Capítulo 43: Arquivos de Crimes de Marco
Alina endireitou a coluna. "O lugar onde tudo começou?"
Os dedos dela digitaram rapidinho—"Verona42."
CLIQUE.
A tela do laptop dela mudou. O pendrive abriu, mostrando várias pastas cheias de dados que ela nunca tinha visto antes.
Os olhos dela arregalaram. "Isso... é prova das transações ilegais do Marco."
Nomes dos envolvidos, locais de encontros secretos, até registros de propinas pagas para os oficiais. Toda a evidência que ela precisava para derrubar o Marco estava ali.
O peito dela apertou quando a verdade caiu.
"Então todo esse tempo... o Axel não me traiu?" ela sussurrou, o olhar fixo nas fotos e documentos da tela. "Ele estava tentando me ajudar..."
O arrependimento pesava muito nela. Cada acusação, cada pontinha de raiva que ela tinha direcionado ao Axel... estava errada. Ele tinha arriscado a vida dele para expor os crimes do Marco. E agora, ele tinha ido. Mas essa não era hora de se afogar na culpa.
BANG!
Um tiro ecoou do lado de fora da sala. Alina se assustou. Por instinto, ela fechou o laptop e escondeu num lugar seguro. A mão direita dela foi para a faca escondida debaixo do casaco, o coração batendo forte.
"O que está acontecendo?!"
Espiando pela janela, ela viu figuras armadas invadindo o corredor do hospital. Mas tinha algo estranho. Eles não eram homens do Marco. Um deles encostou uma arma na cabeça de um médico. Doutor Nathan.
"Anda logo! Salvem o nosso chefe!" um dos homens latiu.
Alina estreitou os olhos. "Chefe?!"
O olhar dela foi para a cama de hospital no quarto. Um jovem estava deitado ali, o rosto pálido, sangue escorrendo de um ferimento no peito. Ele parecia ter a idade dela. No entanto, o homem mais velho entre eles o chamou de chefe.
"O que vocês estão esperando?!" um dos gangsters gritou, em pânico. "Salvem ele agora!"
Alina estudou eles de perto. Eles não eram homens do Marco. Uma onda de alívio a invadiu. Isso significava que o Marco ainda não sabia do pendrive do Axel. Por enquanto, ela ainda tinha tempo.
Sem hesitar, ela saiu do quarto dela. Aproveitando a oportunidade, ela deu um passo à frente, tentando negociar.
"Escutem, o chefe de vocês está em estado crítico. Se ele não receber tratamento imediato, ele vai morrer."
Mas o homem na frente levantou a arma para ela na hora.
"Fique para trás! Eu posso te matar a qualquer momento!"
Alina parou, levantando as duas mãos devagar. Os olhos dela foram para o Doutor Nathan, que estava tremendo de medo. O homem não ia conseguir trabalhar com uma arma encostada na cabeça dele.
Alina respirou fundo. Preciso agir rápido. Se o homem não abaixasse a arma, não só o chefe deles ia morrer—o Doutor Nathan podia virar a próxima vítima.
Num piscar de olhos, Alina se moveu. Com a velocidade de um raio, ela agarrou o pulso do pistoleiro, torcendo o braço dele para trás até—
CRAC!
O homem gritou de dor, a arma escapando da mão dele.
Antes que os outros pudessem reagir, Alina girou e chutou o bandido que estava segurando o Doutor Nathan como refém. O corpo dele bateu na parede, a arma tilintando no chão.
Os gangsters restantes congelaram, incapazes de acreditar no que tinha acontecido. Em volta deles, a equipe do hospital tinha começado a se reunir. Alguns pareciam chocados, outros aterrorizados.
Sussurros se espalharam entre eles.
"Quem é aquela mulher?"
"Ela é... não é uma pessoa comum."
Alina ignorou eles. Ela ficou de pé, o olhar afiado fixo nos gangsters restantes.
"Agora, vamos fazer o nosso trabalho. Ou vocês preferem que eu derrube vocês um por um?"
A tensão na sala engrossou. Alina tinha acabado de assumir o controle da situação. Os gangsters hesitaram, observando cada movimento dela com cuidado. Enquanto isso, o Nathan permaneceu congelado no lugar, o rosto pálido, ainda em choque com o que tinha acontecido.
"Ele precisa de cirurgia. A bala está alojada no peito dele", Alina disse firme.
Ela virou para o Nathan, que ainda estava imóvel.
