Capítulo 102: Terror Mortal
Outro médico respondeu: 'Foi caótico na hora. Um paciente tava pirando e… um convidado importante chegou ao mesmo tempo. Toda a galera tava ocupada tentando controlar a situação, então… a supervisão foi frouxa.'
**Alina** encarou a cara pálida e machucada da irmã dela, a respiração pesada e irregular. Em silêncio, ela sabia… **Felis** não ia parar por aí. Isso era parte de um jogo bem mais cruel, um jogo bolado por um demônio bem mais doido do que ela imaginava.
Ela saiu do quarto da **Rania** no segundo andar, a cabeça em parafuso. O coração dela tava sangrando, cheio de tristeza e raiva. Mas, a poucos passos do quarto, um grito alto ecoou pelo corredor.
'Cuidado!!'
Um corpo caiu do andar de cima, batendo com tudo no chão lá embaixo. O som horrível do impacto ressoou por todo o hospital. Enfermeiras e pacientes correram pro local em pânico.
**Alina** se virou. Os passos dela congelaram quando ela viu o corpo jogado numa poça de sangue. Era a **Rania**.
'NÃOOOO!!' **Alina** gritou, caindo de joelhos perto do corpo da irmã. O crânio da **Rania** tava todo quebrado, o sangue jorrando sem controle. Não tinha pulso. Ela tinha morrido na hora.
O corpo da **Alina** tremeu. A visão dela embaçou. O mundo ao redor dela pareceu parar de rodar. Por anos, ela tinha visto a morte no mundo velho dela. Mas dessa vez… não era qualquer um. Era família. A única que ela tinha sobrado. E ela viu tudo com os próprios olhos.
O mundo da **Alina** tinha desabado. Não sobrou nada além de dor e vazio. Depois do enterro da **Rania**, o céu da noite pareceu estar de luto junto com ela. O vento soprava suave, levando folhas caídas e lembranças que se recusavam a sumir.
**Alina** ainda tava parada perto do túmulo da irmã, o corpo tremendo em silêncio. Do lado dela, o **Leo** tava calmo, a mão quente dele segurando a dela com delicadeza, a única âncora dela no meio da destruição.
Mas, de longe, um par de olhos tava olhando pra eles. O olhar era afiado, queimando de ciúmes e raiva fervendo. Ver a **Alina** e o **Leo** tão perto fez o peito dela apertar. Ela não podia mais fingir.
Com passos rápidos e furiosos, **Felis** se aproximou.
'Como você tá se sentindo?' ela sibilou perto da **Alina**, a voz dela pingando veneno. 'Satisfeita com o meu trabalho? Eu posso ser ainda mais cruel… contanto que você ainda esteja grudada no **Leo**.'
**Alina** virou a cabeça devagar, o olhar cheio de raiva ardente e tristeza. Sem falar nada, ela empurrou a **Felis** com força, fazendo a mulher cambalear pra trás.
O **Leo** foi pra frente na hora, ficando na frente da **Alina** pra proteger. A cara dele tava séria, o corpo tenso.
'Chega, **Felis**,' ele falou frio. 'Não pensa que eu não sei que jogo doido você tá jogando. Eu não vou deixar você encostar na **Alina**… ou em mais ninguém.'
A **Felis** apertou os olhos, mudando o olhar pra cima do **Leo**. A mágoa ainda tava lá.
Ela deu um sorriso, cheia de desafio. 'A gente vai ver… quem realmente ganha no final.'
Então ela foi embora, deixando o cheiro de ameaça no ar, grosso. A **Alina** apertou a mão do **Leo** com força. Dessa vez, ela não carregava só dor, mas determinação. A **Felis** tinha que ser parada. Não importa o que acontecesse.
Naquela noite, a **Felis** tava num hotel de luxo escondido no coração da cidade. Ela tava vestida provocante, um vestido preto mini justo, que mostrava as curvas dela, maquiagem forte que deixava ela com uma cara sexy e perigosa. Na frente dela, tava um homem rico e influente de meia-idade, conhecido pelo gosto dele por jogos imorais e selvagens.
A **Felis** chegou mais perto, os passos dela sensuais, os olhos brincalhões, o corpo balançando a cada passo lento.
'Você realmente sabe como deixar um cara louco, né?' o homem murmurou, sem conseguir tirar os olhos dela.
