Capítulo 108: O Poder do Mestre Raja
"O que você vai fazer?" perguntou **Alina** com a voz baixa, mas cautelosa, quando **Raja Mahesa** se aproximou. Seu olhar era afiado, sua aura de autoridade deixando o ar da sala mais espesso.
"Punir você", ele sussurrou. "Por ousar me desafiar."
**Raja** sabia que **Alina** iria resistir e era exatamente isso que acendia seu desejo. Ele tirou a gravata lentamente, pegou a mão dela e a prendeu atrás da cadeira. Seus olhos se encontraram, a tensão crescendo entre eles como uma guerra silenciosa. Mas **Raja Mahesa** não impunha seu poder cegamente. Ele lia a linguagem corporal dela. Ele sabia os limites de **Alina**… e a profunda atração que ela tentava esconder.
"Você gosta de brincar com fogo, **Aileen**", murmurou **Raja** em seu ouvido. "E agora, você vai queimar por isso."
Com movimentos precisos, mas controlados, ele desabotoou sua camisa um por um. **Alina** mordeu o lábio. Seu corpo se contraiu não de medo, mas pelo calor avassalador que ela não conseguia mais conter. Ambos sabiam que era loucura. Este era um hospital. Mas adrenalina e poder criaram um espaço que pertencia apenas a eles.
A porta estava trancada, a sala isolada. Alguns membros da equipe tentaram entrar, apenas para descobrir que estava trancada. Do lado de fora, os guardas pessoais de **Raja** faziam a guarda.
"Esta sala está sendo usada no momento pelo Sr. **Raja Mahesa**", disse o guarda secamente. "Por favor, encontre outro espaço."
Lá dentro, o mundo desmoronou sob o peso da paixão e da dominação. **Alina** sabia que podia dizer não, mas seu corpo já era mais honesto do que seus pensamentos.
Momentos depois, o silêncio retornou. Restou apenas o som da respiração acelerada de **Alina** e das batidas do coração. Sua camisa estava meio aberta, o cabelo bagunçado, os olhos vidrados com emoção não dita.
**Raja** estava perto, amarrando sua gravata com uma expressão fria, embora seus olhos ainda estivessem acesos com fogo contido.
"Eu te disse, nenhum outro homem pode te tocar", ele disse, virando-se para a janela. "Você me desafiou… e veja o que aconteceu."
**Alina** olhou para ele, ainda amarrada. Mas o que realmente a irritou não foi a contenção, foi ela mesma. Como ela poderia se render tão facilmente, queimar tão profundamente… pelo homem que ela deveria combater?
"Eu não sou sua", ela sussurrou, embora sua voz tremesse de dúvida, até para si mesma.
**Raja** se virou, seu olhar reacendendo o fogo dentro dela, apesar da objeção de sua mente.
"Mentira", ele disse suavemente. "Seu corpo é mais honesto do que suas palavras."
Ele desamarrou suas mãos, mas não foi embora. Em vez disso, ele se sentou ao lado dela, escovando suavemente seu cabelo com os dedos, terno, mas ainda cheio de controle sufocante.
"Você está de folga amanhã. Eu não quero te ver de volta no hospital pelos próximos dois dias. Considere isso… tempo para refletir. E para lembrar quem te possui."
**Alina** olhou para ele confusa, com raiva e… algo mais. Mas ela sabia de uma coisa, este homem era perigoso. E estava ficando mais difícil ficar longe.
No dia seguinte, apesar de suas ordens estritas, **Alina** voltou ao hospital. A cabeça erguida, passos firmes. Ela se recusou a ceder. Não para **Raja**. Para ninguém. A equipe a observou com uma mistura de surpresa e admiração. Todo mundo sabia que a ordem de nível superior, Dra. **Alina**, estava de licença pessoal intocável.
No entanto, ela pegou seus arquivos de pacientes, vestiu seu jaleco branco e se preparou para entrar na sala de exame até que o som de sapatos formais a interrompesse. **Raja** estava no final do corredor, seu olhar penetrante.
