Capítulo 63: A Armadilha de Marco
O cheiro de fumaça, sangue e medo se misturou. O som de choro e gemidos serviu como pano de fundo da tragédia que acabara de acontecer.
**Alina** cerrou os punhos. Seus olhos queimavam de fúria enquanto ela encarava a destruição.
'**Marco**…' sua voz tremeu de emoção. 'Você é realmente um monstro!'
Ela se lembrou da cara dele. Aquele sorriso falso no tribunal, o olhar frio quando ele disse que o jogo tinha acabado de começar. Tudo isso… a explosão, as vítimas, a destruição, tudo fazia parte do plano dele.
**Leo** se virou para olhar para **Alina**, cujos olhos agora ardiam como fogo. 'Ele precisa ser parado, **Aileen**. Antes que mais vidas se percam.'
**Alina** assentiu lentamente, lágrimas caindo não de desespero, mas de uma determinação endurecida.
'Eu vou me certificar de que ele pague', ela sussurrou. 'Não apenas por nós… mas por cada alma perdida hoje.'
Depois de garantir que todos estavam seguros, **Alina** saiu e fez uma ligação em voz baixa, mas firme. Determinação brilhou em seus olhos, ela havia tomado uma grande decisão. Ela ia enfrentar **Marco** sozinha.
'**Leo**, por favor, cuide dos pacientes. Preciso ir um pouco', ela disse rapidamente.
**Leo** a observou desconfiado. Ele sentiu que ela estava escondendo algo.
'Ir aonde? Este não é o momento para segredos, **Aileen**.'
**Alina** hesitou. Seu coração tremeu, mas ela não podia arrastar **Leo** para isso. Este era o problema dela. Seu passado.
'Eu só… tenho algo pessoal para resolver.' Sua voz era baixa, mal audível.
**Leo** rangeu os dentes. Ele sabia que ela estava tentando protegê-lo, mas a inquietação entrou em seu peito.
**Alina** saiu e **Leo** a seguiu secretamente. Ele logo chegou na casa de **Marco**. Ele não pôde deixar de se perguntar como **Aileen** sabia exatamente para onde ir. **Alina** entrou no espaço privado de **Marco**.
'Você foi longe demais, **Marco**!' ela gritou.
O homem que estava relaxando casualmente sorriu com satisfação.
'Então você veio por fim, **Aileen** ou devo chamá-la de **Alina**?'
**Alina** congelou. Ele sabia quem ela era.
'Quem é **Alina**?' ela perguntou, fingindo esconder sua verdadeira identidade.
Mas **Marco** não era um homem facilmente enganado. Ele sabia a verdade sobre **Aileen** há muito tempo. E agora, ele não podia mais ser enganado.
'Pare de mentir. Eu sei quem você realmente é.'
'Tem certeza de que sou **Alina**?' A voz de **Alina** era baixa, quase um sussurro. Mas seu olhar era nítido, exigindo uma resposta.
'Claro', **Marco** sorriu. 'Desde que você invadiu meu depósito naquela noite, eu sabia quem você realmente era. Eu tenho te investigado. Eu nunca abaixei a guarda.'
Apenas então, passos ecoaram atrás da porta. **Leo** apareceu, sem fôlego, com os olhos arregalados em descrença.
'Você… você é realmente **Alina**?'
**Alina** engasgou. Ela se virou e seus olhos se arregalaram quando viu **Leo** parado na porta. Seu rosto estava cheio de choque e confusão.
Antes que ela pudesse responder, **Marco** riu sarcasticamente. 'Olha só. Até seu pequeno salvador não sabia quem você realmente é? Fascinante.'
**Leo** deu um passo à frente, os olhos fixos no rosto de **Alina**. E antes que alguém pudesse reagir, ele a puxou para seus braços. Quente. Cheio de saudade. E dor escondida.
'Então eu estava certo o tempo todo…' ele sussurrou no ouvido de **Alina**. 'Você é **Alina**… Mas como? Como você pode estar no corpo de **Aileen**?'
**Alina** não disse nada. Seu coração batia descontroladamente. O segredo que ela guardou por tanto tempo agora foi revelado… para a única pessoa que ela queria proteger mais.
'Chega de doces reuniões', a voz de **Marco** ecoou, fria e vingativa. 'Agora é minha vez… de acertar as contas!'
Com um estalar de dedos, um som mecânico ressoou do teto.
Clique!
Uma gaiola gigante desceu.
CLANG!
Em segundos, **Alina** e **Leo** foram presos dentro das barras de ferro resistente.
'O quê?!'
**Leo** instintivamente tocou as barras, procurando uma brecha. Mas naquele instante, eletricidade percorreu seu corpo.
'AAARGH!'
Ele foi jogado para trás, seu corpo batendo com força no chão. **Alina** gritou e correu para ele, em pânico.
