Capítulo 44: A Transação de Marco
A noite foi chegando e a **Alina** finalmente terminou o turno dela. Com passos leves mas cuidadosos, ela saiu do hospital, deixando aquele prédio enorme para trás. Hoje à noite, ela tinha uma missão perigosa.
O destino dela era claro: uma boate de luxo exclusiva, conhecida pelas regras rigorosas na entrada. Só certas pessoas podiam entrar, com convite ou senha secreta. Era ali que o **Marco**, o cara que ela estava investigando, supostamente fazia seus negócios ilegais.
Mas sem acesso, a **Alina** sabia que chegar perto não ia ser fácil. Então, ela escolheu a única opção que tinha — disfarce.
Rapidinho, ela trocou de roupa. Agora, ela vestia um conjunto de lingerie preto, bem sensual, com uma rede que grudava no corpo dela. Saltos altos davam aquele toque, e um véu fino cobria um pouco o rosto, só deixando o olhar afiado dela à mostra.
Ajustando a postura e os movimentos como uma dançarina profissional, a **Alina** caminhou confiante em direção ao segurança da entrada.
Agora, ela só precisava falar a senha certa. Mas antes que ela pudesse abrir a boca, uma voz grave e firme a parou.
"Espera! Ela tá comigo."
A **Alina** congelou. Um homem bonito, de terno caro, estava do lado dela. O rosto dele era desconhecido, mas tinha algo nele que parecia estranhamente familiar. Os olhos dele, que pareciam furar, irradiavam confiança, como se tivessem realmente chegado juntos.
Sem hesitar, o homem estendeu o braço — um sinal silencioso que ela tinha que seguir.
Engolindo a confusão, a **Alina** deu um sorriso de leve. "Valeu pela ajuda," ela murmurou, pegando no braço dele.
O segurança assentiu e se afastou. Eles passaram pela entrada sem levantar suspeitas.
Lá dentro, as luzes fracas revelavam o interior luxuoso da boate, cheio de gente da alta sociedade. A música pulsava no ar, misturada com os cheiros de álcool e perfume caro.
Mas a **Alina** não estava distraída com a atmosfera. Os olhos dela foram direto para o salão, procurando o único homem que ela tinha ido buscar — o **Marco**.
Quando ela estava quase indo mais fundo na boate, o estranho que tinha ajudado ela de repente soltou o braço dela e chegou mais perto, sussurrando no ouvido dela.
"Cuidado. Tem muitos lobos aqui, prontos pra devorar uma coelhinha perdida."
Antes que a **Alina** pudesse responder, o homem sumiu nas sombras, deixando um mistério no ar.
Sem perder tempo, a **Alina** continuou procurando. Mas antes que ela achasse o **Marco**, um homem bombado com uma tatuagem no pescoço chegou perto dela.
"Ei, você! Vem cá!" A voz dele era grossa, o tom não dava margem pra recusa. "Vem comigo. O chefe tá esperando."
A **Alina** assentiu sem reclamar. No disfarce dela, até o menor erro podia ser fatal.
O homem levou ela por um corredor até uma sala mais reservada. Assim que a porta abriu, o cheiro forte de álcool e fumaça de charuto encheu as narinas dela. A cena ali dentro era mais selvagem do que qualquer coisa que ela tinha visto.
No centro da sala, o **Marco** estava relaxando, com duas mulheres grudadas nele. Risadas e gemidos se misturavam com a música alta, enquanto os homens dele se divertiam com as acompanhantes da boate em sofás de couro macios.
A **Alina** ainda estava tentando absorver a cena quando o homem que a trouxe empurrou ela com força.
"Anda logo e faz o teu trabalho!" A voz dele era grossa, quase ameaçadora.
A **Alina** quase se assustou, mas logo se controlou. Ser dançarina significava saber como dominar um palco. E hoje à noite, o palco era dela.
Uma plataforma pequena estava no meio da sala, com um poste brilhando sob as luzes fracas. A **Alina** foi para a frente, passando os dedos no metal frio antes de começar a se mexer.
Ela dançou com fluidez, o corpo dela balançando num ritmo sedutor. Cada movimento era intencional, controlado. Ela não estava dançando pra entreter eles — ela estava dançando pra dominar a sala.
No canto do olho, ela viu a expressão do **Marco** mudar. O sorriso dele aumentou, o olhar dele escurecendo de desejo. Ele se levantou, chegando perto dela devagar.