Todos emudeceram, o ar ficou pesado. Algumas enfermeiras abaixaram os olhos; outras fingiram estar ocupadas. Mas ninguém podia ignorar sua presença. **Alina** encontrou os olhos de **Raja** calmamente. 'Eu não vim para te desafiar. Eu vim porque tenho responsabilidades."
Ele não disse nada, apenas se aproximou dela e, em um movimento rápido, arrancou sua carteirinha de identificação e a jogou no chão.
'Você acha que estou brincando?"
'Este é o meu trabalho. Eu não posso ficar em casa só por causa do seu ego."
A equipe ficou chocada com sua ousadia, mas **Raja** apenas sorriu. Seu olhar ficou frio… punitivo.
"Você quer trabalhar?" ele perguntou, virando-se para a equipe que observava.
'Ouça com atenção. Qualquer pessoa que aceitar instruções da Dra. **Aileen** hoje… será imediatamente demitida deste hospital."
Silêncio. Então ele olhou para **Alina**, sua voz aguda.
'E você…" Ele se aproximou, desfazendo lentamente os botões de seu casaco. '…você vai ficar aqui hoje, mas não como médica."
Todos os olhos estavam neles. Algumas enfermeiras coraram; outras prenderam a respiração. **Alina** ficou parada, as bochechas coradas de fúria e constrangimento.
"Se você quer me desafiar, **Alina**, faça isso em um lugar que eu não possa alcançar. Mas enquanto você estiver no meu território… você vai se submeter."
Ela não se intimidou. Seu rosto queimava, seu coração batia forte, mas ela encontrou seus olhos com resolução inabalável.
"Eu ainda vou trabalhar. Se você quer me punir, faça isso em outro lugar. Mas não arraste os outros para o seu drama."
Suspiros. Ninguém conseguia acreditar que ela ousou desafiar um homem como **Raja Mahesa** no trabalho, muito menos. **Raja** não respondeu. Ele simplesmente olhou para ela, depois se moveu. Em um movimento rápido, ele levantou **Alina** em seus braços.
'Me coloque no chão! **Raja Mahesa**, não seja insano!"
Ele não se importou. Seus passos eram calmos, firmes, caminhando pelos corredores do hospital com ela em seus braços. As pessoas desviavam o olhar. Ninguém ousou impedi-lo. Uma vez lá fora, ele abriu a porta do carro e a colocou lá dentro. A porta bateu.
**Alina**, sem fôlego, com raiva e humilhada, cuspiu. "Eu não estou brincando, **Raja Mahesa**. Eu não tenho medo de você." Ele se virou, os olhos em brasa de fúria, desejo e obsessão.
"Você é teimosa, **Aileen**", disse ele, com a mão deslizando em sua coxa. "E a única maneira de conquistar uma mulher como você… é fazê-la perder o controle sob mim."
O carro saiu em disparada da cidade, passando por uma floresta silenciosa que bloqueava a estrada principal. Nada além do som do motor e da respiração irregular de **Alina** preencheu o espaço.
Quando o carro parou, **Raja** saiu primeiro e abriu sua porta. Diante deles estava uma vila de pedra atrás de altos portões de ferro muito isolada para ser um mero retiro.
"Onde você está me levando?" ela perguntou, desafio em seus olhos.
"Para algum lugar onde ninguém pode ouvir seus gritos", respondeu ele suavemente. "Nem mesmo os pacientes que você quer atender."
Ele pegou sua mão e a conduziu para dentro. A vila era luxuosa, mas fria, as cortinas grossas, o silêncio quase atemporal. **Raja** a guiou para cima, para um quarto grande com uma enorme cama preta no centro.
Sem mais palavras, ele a empurrou suavemente, mas com firmeza, sobre o colchão.
"De agora em diante", disse ele, tirando o casaco, "você vai aprender como é minha verdadeira punição."
**Alina** tentou resistir, mas o ar ao seu redor era opressor. **Raja** se inclinou e sussurrou:
"Você é teimosa… mas esta noite, eu vou te fazer se render. Um gemido em meus braços vai derrubar suas paredes."
Ele amarrou suas mãos nas travas da cama, não para machucá-la, mas para impedi-la de fugir da verdade. Que ela já havia perdido. Não seu corpo. Mas seu coração.