Capítulo 156: Visita de um Convidado Importante
A reunião tinha acabado de terminar. A sala ficou quieta enquanto os membros da equipe saíam, um por um, seus sussurros cheios de tensão. **Alina** permaneceu sentada na cadeira do **Diretor**, organizando os arquivos à sua frente, quando uma batida ecoou na porta.
**Raja** entrou sem esperar uma resposta. Seu rosto estava calmo, mas o brilho agudo em seus olhos dizia o contrário. Ele sempre sabia, mais rápido que qualquer outro.
"Você tomou uma grande decisão hoje", ele disse, indo direto ao ponto.
**Alina** deu um leve aceno de cabeça.
"Você não acha que foi demais?" **Raja** continuou, seu olhar penetrante. "Você tirou aquele **médico** da sala de cirurgia. Isso não é pouca coisa."
**Alina** fechou sua pasta e lentamente se levantou. Seus olhos encontraram os dele, firmes, mas inflexíveis.
"**Raja**, se proteger uma pessoa significa colocar muitas em risco, isso é realmente justiça?"
Ela foi até a janela, olhando para o pátio do hospital que escurecia com o anoitecer.
"Aquela equipe trabalha comigo há anos. Eles conhecem meu ritmo. Eles me conhecem melhor do que ninguém. E hoje, eu vi medo em seus olhos, não por causa de seus próprios erros, mas por causa de alguém usando sua posição para intimidar."
Ela se virou, seu olhar afiado, mas sua voz calma. "Você acha justo eu ficar quieta só porque aquele **médico** é bom de papo e confiante?"
**Raja** ficou quieto, estreitando os olhos enquanto processava cada palavra. "Você percebe que ele não é qualquer um. Ele tem contatos. Uma reputação."
**Alina** deu um sorriso fraco e frio. "E eu tenho uma responsabilidade. Não apenas com este hospital, mas com cada pessoa que fica naquela sala de cirurgia com coração, não ego."
Silêncio. **Raja** exalou, sabendo muito bem que **Alina** nunca fazia nada pela metade. Quando ela tomava uma decisão, ela já era ponderada por coração, mente e consciência.
"Muito bem", ele finalmente disse. "Mas esteja pronta, porque alguém vai tentar virar o jogo."
"Deixe-os tentar", **Alina** respondeu calmamente. "Eu não tenho medo de tempestades. Eu me tornei a tempestade."
Em um escritório silencioso do outro lado do prédio, **Mella** estava inquieta. Suas mãos folheavam uma pilha de documentos que ela não estava lendo. Seu rosto ainda estava obscurecido pela reunião anterior.
Seu celular estava parado na mesa. Ela olhou para ele por um longo momento antes de finalmente discar um número que sabia de cor.
"Pai..." sua voz estava baixa, quase tremendo. "Eles me humilharam."
Uma voz profunda veio do outro lado. "O que você quer dizer, **Mella**?"
**Mella** cerrou os dentes, reprimindo a emoção. "Aquela **diretora**, **Aileen**. Ela me envergonhou na frente de toda a equipe. Me tirou da sala de cirurgia. Fez parecer que eu era algum tipo de monstro."
Ela respirou fundo e suavizou seu tom para um de vítima.
"Eu só queria disciplina na minha equipe, pai. Mas ela escolheu ficar do lado daquelas **enfermeiras** mimadas. Ela me esmagou na frente de todos."
Silêncio. Então, a voz de seu pai veio firme e fria. "Qual é o nome dela, aquela **diretora**?"
"**Aileen Monroe**."
"Tudo bem. Ouça, querida. Você é minha filha. Você não é qualquer pessoa. Ninguém pode te tratar assim."
"Mas ela é poderosa demais naquele hospital..."
"Ninguém é poderoso demais quando deve satisfações ao Ministério."
**Mella** não conseguiu conter seu sorriso. Sua expressão mudou não de desespero, mas de astúcia. Ela sabia que assim que seu pai agisse, uma tempestade muito maior viria.
"Obrigada, pai..."
"Fique firme. Observe. Ela acha que pode envergonhar minha filha e ir embora? Eu vou mostrar a ela quem realmente controla as coisas nos bastidores daquele hospital."
Na manhã seguinte, o caos se instalou pelos corredores do hospital. Passos ecoavam às pressas. Telefones tocavam sem parar.
"Há um convidado do Ministério?"
"Quem pode recebê-los? A **Diretora** não está aqui!"
