Capítulo 18 O Esforço para Salvar Lana
Alina entrou correndo na sala de operações, empurrando a maca onde Lana estava, com sangue escorrendo das feridas de bala na cabeça e na perna. A respiração de Alina estava irregular, seu coração batendo como um tambor de guerra. Essa não era uma paciente qualquer. Essa era Lana. Sua amiga. Alguém que parecia uma irmã.
Momentos depois, Leo apareceu na porta, com o rosto pálido enquanto observava a cena.
"O que aconteceu?" Sua voz estava pesada de preocupação. "Eu ouvi relatos sobre uma enfermeira ferida... não me diga—"
Alina não conseguiu responder. Ela apenas balançou a cabeça, seus olhos cheios de desespero.
Leo se aproximou, avaliando rapidamente a condição de Lana. "Eu vou assumir. Você espera lá fora."
"Não!" Alina agarrou imediatamente o braço de Leo. "Eu preciso ficar. Eu posso ajudar."
Mas no momento em que Alina tocou em Leo, um sentimento indesejado surgiu em sua mente.
'Ugh, mesmo agora meu coração acelera só de vê-lo... corpo estúpido!' ela pensou.
"Aileen," Leo olhou para ela bruscamente. "Você quase desmaiou agora. Você não está estável, suas mãos estão tremendo. Esta é uma cirurgia de alto risco. Se você escorregar, mesmo uma vez, Lana pode morrer."
"Por favor..." A voz de Alina tremia. "Eu não posso simplesmente sentar e não fazer nada. Deixe-me ficar."
Leo balançou a cabeça com firmeza. "Confie em mim! Eu vou salvá-la. Mas você precisa sair. Agora."
Mordendo o lábio, lágrimas encheram os olhos de Alina. Ela sabia que Leo estava certo. Se ela se forçasse a entrar assim, ela só seria um fardo.
Com passos pesados, ela deixou a sala de operações. A porta fechou atrás dela com um baque suave, mas foi alto o suficiente para deixar seu peito vazio.
Lá fora, Alina encostou-se na parede, cerrando os punhos com força. Pensamentos sombrios a atormentavam. 'E se Lana não conseguir? E se tudo isso for culpa minha por ser descuidada?'
"Por favor... aguente firme, Lana," ela sussurrou.
Dentro do centro cirúrgico, Leo se moveu rapidamente. Suas mãos estavam firmes, seu rosto concentrado e confiante. Ele abriu cuidadosamente a ferida na perna de Lana, procurando a bala alojada profundamente na carne. Logo, ele a encontrou e a extraiu lentamente com pinças.
Clink!
A bala caiu na bandeja de aço inoxidável preparada pela enfermeira.
"Ferimento na perna limpo. Bala fora," ele murmurou.
Mas quando ele se virou para a ferida na cabeça, a atmosfera mudou. A bala estava perigosamente perto do tecido vital. Assim que ele tentou removê-la, o monitor ao lado dele tocou alto.
"Ruptura do vaso sanguíneo... sangramento intracraniano," ele sibilou. "Droga."
Lá fora, Alina andava ansiosamente. Seu coração acelerou quando o alarme de emergência soou de dentro.
"Um alarme? O que está acontecendo com Lana?" ela sussurrou, tentando espiar pela pequena janela da porta, mas não conseguia ver nada.
Dentro, Leo acionou o alarme de assistência. Suas mãos se moveram rapidamente para controlar o sangramento no cérebro de Lana. A situação era crítica, o tempo estava passando rápido.
"Eu prometo, Lana... você não vai morrer na minha mesa," Leo sussurrou antes de voltar a se concentrar em salvar a vida à sua frente.
Mais pessoal médico entrou correndo com equipamentos adicionais, tornando a sala ainda mais tensa. Tudo o que Alina podia fazer era juntar as mãos com força, orando por boas notícias.
Mais de uma hora se passou desde que Leo começou a operação, mas ainda não havia nenhuma atualização. Alina sentou-se em um banco de espera, com as mãos frias, os dedos pálidos de tanto apertar. Seu olhar estava fixo no chão, mas sua mente estava cheia dos piores cenários.
"Por que tinha que ser a Lana...?" ela murmurou. A culpa a atingiu como ondas implacáveis. 'Se ao menos eu tivesse estado mais alerta... se ao menos eu pudesse ter impedido...'"
As lágrimas vieram livremente, além de seu controle.
Quando a porta da sala de operações finalmente abriu, Alina pulou de pé. Mas era apenas um assistente médico saindo com equipamentos usados. Não Leo. Não as boas notícias que ela tanto queria.
Ela caiu de volta, enxugando as lágrimas com o dorso da mão, mas seu coração só se sentiu mais caótico. Cada segundo parecia uma punição.
Silenciosamente, repetidas vezes, ela orou. "Por favor, salve-a... por favor... quem estiver ouvindo... não tire Lana de nós."
Memórias de Lana piscaram em sua mente. Seu sorriso bobo. Sua voz alegre todas as manhãs. A maneira como Lana sempre sabia quando Alina precisava de alguém, mesmo sem palavras.
