Capítulo 138: A Revelação de Segredos do Passado
"A Aileen, eu juro que vou te destruir!"
Quando ele finalmente voltou a si, o Damien foi atingido pela real dura da traição da Alina. Desesperado, ele tentou explicar tudo pro líder rebelde que já tinha sido seu maior aliado. Mas, no mundo deles, traição era o pior dos pecados. Sem dar chance pra ele falar, o homem levantou a arma e atirou no Damien, direto no peito. Pra eles, traidor só merecia uma coisa, a morte.
A notícia da morte do Damien se espalhou rápido pelo reino. Quando a Alina ouviu, ela soltou um suspiro longo. O arrependimento piscou no coração dela, mas lá no fundo, ela sabia que significava menos um inimigo no caminho dela. Não tinha tempo pra luto. Ela precisava continuar focada no objetivo final dela: expor os crimes do Mahesa, não importa o que custasse o relacionamento dela com o Raja.
Com uma determinação forte, a Alina mergulhou de volta nas sombras do passado dela. Ela já tinha copiado os arquivos secretos do Mahesa. Enquanto revirava os dados, ela tropeçou em uma verdade horrível, o Mahesa tinha envolvimento direto na morte da Tia Terry, a mulher que ela amava como uma segunda mãe. Seus punhos cerraram. Raiva e tristeza explodiram no coração dela.
'Mahesa... Você vai pagar por cada pecado que você cometeu,' ela sussurrou, com os olhos brilhando de fúria.
A Alina leu os arquivos de novo e de novo. Suas mãos tremiam, a mente dela rodando. O nome do Mahesa não tava só mencionado, ele tava listado como um dos cabeças por trás do evento que levou à morte da Tia Terry.
Isso não era um erro. Isso não era coincidência. O Mahesa tava diretamente envolvido. Lágrimas brotaram nos olhos da Alina. Seu coração se despedaçou. Todo o respeito, admiração e confiança que ela tinha no passado pela família do Raja desabou como um castelo de areia esmagado pelas ondas.
'Eu preciso expor isso,' ela murmurou, a voz tremendo.
Ela sabia o que isso significava. Se a verdade viesse à tona, o Raja ia odiá-la. A família dele ia cair. O mundo que eles construíram juntos ia desmoronar em um instante. Mas a Alina não tinha escolha.
A verdade tinha que vir à tona, custasse o que custasse. Ela apertou o pingente no pescoço, procurando força.
'Eu não vou desistir.'
Em outro lugar, em um canto sossegado da cidade, o Raja procurava incansavelmente pela Alina. Ela era a única que ele queria proteger. A única que ele queria levar pra longe de todo o derramamento de sangue e joguinhos de poder.
Mas o que ele não percebeu era que a distância entre eles não era mais física. Era uma parede, invisível mas inquebrável, feita de segredos e verdades dolorosas.
A Alina sentou sozinha em uma cafeteria, com o laptop aberto. Seus dedos voavam pelo teclado enquanto ela fazia backup de cada prova em um servidor escondido. Ela sabia que o Mahesa tinha olhos e ouvidos em todo lugar. Um passo errado, um momento de descuido, e ela podia desaparecer antes mesmo de ter chance de falar.
Então, passos. Seu coração pulou. Alguém sentou na frente dela. A Alina olhou pra cima devagar, o corpo dela tenso. A respiração travou. Raja.
Os olhos deles se encontraram. O rosto dele tava cheio de dor não dita, com perguntas ainda sem resposta. Entre eles, pendia um silêncio pesado, o peso da verdade ainda não dita.
'Raja?! Como você me achou?!'
A voz dela tremia, os olhos arregalados de medo. Mas o Raja só sorriu, como se vê-la tivesse curado algo lá dentro. Pra ele, esse encontro era o destino. Mas pra Alina, era um pesadelo que ela nunca queria reviver. Ela queria correr pra longe, pra um lugar onde o Raja nunca pudesse encontrá-la de novo.
'Talvez isso seja o destino. Era pra gente ficar junto, Alina,' ele sussurrou, a voz baixa e firme.
A Alina travou a mandíbula. Suas mãos tremiam enquanto ela começava a arrumar as coisas, pronta pra fugir dele. Mas antes que ela pudesse levantar, o Raja estendeu a mão e a puxou pra um abraço forte, como se nunca fosse soltá-la.
'Me larga!' A Alina gritou, se debatendo nos braços dele. Mas o aperto dele só se fortaleceu, desesperado e com medo.
E então, ela quebrou. Suas lágrimas caíram livremente, e as palavras que ela enterrou lá no fundo saíram dos lábios dela como uma tempestade.
