Capítulo 13: Negócio no Mercado Negro
Esse lugar ainda é o mesmo. Escuro. Cheio das sombras da morte.
**Alina** respirou fundo. "A última vez que eu estive aqui, quase morri. Mas desta vez… eu não vou perder."
Ela estava parada na frente de um depósito abandonado. O prédio estava detonado, suas luzes externas piscando fracamente, como se não quisessem iluminar a escuridão ao redor. Por fora, o lugar parecia vazio, mas no momento em que ela entrou, a atmosfera mudou drasticamente. O ar estava espesso com o cheiro de fumaça e metal, e o murmúrio de negócios ilícitos ecoava dos cantos.
Um mercado negro. Aqui, dinheiro era tudo. E a vida não passava de uma mercadoria.
Com passos confiantes, **Alina** se moveu pela multidão, seu olhar afiado procurando alguém nas sombras. No momento em que o viu, ela não hesitou. Um homem grande com tatuagens descendo pelos dois braços estava relaxado na cadeira, conversando com algumas outras pessoas.
"**Jiro**", ela chamou, sua voz baixa, mas firme.
O homem se virou, seus olhos se estreitando em suspeita. A mulher à sua frente era desconhecida, mas sua voz… algo nela o fez parar. "Quem é você?"
**Alina** sorriu de canto. "Alguém que sabe muito sobre você. E sobre **Alina**."
**Jiro** se enrijeceu. Aquele nome o atingiu como um soco no peito. "Onde você ouviu esse nome?"
"Ela te salvou uma vez, não foi? Quando você estava sangrando?" **Alina** encontrou seu olhar, firme. "Eu a conhecia bem. Ela confiava em mim."
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Por um momento, **Jiro** a estudou, seus olhos procurando. Seu rosto era diferente, assim como a maneira como ela se vestia. Mas havia algo familiar em seu olhar. Ele queria negar, mas no fundo, uma parte dele a reconheceu.
"O que você quer?" ele finalmente perguntou, com a voz mais grave.
"Vacinas contra tétano, suprimentos médicos e sangue. Eu preciso de muito."
**Jiro** se recostou na cadeira, considerando. "Esse tipo de estoque é difícil de conseguir aqui. E eu não administro uma instituição de caridade."
**Alina** sorriu de canto. "Eu tenho dinheiro. Só preciso das suas conexões para garantir que tudo corra bem."
**Jiro** a estudou por um longo momento antes de assentir levemente. "Tudo bem. Mas tenha cuidado. Este lugar não é seguro — especialmente para alguém carregando o nome **Alina**."
Ela encolheu os ombros, aparentemente indiferente, embora permanecesse alerta. 'Eu entendi os riscos há muito tempo.'
**Jiro** exalou. "Tem alguém que pode conseguir o que você precisa. O nome dele é **Vasko**. Ele é um grande corretor aqui. Mas lembre-se, ele é ganancioso e implacável. Você não pode confiar totalmente nele."
**Alina** assentiu. "Onde posso encontrá-lo?"
**Jiro** olhou para o outro lado da sala. Um homem careca em uma jaqueta de couro estava sentado cercado por alguns de seus homens, rindo alto enquanto tomava um gole de sua bebida.
"Aquele é ele", **Jiro** murmurou. "Mas ele não vai falar facilmente."
Os lábios de **Alina** se curvaram ligeiramente. "Eu tenho meus jeitos."
Sem hesitar, ela caminhou em direção à mesa de **Vasko**, pronta para entrar em um jogo muito mais perigoso do que um mero reencontro.
**Vasko** a examinou da cabeça aos pés, avaliando a mulher que acabara de se aproximar dele. Um de seus homens imediatamente se adiantou para bloquear seu caminho.
"Pare por aí. Quem é você?" Um homem com cicatrizes e cabelo raspado falou rudemente.
**Alina** permaneceu calma. "Eu preciso falar com seu chefe."
**Vasko** levantou a mão, sinalizando para seu homem sair do caminho. "Interessante. Não são muitas mulheres que vêm até mim com tanta confiança. O que você quer?"
**Alina** puxou uma cadeira e se sentou sem ser convidada. "Eu preciso de suprimentos médicos e sangue. E eu sei que você pode consegui-los."
**Vasko** riu. "Você acha que eu ajudaria uma estranha?"
**Alina** pegou uma adaga da mesa, girando-a entre os dedos com precisão sem esforço. Então, com um movimento rápido do pulso, ela a jogou na lâmpada pendurada.
