Capítulo 77: O Inimigo Contra-Ataca
Um tempinho depois, a **Alina** conseguiu decifrar o código das coordenadas dos dados que ela tinha encontrado.
'**Indry**?!' ela engasgou. 'A amante secreta do **Marco**? Ela tá totalmente diferente agora.'
Finalmente, ela tinha descoberto a mente por trás da destruição da vida dela. E no momento em que ela soube quem era, o motivo ficou super claro.
'Então ela veio se vingar da morte do amante dela, né? Beleza, agora é a nossa vez de revidar.'
Os dedos dela voaram pelo teclado. Em segundos, a conta pessoal dela tava transbordando de grana. Enquanto isso, o saldo bancário da inimiga dela tava zerado.
'Sente a pressão', ela murmurou friamente. 'Vamo ver se você ainda consegue se mexer depois que eu secar tua grana.'
Em outro lugar, a **Indry** ainda não fazia ideia do que tava rolando. Ela tava perdida no luxo da vida, torrando o resto da herança do **Marco** com acompanhantes, como se o amanhã não existisse. Grana sumia de um dia pro outro, tudo por prazeres passageiros.
Depois de se esbaldar, ela foi pra casa. O único objetivo dela: sacar o que sobrou no banco.
Mas quando ela enfiou o cartão e a tela do caixa eletrônico acendeu, o sorriso satisfeito dela foi sumindo aos poucos. Fundos insuficientes.
A **Indry** travou. 'O quê…?!'
Ela tentou de novo. E de novo. Mas o resultado foi o mesmo. Zero. Nada sobrando. A herança do **Marco** foi pro espaço em um instante. O mundo dela desabou.
O pânico começou a subir no peito dela. Ela imediatamente entrou em contato com o banco, torcendo pra ser um erro do sistema ou pelo menos uma explicação lógica.
'Tem algo de errado com a minha conta. Minha grana sumiu toda!'
O oficial do banco respondeu calmamente: 'Nosso sistema mostra que o saldo da sua conta está, de fato, zerado, Srta. Não há fundos disponíveis para saque.'
'De jeito nenhum. Pra onde foi minha grana? Quem pegou?'
O oficial respondeu, na lata: 'Os fundos foram transferidos para outra conta. Não podemos fornecer mais informações.'
A **Indry** rangeu os dentes. 'Me dá o número da conta de destino. Eu tenho o direito de saber.'
Mas o sistema rejeitou o pedido dela. Pior, o alarme de segurança foi acionado.
'Seu pedido viola os protocolos de proteção de dados. Seu acesso agora está marcado como uma potencial ameaça de fraude bancária. Pedido negado.'
O rosto da **Indry** ficou pálido. Quê? Tão me tratando como uma ladra?
Ela tentou logar de novo, procurando brechas, cavando por dados, mas todo caminho tava bloqueado. A **Alina** tinha planejado tudo direitinho. Sem rastros. Sem falhas. Sem piedade.
Em meio ao pânico crescente e ao caos sufocante, o telefone da **Indry** tocou de repente. Ela pegou com força e atendeu com um tom áspero.
'Quem é? Não me enche a paciência, a menos que seja importante!'
Mas, em vez de uma resposta, o que ela ouviu foi risada. Suave, satisfeita e vitoriosa.
'Você deve estar furiosa agora', a voz de uma mulher ecoou claramente, fria, mas pingando sarcasmo. 'Não se preocupe, vou usar bem a sua grana. Ou melhor, a minha grana, aquela que o **Marco** roubou de mim uma vez.'
A **Indry** congelou. Sem nome na tela, só um número desconhecido. Mas aquela voz era inconfundível.
'**Aileen**?! Então você tá por trás de tudo isso?!'
'Claro', a **Alina** respondeu casualmente. 'Por quê? Surpresa?'
A **Indry** cerrou a mandíbula, os olhos arregalados de raiva. Mas não tinha nada que ela pudesse fazer. O mundo tinha virado. A caçada que ela começou agora tinha se voltado contra ela.
'Você tá mais bonita agora', a **Alina** disse friamente, o tom dela como uma faca. 'Meu conselho, use esse rosto pra fazer uma grana. Talvez algum cara rico ainda te pegue.'
A **Indry** mordeu o lábio inferior, os olhos brilhando de humilhação e fúria.