"Doutor Nathan, não fique aí parado! Me ajude a levar o paciente para a sala de cirurgia!" ela ordenou, a voz afiada, sem deixar espaço para recusa.
O Nathan saiu do transe. As mãos dele ainda tremiam, mas ele sabia que não podia ficar congelado. Hesitante, ele se moveu para ajudar a Alina. Os gangsters, embora cautelosos, mantiveram distância e observaram.
A tensão no ar permaneceu grossa. Alina rapidamente instruiu a equipe médica a preparar a sala de cirurgia. Assim que os exames chegaram, o Nathan estudou os resultados com uma expressão sombria.
"Isso é ruim", ele murmurou, a voz instável.
Alina chegou mais perto, olhando para a tela. "O que foi?"
O Nathan respirou fundo antes de explicar. "A bala está muito perto do coração. Um cirurgião normal não consegue lidar com isso."
Alina franziu a testa. "Então o que a gente faz?"
O Nathan hesitou por um momento antes de dizer, "Só duas pessoas podem fazer essa operação. Doutor Borgio… e ele."
Alina estreitou os olhos. "Ele?" Ela não entendeu o que o Nathan quis dizer.
Sem perder tempo, Alina tomou uma atitude. Mas antes que ela pudesse se mexer, o Nathan agarrou o braço dela.
"Espere! Isso é perigoso!"
Mas Alina ignorou a preocupação dele, o olhar dela cheio de determinação.
"Não temos tempo. Se esperarmos por esses dois, o paciente vai morrer."
O Nathan ficou em silêncio. Ele sabia que a Alina não era de ser facilmente influenciada. Mas nos olhos dela, ele viu algo ainda mais assustador do que o próprio perigo—uma convicção absoluta.
Sem hesitar, a Alina começou a operação. O Nathan, inicialmente preocupado, observou de perto cada movimento dela. Mas quando ele viu a técnica dela—precisa, rápida e impecável—a preocupação dele, aos poucos, virou admiração. Ele reconheceu o método.
A cirurgia foi rápida e perfeitamente executada. No momento em que a bala foi removida, o Nathan não conseguiu conter a curiosidade dele.
"Onde você aprendeu essa técnica?" ele perguntou, ainda em choque.
Alina exalou e respondeu casualmente, "De um amigo num campo de refugiados."
O Nathan olhou fixamente para ela, a mente dele a mil. Então, sem hesitar, ele pronunciou um nome.
"Leonard Moreav?"
Os olhos da Alina se afiaram. "Você conhece o Leo?"
O Nathan fez um sinal de cabeça devagar. "Ele era o meu melhor amigo no passado."
A Alina ficou em silêncio, processando as palavras dele.
O Nathan continuou, "Tínhamos uma grande diferença de idade, mas eu sempre admirei ele. Ele era um gênio. A técnica que você usou… Era dele. Eu soube na hora."
A Alina ficou chocada. "Então, como vocês dois se conheceram?"
O Nathan respirou fundo antes de explicar, "O Leo costumava trabalhar neste hospital. Mas ele foi expulso por um crime que ele nunca cometeu. Algo aconteceu… algo que tirou tudo dele. Desde então, ele sumiu sem deixar rastros."
A Alina ficou parada, a mente dela a mil. Leo… O que realmente aconteceu com você?
Enquanto isso, os gangsters se aproximaram, ansiosos por notícias sobre o chefe deles. O Nathan explicou cuidadosamente a condição dele. Mas a Alina não estava mais prestando atenção.
Sem dizer uma palavra, ela se virou e saiu andando. Ela precisava entrar em contato com o Leo.
Mas o problema era—ela não tinha como contatá-lo. Desde o último encontro deles, o Leo tinha desaparecido completamente do radar dela. Sem número de telefone, sem endereço, sem vestígios.
Caminhando rapidamente pelo corredor do hospital, a mente dela corria atrás de soluções. Se ela não conseguisse contatar o Leo diretamente, ela tinha que encontrar outra pista.
Alina abriu o laptop e revisou os arquivos do Axel de novo. Os olhos dela percorreram cada linha de informação com cuidado. Até que finalmente, algo chamou a atenção dela—os próximos movimentos do Marco.
"Isso… pode ser a chave."
Se o Marco não estivesse ciente do pendrive ainda, ainda tinha tempo. Mas se ele já estivesse desconfiado, as coisas poderiam ficar muito mais perigosas.
A Alina fechou os punhos. "Eu preciso me mexer mais rápido."