Capítulo 112: Reivindicação de Propriedade
O carro finalmente parou na frente da cobertura do Raja. Sem falar nada, ele saiu e abriu a porta pra Alina. A mão dele agarrou o pulso dela com firmeza, mas sem machucar, puxando-a pra dentro do prédio, luxuoso como um palácio envolto em sombras.
Assim que as portas do elevador fecharam, a tensão sumiu. Raja encostou Alina suavemente na parede, os olhos dele intensos, cheios de uma tempestade que ele não conseguia mais conter.
"Já fui paciente o suficiente hoje", ele murmurou antes que os lábios dele encontrassem o pescoço dela, quentes, exigentes.
Alina engasgou, uma mão no peito firme do Raja, a outra agarrando a gola da camisa dele. O corpo dela se contraiu, mas não de medo. Era uma sensação que ela odiava, mas queria, aquela que continuava a puxando de volta.
Raja se afastou um pouco, os olhos brilhando. "Você pode dizer chega agora... mas depois disso, eu não vou parar."
O elevador fez 'ding'. As portas abriram. Raja a guiou com passos imponentes para uma noite que marcaria a fronteira entre liberdade... e posse.
A porta do quarto fechou atrás deles com um som que parecia um julgamento. O quarto estava escuro, iluminado apenas por luminárias de parede que projetavam uma luz suave sobre uma cama grande coberta com lençóis de cetim preto.
Alina mal teve tempo de respirar. Raja a puxou gentilmente, mas com firmeza, guiando o corpo dela contra a parede fria de mármore.
"Olhe para mim", ele ordenou, a voz dele rouca e profunda. "Eu quero que você saiba quem está te tocando hoje à noite."
Alina inclinou a cabeça para cima, encontrando um olhar cheio de obsessão. Raja se aproximou, os lábios percorrendo o pescoço dela, beijando, mordiscando, depois lambendo como se estivesse reivindicando território. A mão dele deslizou atrás da coxa dela, levantando uma perna, forçando-a a se abrir para ele.
"Raja..." Alina sussurrou, quase inaudível.
"Eu te disse", ele disse entre beijos, "não há espaço para hesitação agora."
A mão dele escorregou por baixo do vestido dela, empurrando-o para o lado até que o tecido macio caiu no chão, restando apenas lingerie fina que mal cobria alguma coisa. Os olhos do Raja percorreram o corpo dela, quentes com uma admiração selvagem que ele nem tentou esconder.
Com um movimento, o sutiã de renda preta saiu. Os lábios do Raja desceram imediatamente, beijando o seio dela, beliscando o mamilo dela até que Alina arqueasse nos braços dele, o corpo dela em chamas a cada respiração.
Ele a levantou sem esforço, carregando-a para a cama como um predador finalmente reivindicando sua presa. Ele a beijou profundamente, as mãos explorando cada centímetro do corpo dela sem hesitar, como um homem gravando seu nome na pele da mulher que ele possuía.
A calcinha da Alina foi puxada para baixo lentamente, o olhar dele nunca deixando o dela. "Você está molhada por mim, mesmo quando diz que quer ir embora", ele sussurrou.
Um dedo deslizou entre as dobras dela, e ela gemeu quando o toque se transformou em movimentos rítmicos, pressionando onde ela mais precisava.
"Sua respiração... seu corpo... tudo isso grita por mim, Aileen."
Alina se contorceu, mordendo o lábio inferior, incapaz de negar mais nada. O corpo dela se contraiu quando o clímax a atingiu com força e rapidez, a mente dela afogando-se em uma névoa quente que apagou o mundo.
Mas Raja não tinha terminado. Ele tirou a camisa, revelando um corpo endurecido pela dor e pelas batalhas passadas. Então, ele abriu as calças, abaixando-se sobre Alina, o rosto dele a centímetros do dela.
"Agora... eu vou fazer você se lembrar de quem eu sou. Por dentro."
Com uma estocada poderosa, ele entrou nela fundo, grosso, preenchendo-a completamente. Alina gemeu, a cabeça jogada para trás, o corpo dela aceitando-o como se tivesse sido feito para ele.
