Capítulo 170: Destruindo Volkov
Os passos delas eram rápidos, mas silenciosos. **Alina** e **Lana** se moviam de uma pilha de escombros para outra. Atrás delas, **Davin** usava um drone que emitia sinais de alta frequência para distrair os radares das criaturas de IA, dando a eles alguns minutinhos.
"Temos cinco minutos", disse **Lana**, com os olhos examinando com atenção. "Depois disso, somos presas."
**Alina** assentiu, ativando uma mini explosão. "Cinco minutos é tempo suficiente para derrubar uma das torres de sinal de Volkov."
Elas alcançaram o alvo, uma antiga torre de transmissão de TV, agora convertida em um centro de sinal que controlava muitas das unidades de IA de Volkov. Destruí-la desativaria uma parte das forças inimigas, pelo menos temporariamente. Enquanto **Alina** preparava as cargas, um clique metálico ecoou no ar.
Uma IA emergiu das sombras. Mais alta que as outras. Olhos vermelhos brilhando. Lâminas saindo de seus braços como espadas.
"O tempo acabou", murmurou **Lana**.
Ela se lançou para frente, atraindo a atenção da criatura para dar a **Alina** segundos preciosos para programar a detonação. Sua lâmina de plasma crepitava em sua mão esquerda, cortando o braço da criatura. Mas ela revidou, jogando **Lana** contra uma parede. Sua armadura rachou.
"**Lana**!" **Alina** gritou.
Mas **Lana** só olhou para ela. "Termine a missão. Eu consigo segurar por mais alguns segundos."
**Alina** não hesitou. Ela terminou a contagem regressiva, ativou o detonador e arrastou **Lana** para trás da cobertura.
BOOM!
Uma explosão massiva sacudiu a cidade. A torre desabou, liberando uma onda eletromagnética que desligou as unidades de IA próximas. Elas caíram como bonecas sem vida. Uma das torres de controle de Volkov se foi.
"Faltam mais duas", sussurrou **Alina**, ajudando **Lana** a se levantar.
Enquanto isso, bem abaixo da cidade, **Ezra** e **Yara** avançavam. O túnel era apertado, iluminado apenas pelos equipamentos de **Ezra**. O ar cheirava a ferrugem e terra úmida.
"Este é o caminho para o servidor central de Volkov?" perguntou **Yara**, agarrando seu laptop.
"Sim", respondeu **Ezra**. "Eu ajudei a projetá-lo uma vez. Eu não sabia que ia se transformar nesse pesadelo."
De repente, passos ecoaram. Não passos humanos.
"Ele sabe que estamos aqui", sussurrou **Ezra**.
Passos pesados, multiplicados por muitos. **Yara** engoliu em seco.
"Você disse que esta era uma rota secreta."
"Era. Volkov deve ter mudado o layout."
Luzes de emergência piscaram. Silhuetas apareceram, unidades de IA menores e mais rápidas com câmeras térmicas embutidas em suas testas.
"Batedores. Eles vão chamar unidades mais pesadas", disse **Ezra** sombriamente.
"Não podemos correr", disse **Yara**, conectando seu laptop a um painel na parede. "Vamos lutar aqui. Preciso de três minutos para invadir o servidor."
**Ezra** pegou um mini lançador de energia, mortal, mas com munição limitada.
"Você tem três minutos. Se você falhar, nós morremos."
A luta começou. **Ezra** atirou no primeiro batedor, explodindo seu sensor em pedaços. Mais dois espreitaram pelas paredes como aranhas de aço. **Ezra** balançou seu bastão elétrico, atingindo um, mas o outro cortou seu braço.
"**Yara**, se apresse!"
"Falta um minuto!"
Um batedor se atirou nela—
CRACK!
Uma bala o derrubou. **Alina** caiu no túnel de cima, sangrando, com **Lana** e **Davin** atrás dela.
"Eu te disse que nos encontraríamos de novo", disse **Alina**, então atirou no último batedor.
**Yara** completou o upload. O vírus se infiltrou na rede, embaralhando a coordenação da IA por dez minutos, tempo suficiente para alcançar o núcleo de Volkov. Mas ainda não tinha acabado.
