Capítulo 56: Expondo os Crimes de Borgio
Um sorrisinho de leve brotou na cara do Diretor do hospital. Ele se encostou na cadeira, com aquela expressão de quem tá se achando.
"Bom." A voz dele era suave, mas cheia de uma satisfação sinistra. "Vamos continuar a detonar ele por dentro. Deixa ele saber com quem ele tá lidando agora."
Richard só assentiu com a cabeça, os olhos frios, sem emoção. Enquanto isso, fora da sala, sem que eles soubessem, a guerra psicológica que eles começaram tinha acabado de começar.
O funeral tinha acabado. O céu cinza parecia estar de luto junto com eles, e o ar tava mais pesado que o normal. **Alina** chegou mais perto do **Evan**, tentando falar com ele numa boa.
"**Evan**… Sinto muito. Também perdi a **Lana**, mas você sabe da minha situação, né?" A voz dela tava suave, quase tremendo.
**Evan** olhou pra ela, o olhar cheio de tristeza, sem aquela raiva toda de antes.
"Eu sei, **Aileen**." A respiração dele tava pesada enquanto ele entregava uma parada pra ela. "Pega isso. Antes de ir, a **Lana** deixou um recado pra você."
**Alina** ficou encarando o objeto na mão dele. Uma carta. Os dedos dela tremiam enquanto ela pegava, como se o papel fosse mais pesado do que parecia.
Com o coração a mil, **Alina** abriu a carta devagar. As mãos dela tremiam enquanto ela lia as palavras que a **Lana** tinha deixado.
"**Alina**, se você tá lendo isso, significa que eu não tô mais aqui. Desculpa não ter ficado mais tempo do seu lado. Mas eu não podia ir embora sem te dar uma parada importante. As provas que você tava procurando… tão na sua casa. No quarto da **Aileen**. Tá tudo guardado lá em segurança. Encontre, e não deixa eles vencerem."
**Alina** travou. A mão dela apertou a carta. Sem perder tempo, ela correu pra casa dela. Um lugar que ela nunca tinha considerado de verdade como lar. Pra ela, era só um espaço cheio de memórias da **Aileen**. Memórias que ela tinha dificuldade de aceitar como suas.
Mas agora, aquela casa podia ter as respostas que ela precisava. Quando ela chegou, **Alina** parou na porta por um momento. A casa tinha um design clássico com toques modernos. Tudo tava arrumado, como se a dona pudesse voltar a qualquer momento. Nas paredes, vários prêmios estavam expostos, a prova das conquistas da **Aileen**.
Os olhos de **Alina** pararam numa foto no canto da sala, a **Aileen** e a **Lana**, sorrindo felizes. Uma dor forte atingiu o coração dela, mas ela não tinha tempo pra se perder nas emoções.
Ela foi rapidinho pro escritório, lembrando das palavras da **Lana** na carta. Lá, entre as pilhas de livros, ela começou a procurar. Os dedos dela deslizaram pelas prateleiras, os olhos dela vasculhando cada canto da sala. Até que, finalmente, enterrada entre livros velhos, ela encontrou – uma caixa.
O coração dela disparou. Será que era isso que tava escondido o tempo todo? As provas que podiam mudar tudo? Segurando a respiração, **Alina** pegou a caixa e abriu devagar…
O coração dela quase parou quando ela viu o que tinha dentro. As mãos tremendo, ela tirou uma pilha de documentos e várias gravações de voz guardadas num aparelhinho. A cada página que ela lia, a cada palavra que ela ouvia, as suspeitas dela só aumentavam. O **Dr. Borgio** tava trabalhando com o **Marco**.
A respiração dela engasgou. Uma das causas do acidente da **Aileen**… era o próprio medo do **Borgio**. A **Aileen** tinha sido corajosa demais. Ela tava decidida a expor o caso de tráfico de órgãos ilegal que o hospital tava acobertando. Se essa informação chegasse à junta médica central, tudo ia desmoronar. E o **Borgio** não podia deixar isso acontecer.
**Alina** rangeu os dentes, os olhos ardendo com uma mistura de raiva e tristeza. Eles mataram a **Aileen**. Destruíram a vida dela. Mas agora, ela tinha as provas. Mas… o que ela devia fazer agora? **Alina** apertou a carta na mão, a mandíbula tensa.
"Se eles ousaram matar a **Aileen**, isso significa que eles também tão envolvidos na morte da **Lana**."
