Capítulo 60: A Armadilha do Amor
As palavras ecoaram na cabeça de Alina. Mas ela não mostrou nenhuma reação. Ela só soltou um sorrisinho, aí olhou pra mulher com um olhar que fez a outra ficar calada.
"Você tem tempo pra se meter na vida dos outros, mas não pra melhorar as suas habilidades?" Alina falou baixinho, mas com firmeza. "Eu te dou pena."
Sem esperar mais, Alina saiu andando, deixando a doutora com a cara toda vermelha de raiva e vergonha. Só que ela não sabia que tudo tinha sido gravado pelas câmeras de segurança do hospital.
E não demorou muito pra essa doutora receber uma bronca direto do Leo.
Depois desse bafafá, ninguém mais se atreveu a provocar Alina abertamente. Mas isso não significou que pararam. Em vez disso, eles procuraram outras formas de se vingar.
Alguns médicos começaram a manipular os pacientes, convencendo eles a procurar tratamento com outros médicos, como se a Alina não fosse uma boa escolha. Começaram uns boatos, criando um clima cada vez mais chato.
Por outro lado, a doutora que tinha peitado a Alina tava ocupada com outro plano: ficar dando em cima do Leo todo dia. Com toda a confiança, ela tentava chamar a atenção dele, usando todas as táticas pra ele se interessar.
Mas foi tudo em vão. O Leo não tava nem um pouco a fim. Na real, na frente da Alina, ele não hesitou em mostrar que não curtia ela.
"Sai daqui", ele falou frio, quando a mulher tentou de novo chamar a atenção dele.
"Mas, Dr. Leo—"
"Sai agora!" ele repetiu, dessa vez com um tom mais firme.
Se obrigando a disfarçar o constrangimento, a doutora finalmente foi embora, deixando o Leo e a Alina sozinhos.
A Alina, que tinha visto tudo, deu uma risadinha. "Você não se sente tentado por ela?" ela provocou. "Ela é bonita e tem um corpão. Todo homem gosta de mulher assim."
O Leo virou pra ela, com o olhar afiado e cheio de certeza.
"Eu não", ele negou, seco.
A Alina franziu a testa, intrigada com a resposta dele. "Então que tipo de mulher você gosta?" ela perguntou curiosa.
O Leo não respondeu de cara. Em vez disso, ele ficou olhando pra ela com mais intensidade, fazendo a Alina se sentir meio incomodada com aquele olhar.
"Hoje à noite", ele finalmente falou, com a voz baixa, mas cheia de significado. "Vem comigo. Eu vou te mostrar que tipo de mulher eu gosto."
Depois que saiu do escritório do Leo, a doutora peitou a Alina mais uma vez. Dessa vez, o sorriso dela tava cheio de ódio, bem escondido.
"Só porque o Leo te escolheu, não ache que você ganhou o coração dele", ela zombou. "Nossa briga não acabou."
A Alina só suspirou, com preguiça de responder. Ela não tinha tempo pra drama besta. Então, sem falar nada, ela saiu andando, deixando a mulher frustrada.
Naquela noite, num bar, a Alina tava sentada com o Leo e vários outros médicos. Tinha uma musiquinha suave no fundo, e o ambiente tava cheio de risadas e bate-papo. Só que a Alina ainda não tava entendendo qual era o motivo daquele encontro.
"Então, qual é o motivo, Leo?" ela perguntou curiosa.
O Leo só soltou um sorriso misterioso, deixando a Alina ainda mais desconfiada.
Um outro médico deu um tapinha no ombro dela, rindo. "Você não sabe, Aileen? Hoje é o aniversário do Dr. Leo, e ele tá pagando a bebida pra gente!"
A Alina virou pro Leo, levantando a sobrancelha, como se estivesse pedindo confirmação.
O Leo só deu um sorrisinho. "Eu queria comemorar com todo mundo", ele falou numa boa.
A Alina ficou calada, meio surpresa que ele tinha convidado ela também. Mas o clima de união não durou muito.
Num canto da sala, a Rina, a doutora que tinha tentado chegar perto do Leo, tava planejando outra coisa.
