltar não era uma opção.
Sem avisar, Leo de repente acordou. "Já chegamos?" ele perguntou, esticando-se como se tivesse acabado de acordar de uma soneca relaxante.
Alina lançou-lhe um olhar agudo. "Dormindo em uma viagem como essa… você é real mesmo?"
Leo sorriu. "Eu só sei quando economizar energia. Você vai precisar mais tarde."