Capítulo 49: Preso Entre a Vida e as Mentiras
“Doutora, a paciente tá com complicações! A ferida da cirurgia na cabeça dela ainda não sarou, e agora ela sofreu um acidente grave!”
Dentro da sala de cirurgia, cheia de tensão, uma enfermeira relatou apressadamente a última situação de Lana. A mulher estava fraca na mesa de operações, respirando com dificuldade, enquanto sangue fresco continuava a escorrer da sua têmpora, encharcando o campo cirúrgico ao redor dela.
“Então, a pancada foi na cabeça?” **Alina** ficou chocada, com as pupilas contraídas.
Ela segurou o instrumento cirúrgico com firmeza, tentando se controlar. Não havia tempo para hesitar. Essa operação era de alto risco, mas ela não deixaria Lana ir—não sob sua supervisão.
Respirando fundo, **Alina** levantou a cabeça. “Vamos começar a cirurgia. Preparem tudo!”
Sua ordem foi cumprida com movimentos rápidos da equipe médica. O monitor cardíaco de Lana apitava com um ritmo cada vez mais instável, aumentando a tensão na sala de cirurgia.
“A pressão arterial da paciente está caindo! Vamos perdê-la se não agirmos rápido!” gritou uma enfermeira.
**Alina** cerrou os punhos. Não, ela não deixaria isso acontecer! Com movimentos precisos, ela pegou um bisturi, seu olhar afiado e cheio de determinação.
“Me dê sucção! Precisamos parar o sangramento na têmpora antes de prosseguir com o procedimento principal!”
Uma enfermeira rapidamente entregou a ferramenta a ela. **Alina** trabalhou rapidamente, tentando controlar o sangramento o máximo possível. Mas quando ela estava prestes a continuar, o alarme no monitor tocou alto novamente.
“A frequência cardíaca está enfraquecendo! A paciente está em parada cardíaca!”
Por um momento, toda a sala pareceu congelar.
**Alina** se virou para o anestesiologista. “Preparem o desfibrilador!” Sua voz estava firme, embora o medo a dominasse.
Uma enfermeira correu para trazer o aparelho. **Alina** respirou fundo, suas mãos tremendo ligeiramente enquanto ela colocava os eletrodos no peito de Lana.
“Liberar!”
O corpo de Lana se contraiu ligeiramente com o choque elétrico. Todos os olhos estavam fixos no monitor cardíaco, esperando por um milagre. Mas a tela permaneceu reta.
“De novo! Não vamos desistir ainda!” A voz de **Alina** era firme.
Mas por dentro, ela rezava. Lana, aguenta firme. Não vá agora.
“Liberar!”
O corpo de Lana convulsionou novamente com o choque. Mas o monitor ainda mostrava uma linha reta. A tensão na sala de cirurgia atingiu o pico. **Alina** prendeu a respiração, suor frio escorrendo pela sua têmpora.
“Droga!” ela rangeu os dentes, recusando-se a desistir. “Mais uma vez! Carregar para 300 joules!”
Com as mãos trêmulas, o anestesiologista aumentou a potência do desfibrilador. Todos na sala prenderam a respiração.
“Liberar!”
Dessa vez, o corpo de Lana se contraiu ainda mais violentamente. Segundos se passaram. E então—
Bip! Bip! Bip!
O coração dela estava batendo de novo!
Um suspiro coletivo de alívio encheu a sala. **Alina** relaxou os ombros ligeiramente, mas ainda não tinha acabado. Lana ainda estava em estado crítico.
“Estabilizem a pressão arterial! Eu vou cuidar da ferida!” ela instruiu rapidamente.
Suas mãos se moveram habilidosamente, costurando a artéria rasgada, parando o sangramento com extrema precisão. Em seu coração, **Alina** continuou rezando.
Cada ponto parecia uma aposta entre a vida e a morte. Cada segundo era crucial.
“O sangramento está diminuindo… a pressão arterial está estabilizando”, relatou uma enfermeira, soando mais calma agora.
**Alina** olhou para o monitor. Lana estava resistindo, embora fraca.
Ao terminar o último ponto, **Alina** finalmente exalou profundamente. “Pronto.”
A sala ficou em silêncio. Todos sabiam que a batalha não estava totalmente ganha. Mas por enquanto, Lana ainda estava aqui. Ainda respirando.
**Alina** olhou para seu rosto pálido. “Você conseguiu, Lana… agora é sua vez de continuar lutando.”
Ela tirou as luvas, exaustão e alívio a dominando. A cirurgia foi um sucesso, mas a batalha de Lana não acabou.
“Levem ela para a UTI. Monitoramento contínuo nas próximas 24 horas”, ela ordenou firmemente.