Enquanto ele puxava a **Felis** com força pra perto dele, ela fingiu que tava resistindo, um ato que ela tinha aperfeiçoado ao longo dos anos. Não porque ela tava com medo, mas porque ela sabia que quanto mais indefesa ela parecesse, mais os homens caiam na armadilha dela. A **Felis** brincava com fogo, e ela sabia como não se queimar.
Enquanto isso, no hospital, a **Alina** chegou cedo de manhã. O ar frio ainda não tinha levantado a tristeza que ainda assombrava ela. Mas hoje tava… diferente. Tinha uma tensão no corredor. As enfermeiras sussurravam umas pras outras, e alguns da equipe deram uns olhares estranhos pra ela.
'O que tá rolando?' a **Alina** perguntou, confusa.
Apenas alguns instantes depois, um médico chegou perto dela. '**Aileen**… você precisa ir pra sala de conferência principal. A diretoria do hospital tá te chamando.'
O coração da **Alina** afundou. 'Chegou um relatório novo ontem à noite. Acusações de abuso de autoridade e violência contra uma colega médica.'
A **Alina** ficou em silêncio. A visão dela embaçou por um segundo. **Felis**. Tinha que ser coisa dela. Mas antes que ela pudesse ir pra sala de conferência, uma jovem enfermeira se aproximou dela discretamente e botou um envelope pequeno na mão dela.
'Você precisa ver isso, doutora. É… sobre a **Felis**.'
A **Alina** abriu o envelope com cuidado. Dentro, tinham fotos da **Felis** com o homem da noite anterior, pegos em situações comprometedoras que poderiam acabar com a carreira de qualquer um, se fossem divulgadas.
Os olhos dela se apertaram. Pela primeira vez desde a morte da **Rania**, a **Alina** sentiu o controle voltar pras mãos dela.
Ela foi pra sala de conferência com passos firmes e confiantes. Tristeza, raiva e verdade agora estavam atrás dela, empurrando ela pra frente. Dentro da sala, o **Leo** já tava numa discussão acalorada com membros da diretoria do hospital. A voz dele tava alta, afiada, cheia de fúria.
'Vocês estão se baseando em um depoimento sem nenhuma prova sólida! Isso não é o tribunal pessoal da **Felis**!'
Alguns da diretoria pareciam desconfortáveis, mas o presidente, o **Dr. Arvan**, manteve um tom calmo, apesar da expressão dele estar cheia de si.
'Nós não vamos permitir que ninguém, nem mesmo alguém tão talentosa quanto a **Dra. Aileen**, viole a ética que defendemos.'
Naquele momento, a porta abriu. Todas as cabeças se viraram. A **Alina** entrou, a cara fria, o olhar penetrante, e a passada dela firme.
'A audiência ainda não começou oficialmente. Então me deixem apresentar algo antes de vocês continuarem com esse jogo.'
O **Dr. Arvan** franziu os olhos. '**Dra. Aileen**, você pode se defender depois—'
'Não precisa de depois,' a **Alina** interrompeu. Ela tirou um envelope marrom da pasta dela e jogou em cima da mesa.
O envelope se abriu. Fotos da **Felis** e do **Dr. Arvan** se espalharam pela mesa. Imagens claras de abraços íntimos, ações flertantes, interações inegáveis. Tudo fora do horário de trabalho, mas com os crachás oficiais do hospital ainda visíveis.
A sala ficou em silêncio. Um médico sênior levantou uma sobrancelha. 'Isso… é você e a **Felis**? **Dr. Arvan**?'
O **Dr. Arvan** se levantou de repente, em pânico. 'Isso é difamação! Quem te deu isso?!'
A **Alina** encarou ele. 'Eu não preciso revelar minha fonte. Mas eu sei que isso é o suficiente pra mostrar que as decisões de vocês não são mais imparciais. Vocês não têm o direito de julgar ninguém enquanto vocês mesmos violam o próprio juramento e as políticas que aplicam.'
A **Felis**, parada no fundo da sala, ficou pálida. A máscara elegante e esperta dela desmoronou na hora.
O **Leo** olhou pra **Alina** com olhos orgulhosos. 'O seu jogo acabou, **Felis**.'
Um dos membros da diretoria concordou com a cabeça. 'Com isso, nós declaramos a audiência suspensa. Vamos conduzir uma investigação completa, inclusive sobre o **Dr. Arvan**.'
A **Alina** respirou fundo. Pela primeira vez, a verdade tinha começado a pender pro lado dela.
Mas, bem no canto da sala, a **Felis** só sorriu de leve. 'Não vai ser tão fácil me derrubar.'