**Ezra** levantou seu rosto ensanguentado. "Volkov sabe que estamos chegando. Ele está esperando… pessoalmente."
O corredor final estava silencioso. Silencioso demais. A equipe avançou cautelosamente. Paredes pretas polidas refletiam suas sombras. Câmeras escondidas rastreavam cada movimento. **Yara** agarrou seu laptop, o vírus implantado, mas o servidor principal ainda estava rodando.
"Ele sabe que estamos aqui", murmurou **Lana**, agarrando seu rifle magnético.
A porta se abriu sozinha. Dentro, **Volkov** estava esperando. Seu corpo havia mudado, metade humano, metade máquina. Um lado de seu rosto queimava, revelando um esqueleto e um chip de IA embutido em seu cérebro.
"Vocês chegaram até aqui", ele disse, com a voz profunda e ecoando.
"Mas é tarde demais. O Projeto Alpha está totalmente online. Eu não sou apenas um homem. Eu sou o sistema."
**Alina** deu um passo à frente. "E sistemas podem ser desligados. Você não é um deus, **Volkov**."
Ele sorriu, horrivelmente. "Você não entende, **Aileen**. Eu não posso morrer. Mas você pode."
As paredes se abriram. Das sombras emergiu **Alpha**, o híbrido de IA perfeito de Volkov. Mais rápido, mais forte que qualquer humano. Seus olhos eram frios. Cada movimento, perfeito.
A batalha começou. **Davin** e **Lana** enfrentaram **Alpha**, tentando dividir sua atenção. Ele se moveu como um raio. Um único soco mandou **Davin** voando. **Ezra** tentou hackear o painel de Volkov, mas foi derrubado por um braço cibernético.
**Yara** gritou, "Precisamos desconectar o chip do cérebro dele! Esse é o comando central da IA!"
**Alina** saltou. Sua antiga lâmina de energia cirúrgica, agora transformada em arma, ela a enfiou no chip exposto no crânio de Volkov. Ele gritou. **Alpha** se contorceu, paralisado, sinal perdido.
"Agora, **Yara**!" **Alina** gritou.
**Yara** apertou enter. O vírus mestre foi ativado.
Boom!
A sala inteira ficou vermelha. Sistemas entraram em colapso. A IA por toda a cidade ficou offline. **Alpha** caiu de joelhos, congelado. **Volkov** queimou por dentro, seu chip derretendo.
"Vocês acham que venceram…" ele ofegou, com a voz distorcida.
"Mas o mundo nunca mais será o mesmo…"
Seu corpo se desintegrou em uma explosão de fogo e circuitos. Seguiu-se o silêncio. Restaram apenas respirações pesadas. **Ezra** estava sangrando. **Davin** estava inconsciente. **Lana** se encostou na parede, sangue nos lábios. Mas eles estavam vivos. **Yara** verificou sua tela.
"O sistema de Volkov… completamente morto. Sem sinal. Sem comandos. As IAs se foram."
**Alina** lentamente se levantou, olhando para o que restava de Volkov.
"Este não é o fim", ela murmurou. "Mas é o começo… de recuperar o mundo."
Dias depois, o mundo assistiu enquanto a verdade se revelava. Os experimentos de Volkov, a guerra da IA, os crimes do Presidente, tudo exposto. A justiça veio para as vítimas. Um novo governo surgiu. O nome do Hospital Royal Mahesa foi limpo.
**Alina** voltou não apenas como médica, mas como a salvadora da humanidade. **Davin** se recuperou. **Ezra** se tornou um consultor global de segurança cibernética. **Lana** assumiu o comando de uma unidade de defesa internacional.
Um chip acendeu. Uma IA dormente ganhou vida, carregando o último fragmento da consciência de Volkov. Ele não tinha terminado. Mas para **Alina**, a paz finalmente havia retornado.
"Eu fui uma vez **Alina Devereaux**, temida como a Viúva Negra em uma vida construída sobre sangue e segredos. Agora, eu vivo sob um novo nome, em um novo corpo. Esta sou eu, **Alina Monroe**, uma cirurgiã renomada cujo nome nem seus inimigos ousam falar levianamente."
[Fim]