Sem esperar por uma resposta, a **Alina** encerrou a ligação. Ela tirou o chip do telefone e jogou no lixo sem hesitar. Sem intenção de olhar pra trás. O jogo tinha mudado, e agora ela tava no controle.
Do outro lado, a **Indry** ficou parada, congelada. A respiração dela irregular, o peito apertado. A raiva a consumia, mas lá no fundo, ela refletia sobre as palavras da **Alina**.
Sem grana, sem trampo, sem contatos. Como eu vou sobreviver assim?
Luxo tinha virado o vício dela. Ela não podia voltar pra uma vida normal. Então, o único caminho que ela conseguia ver agora era encontrar outro cara rico.
Não por amor. Nem mesmo por prazer. Mas pra sobreviver. Pra continuar festejando, usando vestidos de grife e vivendo como uma rainha.
Movida pela desesperação disfarçada de determinação, a **Indry** saiu, pronta pra começar a nova caçada dela. Dessa vez, não por vingança, mas pra manter a ilusão de uma vida glamourosa.
A **Indry** sentou em frente ao espelho da penteadeira, encarando o reflexo dela. O rosto ainda era bonito, ainda sedutor, mas os olhos dela estavam vazios. Um vazio que nenhuma maquiagem ou sorriso falso podia esconder.
'Se eu não tenho grana, então eu tenho que me tornar alguém que eles querem', ela sussurrou pra si mesma.
Ela abriu o armário, pegou o vestido mais caro que sobrou e fez a maquiagem dela como de costume. Mas dessa vez, não era por diversão ou comemoração. Isso era um investimento. Uma caçada.
Naquela noite, ela apareceu no lounge de um hotel cinco estrelas, o playground antigo dela. Homens ricos, tanto jovens quanto velhos, vagavam por lá. Os olhos dela os examinaram, avaliaram e selecionaram um alvo com a calma de uma jogadora experiente.
Finalmente, o olhar dela pousou em um homem de meia-idade. Gravata frouxa, relógio caro e um olhar solitário fácil de ler.
Ela se aproximou. Exibiu um sorriso doce. Começou com uma voz suave, bem ensaiada.
'Sozinho hoje à noite, senhor?'
O homem virou, surpreso, mas não resistente. Eles conversaram, riram, e em pouco tempo, a **Indry** o tinha sob o feitiço dela.
Mas lá no fundo, algo parecia diferente. Uma vez, esse jogo era sobre poder. Agora, era sobre sobrevivência. E ela sabia, cedo ou tarde, esse jogo ia cobrar um preço alto.
Depois que o homem foi embora, deixando o número e o cartão-chave, a **Indry** sentou sozinha. Segurando uma taça de vinho que ela nem mesmo bebeu. O olhar dela vagou sem rumo pela multidão.
Essa é mesmo a minha vida agora? ela pensou. Esse é o preço do ódio e da ambição que eu construí pra mim mesma?
Mas antes que ela pudesse responder, o telefone dela tocou. Uma mensagem de um número desconhecido. 'Você acha que o jogo acabou? Você acabou de entrar nele.'
Os olhos da **Indry** arregalaram. Não era a **Alina**. O nome do remetente era só uma letra: L.
A **Indry** se assustou. As mãos dela tremeram enquanto ela encarava a tela do telefone. Quem era L? Uma nova inimiga? Alguém do passado? Ou parte de um plano muito maior?
Mas ela não teve tempo de pensar nisso. O telefone dela tocou de novo. Dessa vez, era o homem rico do lounge.
'Onde você tá?' a voz grave dele tava impaciente. 'Vem pro meu quarto. Agora.'
A **Indry** prendeu a respiração, então forçou um sorriso falso antes de responder docemente: 'Claro, querido. Só tô dando uma retocada. Já vou.'
Ela desligou e se levantou. O coração dela ainda em turbilhão, a mente cheia de perguntas, mas o rosto dela usava aquela máscara confiante e bonita mais uma vez.
Com passos graciosos e coração guardado, ela caminhou em direção ao elevador. Em uma das mãos, o telefone dela permaneceu firmemente agarrado, a tela escura, mas aparentemente observando. A mensagem de L ecoava na cabeça dela.
'Você acabou de entrar nele.'