A raiva dela subiu. As peças do quebra-cabeça que antes tavam borradas agora tavam se encaixando. A **Aileen** foi silenciada por causa da verdade que ela carregava. E a **Lana**… a **Lana** também podia ter sido vítima do jogo cruel deles.
Ela não podia só ficar parada. Sem hesitar, **Alina** pegou o celular e tirou fotos de todos os documentos e gravações da caixa. Se alguma coisa acontecesse com ela, pelo menos as provas ainda existiriam.
Depois de garantir que tudo tava documentado, ela pegou a bolsa e saiu correndo. Os passos dela eram rápidos, o coração dela queimando de determinação.
"A única forma de acabar com isso é entregar essas provas pra junta central."
Não importa o quão perigoso fosse. Não importa quem tentasse impedir. Ela ia garantir que a verdade fosse revelada.
Ao chegar no escritório da fiscalização, **Alina** foi direto pra sala do diretor. Os passos dela eram firmes, o coração dela cheio de coragem. Mas quando a porta abriu, ela travou. Lá, na frente dela, tava a última pessoa que ela queria ver. O **Dr. Borgio**. O cara se virou, os olhos dele arregalando de surpresa ao ver a **Alina**.
"**Aileen**… o que você tá fazendo aqui?" A voz dele tava chocada, mas o olhar dele tava cheio de desconfiança.
O coração de **Alina** disparou. Instintivamente, ela escondeu os documentos que tava carregando. Ninguém podia saber que ela tinha as provas, principalmente o **Borgio**.
Ela respirou fundo, tentando manter a calma. "**Dr. Borgio**, você também tá aqui?" ela perguntou de boas, mas por dentro, ela já tava em alerta total.
Enquanto isso, o diretor do conselho de supervisão tava satisfeito em vê-la.
"Que coincidência, **Aileen**. Estávamos justamente falando de você", ele disse, olhando pra ela com atenção. "Ouvi dizer que você tem cometido vários erros na sala de cirurgia."
Um calafrio percorreu a espinha de **Alina**. O olhar dela mudou pro **Borgio**, que agora tinha um sorrisinho malicioso.
'Então esse é o plano deles? Me incriminar antes que eu possa entregar as provas?'
O sangue dela ferveu, mas ela se recusou a recuar.
"Isso não é verdade, senhor! São apenas acusações infundadas!" ela disse, tentando manter a compostura.
O diretor levantou uma sobrancelha, como se estivesse avaliando as palavras dela. "É mesmo?" ele perguntou devagar. "Então, para garantir que tudo fique claro, vamos monitorar de perto cada passo que você der."
**Alina** cerrou os punhos. Monitorar? Isso significava que cada movimento que ela fizesse seria analisado. Se ela tentasse revelar a verdade, eles podiam impedi-la antes mesmo de ter a chance.
"E se você se recusar", continuou o diretor friamente, "poderemos revogar sua licença de cirurgiã. Você pode até ser demitida do hospital."
**Alina** prendeu a respiração. Essa não era uma escolha fácil. Mas se ela perdesse a licença agora, todos os esforços dela seriam em vão.
Com a mandíbula firme, ela assentiu devagar. "Tudo bem. Eu aceito."
Isso não tinha acabado ainda. Se eles queriam monitorá-la, que fosse. Ela ia encontrar uma forma de expor a verdade com ou sem a permissão deles.
Os dias de vigilância começaram. De manhã à noite, **Alina** sentia a pressão imensa. Cada passo era observado, cada ação, analisada. Era como se estivessem esperando ela escorregar para poder destruí-la completamente. Mas **Alina** não era do tipo que desiste fácil.
Os dias passaram sob uma tensão crescente. E então, uma oportunidade surgiu. No momento em que seus supervisores baixaram a guarda por um segundo – **Alina** agiu rapidamente. Ela rapidamente pegou o celular e enviou todas as provas que tinha – documentos, gravações de voz, relatórios confidenciais.
Ela enviou para dois lugares ao mesmo tempo. Uma mídia de confiança e um contato na polícia que já tinha trabalhado com ela.
Os dedos dela tremiam enquanto ela apertava "enviar".
Essa era uma grande parada. Uma parada que podia mudar tudo.
**Alina** cerrou os punhos. "Espero que eles consigam reunir provas ainda mais fortes. O **Borgio** precisa ser derrubado do trono dele."