Ele se moveu com um ritmo profundo e lento, mas cada estocada era como uma chama ardente declarando uma coisa: Você é minha.
Alina agarrou os lençóis, dominada por ondas de êxtase e entrega. Não sobrou nada dela naquela noite, exceto o nome do Raja sussurrado por meio de seus suspiros e gritos.
\ naquela manhã, a luz do sol mal alcançava a cobertura sombria. Alina estava parada no espelho do banheiro, vestindo apenas a camisa grande do Raja. Suas mãos tremiam enquanto ela olhava para as duas linhas brilhantes no teste de gravidez. Grávida.
O corpo dela ficou mole. O mundo girou. Seu estômago esfriou não por causa do ar da manhã, mas pelo medo que se espalhava por ela. Ela embalou sua barriga ainda lisa, com os dedos tremendo.
"E se ele não quiser isso?"
O pensamento a atormentou. Raja, o homem que controlava tudo, que a amava de maneiras selvagens e inebriantes, nunca havia falado sobre o futuro. Sobre família. Sobre filhos. Mesmo quando ele a tocou naquela noite, parecia dominação, não ternura.
Ela tentou se lembrar, Raja alguma vez expressou o desejo de ter filhos? Não. Tudo o que ela sabia era que ele odiava qualquer coisa fora de seu controle. E uma criança... era a coisa mais imprevisível de todas.
Alina olhou para o espelho, seu reflexo tão frágil, tão vazio. Ela se sentiu sozinha. De novo. Ela saiu do banheiro, tentando se acalmar, mas congelou quando ouviu a voz do Raja no telefone em seu escritório. O tom dele era frio. Mandão.
"Certifique-se de que nenhuma informação pessoal da Alina vaze. Eu não quero que ela seja alvo. Agora não."
Alina ficou chocada. Então Raja falou novamente, e a frase seguinte a atingiu como uma tempestade.
"Eu não preciso de distrações agora. Não deixe ninguém se apegar a ela demais."
Distrações. Apegada. As palavras perfuraram como espinhos. Alina sentiu que estava afundando. Ela recuou lentamente, voltou para o quarto, pegou o casaco e saiu da cobertura sem fazer barulho.
Raja encontrou o bilhete na cama horas depois. A letra era apressada, mas clara.
"Sinto muito. Eu tenho que ir. Por você, por mim e por algo que você pode nunca querer. Não me procure."
Seus olhos se estreitaram. Mandíbula cerrada. Ele amassou o bilhete na mão, então se virou e gritou pelo interfone para seu assistente.
"Encontre-a. Agora."
Pela primeira vez em sua vida, Raja sentiu pânico. Porque sem perceber, em uma noite de fogo e na respiração da Alina, algo dentro dele já havia mudado. E ele só percebeu quando começou a escapar.
Os passos da Alina eram rápidos, quase frenéticos. O som de seus sapatos ecoou pelo chão de mármore do Aeroporto Internacional Bungalow, combinando com o ritmo caótico do seu coração.
Ela tinha que ir. Agora ou nunca. Sua mão agarrava seu passaporte e o cartão de embarque com força. Uma pequena mala pendia de sua mão esquerda, segurando apenas roupas suficientes e o teste de gravidez. Prova de que sua vida havia mudado da noite para o dia.
Mas sua esperança foi despedaçada instantaneamente. Seus olhos encontraram uma figura toda de preto, parada no portão de embarque. Ombros largos, fones de ouvido em um dos homens do Raja.
Ele não estava sozinho. Três outros começaram a vasculhar o terminal. Seus olhares aguçados, varrendo rostos como falcões famintos procurando por presas. Eles estavam procurando por ela.
Alina puxou o capuz baixo, cobrindo a maior parte de seu rosto. Sua respiração falhou, seu corpo se contraiu quando ela os ouviu por meio de seus comunicadores.
"O alvo pode estar disfarçado. Concentre-se na área de check-in e no banheiro feminino."