Trak!
A lâmina cortou o fio perfeitamente, fazendo a lâmpada balançar violentamente, lançando sombras trêmulas pela sala.
Vários homens se tensionaram, mas **Vasko** apenas sorriu. "Interessante. Eu gosto de mulheres ousadas."
"Eu não estou brincando, **Vasko**", disse **Alina** secamente. "Eu preciso desses suprimentos. E eu sei que você pode fornecê-los."
**Vasko** estreitou os olhos. "Por que você tem tanta certeza de que eu vou cooperar?"
**Alina** se inclinou para trás. "Porque eu sei muito sobre você. Como seu acordo secreto com um funcionário da cidade há três meses. Ou como você vende informações para o maior lance."
**Vasko** ficou em silêncio, então sorriu de canto. "Tudo bem. Você tem minha atenção. Mas tudo tem um preço."
**Alina** tirou um envelope grosso, colocando-o sobre a mesa. "Mais do que o suficiente para valer a pena."
**Vasko** abriu o envelope, um sorriso satisfeito se formando. "Você sabe como fazer negócios."
Ele se levantou e gesticulou para ela seguir. Logo, **Alina** se viu no banco do passageiro de seu carro enquanto eles corriam pelas ruas escuras, levantando poeira em seu rastro.
"Você tem certeza de que este lugar é seguro?" ela perguntou, sem se preocupar em olhar para ele.
**Vasko** riu, com uma mão preguiçosamente no volante. "Não se preocupe, moça. Tudo está resolvido."
**Alina** não estava convencida. Ela sabia exatamente quem **Vasko** era — um homem astuto que sempre tinha um plano de reserva. Mas por enquanto, ela tinha que entrar no jogo.
Depois de alguns minutos, eles chegaram a um antigo depósito na periferia da cidade. Luzes fracas iluminavam caixotes de madeira empilhados lá dentro. Vários homens armados faziam a guarda, seus olhos aguçados.
**Vasko** saiu primeiro, falando brevemente com um homem corpulento. **Alina** ficou parada, observando cada movimento. Algo não parecia certo. Momentos depois, **Vasko** fez um sinal para ela entrar.
Dentro, caixotes cheios de remédios e bolsas de sangue enfileiravam as paredes. À primeira vista, tudo parecia em ordem. **Alina** inspecionou os produtos, sentindo a tensão no ar.
'Tem algo errado.'
"Isso não é o suficiente", ela disse.
**Vasko** fingiu inocência. "O que você quer dizer? Conte de novo."
A paciência de **Alina** diminuiu. "Não brinque comigo, **Vasko**."
**Vasko** sorriu, os olhos brilhando com engano. "Parece que o preço mudou."
**Alina** entendeu instantaneamente. Era uma armadilha.
"Então esse era o seu plano?" sua voz era baixa, misturada com um aviso.
**Vasko** se aproximou, abaixando a voz. "Você poderia pagar de outra forma, querida." Seus olhos escureceram com arrogância.
**Alina** se moveu em um instante. Ela puxou uma faca do casaco, pressionando-a contra sua garganta antes que ele pudesse reagir. Seus olhos se arregalaram de choque e, antes que ele pudesse revidar, ela enfiou o cotovelo em suas entranhas, fazendo-o cambalear para trás.
Um dos homens de **Vasko** estendeu a mão para pegar sua arma, mas **Alina** foi mais rápida. Ela puxou sua pistola e atirou. A bala atingiu o ombro do homem, jogando-o no chão com um grito de dor.
**Vasko** tentou revidar, mas **Alina** não lhe deu chance. Com um chute rápido, ela o derrubou e bateu com a coronha de sua arma em seu pescoço. Ele desabou, inconsciente.
Sem perder tempo, ela pegou seu dinheiro, carregou os suprimentos médicos em uma caixa de resfriamento e fugiu em seu carro antes que os homens de **Vasko** pudessem reagir.
No espelho retrovisor, o depósito desapareceu na distância.
"Eu não posso voltar de mãos vazias. A vida de alguém depende disso."
O carro correu para a noite, deixando um rastro de poeira para trás.
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Enquanto isso… Dentro do prédio mal iluminado, um subordinado nervoso segurava seu telefone com força, suor escorrendo em sua testa.
"Chefe, temos um problema. Alguém invadiu o depósito." Sua voz tremia. "Ela pegou os remédios e o estoque de sangue."
Silêncio. Então uma voz fria respondeu. "Encontre-a. Se necessário… elimine-a."