Silenciosamente, ela jogou alguma coisa na bebida do Leo. O pó branco se dissolveu sem deixar rastros, se misturando perfeitamente com o líquido transparente no copo dele.
Depois de garantir que tudo tava saindo como planejado, a Rina levantou o copo. "Um brinde ao Dr. Leo!" ela gritou animada.
Sem desconfiar de nada, o Leo fez o mesmo, levantando o copo e bebendo tudo de uma vez. A Rina sorriu, satisfeita.
Naquele momento, a Alina tava no banheiro, sem saber o que tava acontecendo. E em poucos minutos, a droga fez efeito. A visão do Leo ficou borrada, a cabeça dele pesou, e o corpo dele ficou fraco.
A Rina rapidamente fingiu que tava ajudando ele. "Você tá bem? Parece que você bebeu demais", ela falou com falsa preocupação.
O Leo não conseguiu responder. A consciência dele tava indo embora. Vendo a chance dela, a Rina não perdeu tempo e levou ele pra um quarto de hotel que ela tinha reservado antes.
Naquela noite, ela tava decidida a fazer com que a Alina nunca ficasse com o Leo.
Quando a Alina voltou pra mesa, o Leo e a Rina já tinham sumido. Uma sensação ruim tomou conta dela. Sem perder um segundo, ela correu pra procurar eles.
Enquanto isso, no quarto de hotel, a Rina começou a desabotoar a camisa do Leo, cheia de malícia. Um sorriso satisfeito surgiu nos lábios dela enquanto ela assistia ele se debater, com o corpo muito fraco por causa da droga que ela tinha colocado nele.
"Leo, aproveita", ela sussurrou maldosamente. "O veneno só vai ser curado se a gente ficar junto. Então, se você quiser sobreviver, deixa eu te ajudar."
O Leo rangeu os dentes. Ele ainda tinha um pouco de consciência, e sabia o que tava acontecendo. Mas o corpo dele se recusava a responder direito. Quando a Rina tava prestes a ir além—
PAFT!
Um golpe forte atingiu a nuca dela. A Rina cambaleou e caiu, desacordada.
Atrás dela, a Alina tava parada, respirando com dificuldade, com a cara cheia de fúria. Sem perder tempo, ela tirou o Leo da cama e carregou ele pra fora.
No corredor do hotel, o corpo do Leo foi ficando mais fraco, mas os efeitos da droga só aumentaram. Ele começou a se comportar de forma estranha, puxando a Alina pra perto, inalando o cheiro dela com respirações quentes que faziam ela se arrepiar.
"Leo, acorda! Sou eu, Aileen!" ela gritou, em pânico.
Mas o Leo não ouviu. Os olhos dele escureceram, cheios de algo que não era realmente ele.
Com dificuldade, a Alina arrastou ele pra outro quarto de hotel. Rapidamente, ela levou ele pro banheiro, ligou a água fria e jogou ele na banheira.
O Leo rosnou quando a água tocou a pele dele. Mas, em vez de fazer ele ficar sóbrio, a reação foi o contrário. Ele se levantou da água, com o olhar fixo na Alina, com uma intensidade que fez o coração dela disparar.
De repente, o Leo puxou ela pra um abraço, pegando a Alina de surpresa.
A pegada dele era firme, mas algo nos olhos dele tinha mudado. O desejo selvagem tinha suavizado, como se ele estivesse percebendo quem tava na frente dele.
Os olhos deles se encontraram em silêncio. Por um momento, o tempo pareceu parar.
Inconscientemente, o Leo abaixou a cabeça, com o rosto se aproximando do dela. E antes que ela pudesse protestar, os lábios deles se tocaram.
Tum!
A Alina congelou, com o peito batendo forte. Ela devia empurrar ele. Ela devia resistir. Mas, por algum motivo, ela não conseguiu.
O beijo, que começou com um toque leve, foi aprofundando aos poucos. Quente e sincero, como se o Leo estivesse procurando algo além de apenas uma cura para o corpo dele.
No entanto, antes que as coisas pudessem ir mais longe, a Alina finalmente recuperou a consciência. Juntando toda a força que ainda tinha, ela empurrou o Leo.
"Leo, chega!" ela gritou.