A mão dele se estendeu, pronta pra tocar na pele dela. Mas antes que ele pudesse, alguém entrou na sala. Duas garotas foram levadas pra dentro, com os rostos inocentes e assustados. A **Alina** prendeu a respiração. O homem que as trouxe falou com a voz baixa mas clara.
"Ainda não encostaram nelas."
O **Marco** sorriu de canto, os olhos dele predadores percorrendo as garotas. A **Alina** apertou os punhos atrás do disfarce dela. Era por isso que ela estava ali. Hoje à noite, ela não estava só se apresentando — ela estava caçando evidências contra o **Marco**. Com um leve aceno do **Marco**, um dos homens dele se mexeu.
Um homem com cara de arrogante foi para a frente, carregando uma maleta preta. A expressão dele continuou fria enquanto ele abria, revelando dinheiro empilhado e bem organizado. Ele inspecionou o dinheiro rápido, passando os dedos nas notas. Satisfeito, ele fechou a maleta e virou para sair.
Mas a **Alina** notou algo que ele não notou. Dois homens do **Marco** seguiram ele — sombras silenciosas com intenções sanguinárias. Os minutos passaram. O homem nunca voltou. Depois, os homens do **Marco** entraram de novo, carregando a mesma maleta preta. As expressões deles continuaram indecifráveis, como se nada tivesse acontecido. Um deles chegou perto e murmurou para o **Marco**.
"Ele foi cuidado, chefe."
A **Alina** segurou a reação dela. Aqueles canalhas tinham acabado de executá-lo. Mas ela não podia se dar ao luxo de errar. Ela continuou se mexendo, o corpo dela seguindo a música, mesmo com a raiva fervendo dentro dela. O **Marco** fez um gesto com a mão, e a atmosfera mudou.
Os homens dele levaram as duas garotas embora, com o destino incerto. As mulheres que estavam entretendo o **Marco** também foram dispensadas. Agora, só a **Alina** e o **Marco** ficaram. Ele chegou mais perto, os olhos dele selvagens de luxúria. Ele estendeu a mão, mas a **Alina** se mexeu primeiro.
Ela chegou mais perto, encostando o corpo dela no dele, fingindo agressividade. Com os dedos delicados, ela pegou um copo da mesa, colocando uma bebida com um floreio tentador.
Mas antes que o líquido enchesse o copo, ela colocou algo dentro — um pó incolor que dissolveu na hora. Virando de volta para ele, ela sorriu sedutoramente, oferecendo a bebida.
"Bebe primeiro, chefe," ela sussurrou.
O **Marco** sorriu, satisfeito, e pegou o copo das mãos dela. Sem desconfiar, ele virou a bebida de uma vez. A **Alina** esperou. Em minutos, o corpo dele enfraqueceu. Os olhos dele lutavam pra ficar abertos, a consciência dele escorregando. E então
Tum!
O **Marco** caiu, a cabeça dele batendo na mesa antes de desabar no chão. A **Alina** olhou pra ele por um momento, garantindo que ele estava realmente inconsciente. A respiração dela se acalmou — mais um passo perto do objetivo dela.
Sem perder tempo, ela se mexeu rápido. Com facilidade e prática, ela saiu da sala, mantendo a postura relaxada pra não chamar a atenção. Lá fora, dois seguranças do **Marco** trocaram olhares e riram.
"Foi rápido hoje à noite," um deles zombou.
"Aquela dançarina deve ser muito boa no trabalho dela."
Eles não suspeitavam de nada. Mas o tempo passava, e quando o **Marco** ainda não tinha saído, a inquietação tomou conta deles.
"Por que tá demorando tanto?" Um deles franziu a testa.
Finalmente, eles decidiram verificar. Quando viram o chefe deles jogado no chão inconsciente, o pânico tomou conta.
"Merda! O que aconteceu?! O chefe tá apagado!"
Sem hesitar, eles saíram correndo da sala, procurando a dançarina. Mas a **Alina** já tinha ido embora. Ela tinha trocado de roupa em uma sala vazia, agora disfarçada de garçonete da boate. Vestindo um uniforme preto simples e com o cabelo preso, ela passou pelos homens do **Marco** com uma passada calma e tranquila.
Eles nunca notaram ela. Muito ocupados xingando de frustração, eles vasculharam a boate, sem saber que a mulher que estavam caçando já tinha escapado por entre os dedos deles.
"Droga! Pra onde diabos ela foi?!"