"Eu não estou pronta para perdê-la..." Alina sussurrou, mal audível para si mesma.
Então outro pensamento surgiu—Leo. 'E se ele falhar? E se mesmo as habilidades de Leo não forem suficientes?'
O pensamento deixou os joelhos de Alina fracos. Ela se moveu em direção à porta do centro cirúrgico, quase abrindo-a. Mas ela parou logo ali, encostando a testa na superfície fria.
"Leo... por favor... salve-a."
Dentro, Leo ainda estava correndo contra o relógio. O sangramento cerebral de Lana se recusava a parar. Suas mãos se moviam rápido, precisas, calculadas.
"Estabilize a pressão arterial dela! Aumente o volume da transfusão!" ele ordenou à equipe.
Depois de vários minutos críticos, o sangramento finalmente diminuiu. Leo soltou um breve suspiro, mas sabia que não havia acabado.
"Mais um passo... aguenta firme, Lana."
Lá fora, Alina ainda estava esperando. Ainda orando. Ainda apegada à sua última esperança em Leo e a um pequeno milagre naquela noite.
O tempo parecia congelado. A cirurgia se arrastou por horas, e antes que Alina percebesse, a noite tinha se transformado em manhã. O céu do lado de fora da janela mostrava indícios de roxo escuro, sinalizando que a aurora estava próxima.
As luzes da base militar ainda estavam acesas, mas a atmosfera estava mais silenciosa do que o normal.
Alina ainda estava fielmente esperando do lado de fora do centro cirúrgico. Seu corpo doía, seus olhos pesados de tanto lutar contra o sono. Sua mente se recusava a descansar.
Finalmente, por volta das três da manhã, Leo saiu para encontrar Alina. Sua roupa cirúrgica estava manchada de sangue, seu rosto exausto, mas mostrando um indício de alívio.
Alina rapidamente se levantou. "Como ela está? Lana... ?"
Leo assentiu levemente. "A cirurgia acabou. Tiramos a bala e o sangramento parou. Ela está sob cuidados intensivos agora."
Alina olhou para Leo com esperança, embora soubesse que as coisas poderiam não correr bem a partir daqui.
Leo continuou, sua voz séria, "Mas ela ainda está crítica. Há danos no sangramento cerebral. Não saberemos o impacto total até que ela acorde. Isso pode afetar sua memória ou suas funções motoras."
As palavras fizeram o coração de Alina afundar novamente. Alívio por Lana estar viva, mas medo do que poderia acontecer a seguir.
"Então... tudo o que podemos fazer agora é esperar?" ela perguntou calmamente.
"Sim." Leo olhou para ela profundamente. "Mas você também precisa cuidar de si mesma. Descanse um pouco. Quando Lana acordar, ela vai precisar de você."
Alina deu um sorriso fraco apesar de seus olhos marejados. "Eu vou ficar aqui. Lana não vai estar sozinha."
Leo assentiu em compreensão e a deixou. Logo depois, Lana foi transferida para a UTI. Alina seguiu ansiosamente. Uma vez lá, tudo o que ela podia fazer era observar pelo vidro. Observar Lana deitada fraca com uma máquina de respiração. O ar da manhã parecia mais frio do que o normal, mas ela não se importava.
"Fique conosco, Lana. Eu não vou a lugar nenhum. Eu vou ficar bem aqui até você acordar."
A noite virou manhã sem que Alina percebesse. Mas sua esperança por Lana nunca vacilou. Os dias passaram, e Lana ainda não mostrava nenhum sinal de acordar. Alina permaneceu ao seu lado.
Na UTI, Alina sentou-se quieta ao lado do corpo imóvel de Lana. O rosto pálido de sua amiga mal se mexia. Os ferimentos eram graves. Demais. A única razão pela qual Lana ainda estava viva era um milagre... ou sua teimosia.
Leo estava por perto. Desde a cirurgia, ele mal tinha falado. Apenas seu olhar aguçado permaneceu fixo, como se estivesse desafiando alguém a se aproximar muito.
Mas quando Alina segurou a mão fria de Lana, sua respiração tremendo, Leo finalmente falou.
Sua voz baixa era quase um sussurro, mas pesava muito no ar. "Isso não é culpa sua."
Alina não olhou para ele. Seus olhos permaneceram fixos em Lana.
"Ainda assim... ela se machucou por minha causa," ela sussurrou, cheia de arrependimento.
"Se você continuar se culpando, Lana vai gritar com você quando acordar," Leo respondeu casualmente, embora seu tom permanecesse sério.
Alina lançou-lhe um olhar irritado. Parte dela queria jogar uma cadeira em sua cara. Ele simplesmente não entendia. Ela nunca realmente se deu bem com Leo. Frio, rude, sempre irritante.
E, no entanto, dentro do corpo de Aileen, seus sentimentos eram completamente opostos. Seu coração disparava sempre que via Leo. Mesmo depois de toda a dor, ela não conseguia largá-lo.
'Aileen... por favor, se controle. Ele não vale a pena! Não se apaixone por ele de novo, por favor,' Alina gemeu internamente, soltando um suspiro silencioso.