"Limpe a sala de conferências agora!"
O pânico menor explodiu. Não houve nenhum anúncio. Nenhum tapete vermelho. Nenhum briefing matinal. Nenhuma recepção formal.
Um carro preto com o emblema do Ministério parou em frente ao saguão do hospital. Saiu o próprio **Ministro da Saúde**, ladeado por dois assessores e um funcionário sênior.
Um **médico** sênior que estava por perto correu, mascarando seus nervos com um sorriso praticado.
"Bom dia, **Ministro**. Nossas mais sinceras desculpas, não fomos informados de sua visita."
O **Ministro** acenou com a cabeça bruscamente. "Não precisa. Esse é o ponto. Eu quero ver este hospital como ele é, não como ele finge ser."
**Dr. Bagas** congelou por um momento, então forçou um sorriso educado. "Claro, **Ministro**. Por favor, deixe-me levá-lo ao escritório do **diretor**. **Dr. Aileen** está atualmente em uma reunião fora do local. Ela deve retornar em cerca de trinta minutos."
Eles foram para o andar superior, entrando no escritório impecável do **diretor**, despreparados, mas impecáveis.
Enquanto isso, a notícia da chegada do **Ministro** se espalhou como fogo. A equipe sussurrava nos cantos. Alguns entraram em pânico. Alguns conectaram os pontos aos eventos de ontem. Outros olharam para **Mella**, que estava sentada quieta... com um leve sorriso nos lábios.
Em outro lugar da cidade, **Alina** saiu de uma sala de conferências em um hotel central, tendo acabado de concluir as conversas com um parceiro de serviços médicos. Seu telefone vibrou dentro de sua bolsa. Sem verificar o nome, ela atendeu.
"**Dr. Aileen**, desculpe interromper", a voz de seu **assistente** veio, apressada. "O **Ministro da Saúde** chegou inesperadamente esta manhã. Ele está atualmente em seu escritório."
Os passos de **Alina** pararam. "Sozinho?" ela perguntou rapidamente.
"Não, ele está acompanhado por dois assessores e um funcionário sênior do Ministério. **Dr. Bagas** está com eles desde que chegaram."
**Alina** olhou para o relógio 8:22. Ela abaixou a cabeça por um segundo, então se virou bruscamente, abandonando seus planos de café da manhã e indo direto para seu carro estacionado.
"Estou a caminho. Prepare o relatório de reforma da equipe cirúrgica, as avaliações de RH e os dados de reclamações de pacientes do mês passado. Envie cópias digitais para meu tablet imediatamente."
"Sim, senhora."
Ela entrou no carro e sentou-se com calma composta, embora sua mente já estivesse mapeando o tabuleiro.
Uma visita surpresa do Ministério, justamente quando as tensões internas ainda não haviam esfriado. Conveniente demais.
"Então, isso não é apenas uma inspeção de rotina", ela murmurou. Seu olhar se aguçou.
"Se essa é a jogada deles, então é hora de eu jogar no mesmo tabuleiro."
Momentos depois, o carro preto de **Alina** parou na entrada do hospital. Antes que alguém pudesse abrir a porta, ela saiu com passos firmes e medidos. Sua aparência era impecável: blazer cinza escuro, cabelo em um coque simples, olhos focados como uma lâmina.
Dois **oficiais de segurança** do Ministério estavam na entrada, vestidos com trajes formais completos. Seus olhos se fixaram nela imediatamente.
"Desculpe, o protocolo exige triagem. A delegação do Ministério está lá dentro."
**Alina** não disse nada. Ela pegou em sua bolsa e produziu seu documento de identidade oficial, o distintivo indicando claramente seu nome e título.
"**Aileen Monroe**, **Diretora** do Hospital."
Um **oficial** fez um aceno respeitoso e sinalizou para sua equipe. Uma verificação rápida em seu fone de ouvido e ele se afastou.
"Pode prosseguir, **Diretora**. O **Ministro** ainda está em seu escritório."
**Alina** fez um breve aceno de cabeça e entrou na entrada privada. Cada passo atraiu olhares da equipe próxima.
Costas retas. Expressão calma. Mas qualquer um podia dizer que essa não era uma visita comum. Sua mão segurava o tablet carregado com dados. Em sua mente, as estratégias já estavam sendo alinhadas.
"Seja o que for que planejaram para hoje, eu vou encarar como eu mesma. Sem máscaras. Sem medo."