As enfermeiras se moveram rapidamente, empurrando a cama de operação para fora da sala. **Alina** as seguiu por um momento, observando o rosto pálido de Lana sob a máscara de oxigênio. Sua respiração estava estável, embora ainda fraca.
Quando as portas da UTI se fecharam, **Alina** finalmente soltou um longo suspiro. Seu corpo estava exausto, mas sua mente ainda estava correndo com preocupações.
“Doutora **Aileen**.”
Uma voz grave a fez se virar. Um homem estava perto da porta, seu rosto tenso, os olhos cheios de preocupação.
“Como ela está?” ele perguntou roucamente.
**Alina** o reconheceu—**Evan**, alguém próximo de Lana. Seu olhar estava cheio de uma ansiedade que era quase dolorosa de testemunhar.
Ela olhou para ele por um momento antes de responder, “Ela sobreviveu à cirurgia, mas ainda está em estado crítico. As próximas 24 horas vão determinar se ela consegue se recuperar.”
**Evan** cerrou os punhos, sua mandíbula se contraindo. “Tem alguma coisa que eu possa fazer?”
**Alina** balançou a cabeça ligeiramente. “No momento, tudo o que podemos fazer é esperar e rezar.”
O silêncio se instalou entre eles. Atrás do vidro da UTI, Lana estava inconsciente, conectada a vários aparelhos médicos.
**Alina** olhou para sua paciente com emoções mistas. Você tem que sobreviver, Lana. Ainda há tanta coisa inacabada.
Mas quando ela se virou para sair, um pensamento perturbador surgiu. O acidente de Lana… foi realmente apenas uma coincidência? Ou foi obra deles?
Sua mandíbula se contraiu. Se fosse obra deles, ela não ficaria calada.
Sem hesitar, **Alina** caminhou rapidamente em direção ao escritório do diretor. Quando ela chegou, ela empurrou a porta com força, fazendo-a bater contra a parede.
BANG!
**Borgio**, o velho sentado atrás da grande mesa, estreitou os olhos em surpresa.
“**Aileen**! Você perdeu a educação?!” ele rosnou.
**Alina** se aproximou, seu olhar afiado e cheio de fúria. “Educação?” Ela zombou. “E você? Você deveria estar dando o exemplo, mas recorre a truques sujos—incriminação, engano, até ferir os outros!”
**Borgio** se recostou na cadeira com uma expressão de satisfação. “Isso é culpa sua, **Aileen**. Uma jovem como você não deveria se intrometer em assuntos de adultos.”
A sangue de **Alina** ferveu. Seus punhos cerraram, sua mandíbula se contraiu. “Eu tenho sido paciente todo esse tempo, velho”, sua voz tremia de raiva, “mas você passou dos limites! Se você tiver alguma coragem, me enfrente de frente!”
**Borgio** sorriu como se não fosse afetado por seu desabafo. “Não se esqueça, seu julgamento ainda não acabou. Você ainda não está livre das acusações de negligência.”
**Alina** estreitou os olhos. “Nós vamos ver isso”, ela sibilou antes de se virar e sair furiosamente da sala.
A porta bateu atrás dela.
**Borgio** sorriu. “Aquela garota… tão teimosa”, ele murmurou.
Enquanto isso, quando **Alina** saiu do escritório do diretor, um anúncio ecoou pelo hospital.
“Atenção! Equipe de resposta a desastres necessária. Um alpinista está preso nas montanhas! Uma tempestade de neve os separou do grupo. Pessoal médico é urgentemente necessário!”
Os funcionários do hospital sussurraram entre si. Isso era perigoso. Ir para as montanhas com esse tempo poderia ser uma sentença de morte.
“**Aileen**”, um médico sênior chamou, sua expressão séria. “Você vai para a equipe de resgate. Prepare-se agora!”
O coração de **Alina** afundou. Por que eu?
Então, ela percebeu a resposta. Seu olhar se endureceu. Isso era definitivamente obra de **Borgio**. Se ele não conseguisse derrubá-la dentro do hospital, ele faria isso de outra maneira.
**Alina** cerrou os punhos, sua mandíbula se contraindo. “Claro. Ele está usando seus velhos truques de novo.”
Mas se **Borgio** achasse que ela ia desistir, ele estava muito enganado. Sem hesitar, ela pegou seu kit médico e correu para o ponto de encontro com a equipe de resgate.
Uma tempestade de neve, terreno traiçoeiro, ou a armadilha de **Borgio**—ela não se importava. Antes de entrar no helicóptero, ela sorriu.
“Vamos ver quem ganha essa batalha.”