'Me deixa ir! Nunca mais me toque, Raja!' ela chorou, soluçando. 'Você... você devia ter vergonha! Você é a razão pela qual a minha Tia Terry se matou!'
O Raja congelou. Ele encarou a Alina, chocado.
'Isso... tudo isso é por causa da sua família! Por causa da sua mãe! O Mahesa destruiu a vida dela!' A voz da Alina era cortante de ódio. 'Seu pai traiu o amor dela! Ele deixou ela... só pra casar com a sua mãe!'
Seus soluços ecoaram pela cafeteria, penetrantes e crus. 'É por isso... por que minha tia sequestrou a sua mãe... e matou ela! Por causa da mágoa... traição que ela nunca conseguiu perdoar...'
O Raja ficou sem palavras. As palavras da Alina entraram na mente dele como um trovão. Ele queria negar, acreditar que era tudo mentira. Mas a dor no rosto dela rasgou o coração dele.
'Não... Meu pai não é esse tipo de homem...' ele murmurou fraco. 'Ele... ele sempre amou a família dele...'
A Alina soltou uma risada amarga. 'Você é tão ingênuo, Raja. Você não sabe de nada...' ela disse, com os olhos cheios de desprezo.
O corpo do Raja afrouxou. Ele desabou no chão, os punhos cerrados enquanto as emoções o rasgavam. O mundo em que ele acreditava, a família em que ele confiava, tava desmoronando.
'Eu... eu preciso perguntar pra ele. Preciso ouvir da boca do meu pai...' ele sussurrou, quase pra si mesmo. 'Isso não pode ser verdade. Simplesmente não pode ser...'
Mas no fundo do coração dele, a dúvida já tinha criado raízes.
Sem mais nenhuma palavra, o Raja foi embora. A Alina ficou parada, assistindo as costas dele sumirem na distância. Seu peito doía. Adeus, Raja... ela sussurrou em silêncio, uma despedida que ela sabia que nunca poderia ser desfeita.
No quartel-general do Mahesa, o Raja invadiu os corredores, fúria e confusão brilhando nos olhos dele. Ele entrou no escritório do pai sem bater.
'Pai! Preciso de respostas!'
Assustado, o Mahesa olhou pra cima dos documentos que estava assinando. Ele tentou se recompor, mas o olhar nos olhos do Raja mandou um arrepio por ele.
'Raja, o que tá acontecendo?' ele perguntou, forçando a calma na voz. Mas seus olhos traíram um brilho de inquietação.
O Raja chegou mais perto, desconsiderando todo protocolo.
'Quem é a Tia Terry?'
O Mahesa ficou pálido. Seus lábios se separaram, mas nenhuma palavra saiu. Seu coração disparou. Aquele nome, um nome que ele tinha enterrado, agora ressuscitado pelo próprio filho.
'Responde, Pai!' o Raja rosnou, a voz explodindo em emoção crua.
'Você realmente traiu ela?!'
O Mahesa fechou os olhos, tentando se firmar enquanto as memórias que ele tinha tentado esquecer voltavam.
Como? Como o Raja sabia?
'Me diz! É verdade? Você traiu ela... depois abandonou ela porque a Mãe tava grávida de mim?!' A voz do Raja rachou, seus olhos injetados de raiva.
'E você... você começou aquela guerra com a máfia da Tia Terry... por causa da sua traição?!'
Silêncio. Só a respiração pesada do Raja ecoando na sala enorme. O Mahesa abaixou a cabeça. Seu corpo forte agora parecia frágil, pesado pela culpa. Pela primeira vez na vida do Raja, ele viu o pai dele, o homem que ele achava invencível, tremendo. Finalmente, o Mahesa falou, a voz baixa e cheia de auto-justiça.
'Uma mulher não deveria ser gentil? Obediente e devota ao seu homem?'
O tom dele era frio, como se estivesse afirmando uma verdade universal.
'Ela não era assim. Ela era chefe da máfia, uma mulher perigosa, comandando homens. Isso... não era o lugar dela.'
Ele suspirou, como se estivesse tentando justificar tudo.
'Uma mulher nunca deveria se impor a um homem. Elas nunca foram feitas para liderar.'
Cada palavra atingiu o Raja como uma adaga. Ele encarou o pai, enojado, destruído.
'Então toda essa ruína... todo esse sangue... foi por causa do seu orgulho ferido como homem?' A voz dele rachou de fúria.
'Pai... você não é melhor que um monstro.'
O Mahesa não disse nada. Nos olhos dele, o Raja podia ver a culpa e o orgulho de um homem que ainda acreditava ter feito a coisa certa. E pro Raja, isso foi o suficiente. Suficiente pra destruir a última ponta de respeito que ele tinha pelo homem que ele chamava de pai.