'**Leo**! Você está bem?' Suas mãos cobriram o rosto dele, seus olhos cheios de preocupação.
**Leo** gemeu, tentando se sentar mesmo quando seu corpo tremia. Ele cerrou os dentes, tentando parecer forte para **Alina**.
'Eu… eu estou bem', ele sussurrou, embora fosse claramente uma mentira.
Enquanto isso, **Marco** estava do lado de fora da gaiola, rindo de satisfação.
'Olhe para você agora… o herói indefeso e a mulher com mil segredos. Patético.'
**Alina** olhou para ele. 'Deixe-nos ir, **Marco**. Isso é entre você e eu, não o arraste para isso!'
Mas **Marco** apenas riu, seu sorriso se alargando. 'Ainda falando de justiça? Depois de tudo que você fez? Não, **Alina**… hoje, eu estou no controle.'
As barras elétricas continuaram a zumbir, enchendo a sala com uma sensação sufocante de pavor. Cada faísca sussurrava de morte se aproximando.
'Então o que você quer?' A voz de **Alina** era nítida, mas calma. 'O que você quer de mim?'
**Marco** estreitou os olhos, então caminhou lentamente em direção à gaiola, seu sorriso gotejando de zombaria.
'O quê? **Alina** disposta a se sacrificar por um homem?' Ele riu alto e cruelmente. 'Depois de mudar para um novo corpo… você se tornou fraca. A antiga você não hesitaria em destruir qualquer um em seu caminho.'
Os punhos de **Alina** se cerraram. Seus olhos brilharam com dor e fúria há muito enterradas. 'Não pense que você me conhece, **Marco**. Eu não mudei, eu cresci. E você… você ainda é o mesmo. Um covarde sedento de poder.'
A risada de **Marco** morreu, substituída por um olhar frio. 'Como ousa…'
Apesar de seus ferimentos, **Leo** olhou para **Alina**. Admiração brilhou em seus olhos, juntamente com o medo.
**Alina** lentamente se levantou, sua postura firme mesmo atrás das grades. Uma aura de determinação irradiava dela.
'Se isso é sobre seu rancor contra mim, resolva comigo. Deixe **Leo** ir.'
**Marco** sorriu novamente, os olhos cheios de ódio.
'Não é tão fácil, **Alina**. Você vai perder tudo… como antes.'
A mandíbula de **Alina** se contraiu, seus olhos brilhando.
'Não pense que você vai escapar de novo.'
**Marco** se aproximou, sua voz baixa, mas nítida.
'É mesmo?' ele zombou. 'Eu tenho uma condição para deixar **Leo** ir.'
**Alina** o observou cautelosamente, a mandíbula cerrada.
'Diga. Qual é a condição?'
**Marco** parou a poucos centímetros das grades, seu sorriso se alargando.
'Mostre-me que você pode se submeter. Torne-se minha. Sirva-me completamente. Se você se rebaixar… ou entregar seu corpo. Hoje à noite.'
**Alina** congelou. Sua respiração parou. Suas palavras atingiram como um tapa. Atrás dela, **Leo** tentou se levantar, embora seu corpo ainda tremesse com o choque.
'Você é nojento', **Alina** rosnou.
**Marco** riu suavemente. 'Talvez. Mas eu estou no controle agora. Escolha, **Alina**. A liberdade de **Leo**… ou sua honra.'
O silêncio caiu. O zumbido elétrico das barras parecia contar o tempo. **Alina** ficou imóvel, seus ombros tensos, mas seus olhos… estavam em chamas. Não de medo, mas de raiva ardente.
'Não, **Alina**! Não faça isso!' A voz de **Leo** quebrou o silêncio, cheia de desespero. Ele se esforçou para ficar de pé apesar da dor. 'Não jogue fora sua dignidade só para me salvar!'
**Alina** se virou rapidamente, olhando para **Leo**. Seu coração se partiu. Ela sabia o quão sincero ele era… sincero demais para um mundo tão cruel.
'**Leo**… isso não é sobre minha honra', sua voz era suave, mas profunda. 'É sobre quem deve ser salvo primeiro.'
**Marco** cruzou os braços, apreciando o teatro que se desenrolava diante dele.
'Decida-se rápido, **Alina**. O tempo está passando e **Leo** não parece que vai durar muito mais naquela gaiola.'
**Alina** fechou os olhos por um momento, então respirou fundo. Quando ela os abriu, seu olhar era diferente. Frio. Calculado.
'Tudo bem…' ela disse suavemente, fazendo **Marco** levantar uma sobrancelha. '…eu dançarei.'
**Marco** assobiou. 'Finalmente. Assim, de repente?'
Mas **Alina** deu um passo à frente, a apenas um centímetro das barras. Ela deu um sorriso fraco, não de rendição, mas… um aviso.
'Mas depois que eu dançar… eu vou garantir que você nunca mais fique de pé.'